Copa do Mundo de 2022 - Bandas do Grupo E

Desde o golaço de Richarlison na estreia do Brasil contra a Sérvia até resultados históricos como a vitória da Arábia Saudita contra a Argentina, a Copa do Mundo de 2022 vem unindo o mundo todo em torno de apenas um assunto.

Até o momento, um dos grupos mais interessantes nesse sentido é justamente o Grupo E, que teve duas partidas com finais totalmente inesperados. Primeiro, a favoritíssima Alemanha, que abriu o placar, viu o azarão Japão virar o jogo e garantir uma vitória marcante; depois, foi a vez da Espanha atropelar a seleção da Costa Rica e garantir uma goleada de 7 a 0, a maior desta Copa até agora.

Mas e no mundo da música? Bom, aí a gente deixa a disputa de lado e você pode contar com o TMDQA! para montar uma seleção de grandes bandas de cada um dos países participantes, tudo em uma grande parceria com a Amazon Music e passando por gêneros que vão desde o Pop até o Metal.

Nosso especial vem falando de grupo após grupo e continuaremos assim até fechar todos os países participantes da Copa, e você agora embarca em uma jornada justamente pelo Grupo E, com Espanha, Costa Rica, Alemanha e Japão.

Antes disso, no entanto, não deixe de conferir as listas dos Grupos A a D clicando nos links abaixo caso ainda não tenha feito isso:

Agora sim, vem com a gente pra lista do Grupo E!

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Crédito: Amazon Music

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Espanha: Bad Gyal

Bad Gyal
Foto de Bad Gyal via Shutterstock

Começamos a lista com a Espanha, que tem uma cena musical bastante diversa, que vai muito além do que as pessoas costumam associar como “música espanhola”.

É claro que nomes como Alejandro Sanz Enrique Iglesias são absolutamente fundamentais ao analisar a produção cultural do país europeu, mas mesmo antigamente tínhamos grandes e influentes nomes que se posicionavam em outros estilos, como os roqueiros da Héroes del Silencio ou até os metaleiros do Mägo de Oz.

Além disso, há alguns artistas “fronteiriços”, por assim dizer, que também têm suma importância para a música local. É o caso de nomes como Manu ChaoGipsy Kings, que possuem algumas raízes na França e outras na Espanha, reforçando o aspecto multiétnico e multicultural desta região do continente europeu.

Nos anos mais recentes, com a ascensão da música em espanhol, o que temos visto é uma forte crescente dos representantes de países localizados na América Latina. Mas a Espanha também segue forte e tem, claro, ROSALÍA como sua grande representante neste momento.

Ainda assim, outros nomes surgem muito bem com um pouco menos de destaque no mainstream, como a banda Hinds, que só não entrou nesta lista pela sua escolha de cantar em inglês. A nossa escolha, portanto, é a sensacional Bad Gyal, que vem sendo citada como influência por inúmeros artistas ao redor do mundo e tem um trabalho que vai do Pop experimental até o Funk brasileiro.

Ativista social e também bastante ligada à moda, a artista ganhou bastante notoriedade no Brasil com o hit “Formosa (Remix)”, além de seu sucesso solo “Fiebre” e “Alocao”, em parceria com Omar Montes. Seu último disco de estúdio é Warm Up, de 2021, e você pode ouvi-lo a seguir.

Costa Rica: Las Robertas

Las Robertas
Foto por Tatiana Pozuelo

Apesar de ter em suas raízes estilos como o Calypso, a Salsa e a Cumbia, a Costa Rica tem mostrado uma riqueza musical nos últimos anos que vai bastante além do que se espera mais tradicionalmente.

Na Copa passada já havíamos indicado nomes como a banda Passiflora, que faz um excelente som Folk e começou como um projeto solo de Mariana Echeverría, além do Patterns, que faz um som Alt Pop/New Wave de fazer inveja em qualquer grupo ao redor do mundo.

A novidade da vez é o quinteto Las Robertas, que apresenta um Indie Rock com toque Alternativo que vai te encantar logo de cara. E a melhor notícia é que o som da banda vem evoluindo constantemente desde o disco de estreia Cry Out Loud (2010), parecendo tomar sua melhor forma no single “Awakening”, que precede o novo disco Love Is the Answer.

O trabalho deve ser lançado em 3 de Fevereiro de 2023 e, quem sabe, pode levar os costarriquenhos à fama mundial. Por enquanto, vale o mergulho na discografia já disponibilizada com destaque para o mais recente álbum completo, Waves of the New, de 2017!

Alemanha: CRO

Cro
Reprodução/Instagram

A Alemanha é mais um daqueles países que exporta tanta música que é bem provável que, mesmo sem falar alemão, você tenha uma banda preferida com origem por lá.

De RammsteinScorpions, a cena do Rock e Metal sempre foi muito forte entre os alemães e tem inúmeros representates. Aliás, para além dos nomes que chegaram ao mainstream, outros como Kreator Destruction acabaram de certa forma presos a bolhas mas estão entre os mais influentes de seus universos.

Ainda de certa forma nesse cenário, a Alemanha foi responsável pelo famigerado Tokio Hotel, que chegou a virar febre no Brasil com alguns hits nos anos 2000. Falando em sucessos, não podemos esquecer de alguns one-hit wonders vindos de lá, como Nena e a incrível “99 Luftballons” e até mesmo Lou Bega e seu “Mambo No. 5”.

A lista poderia continuar por inúmeros parágrafos, citando nomes como KraftwerkDie Toten Hosen, ou até mesmo o lendário compositor Hans Zimmer. Mas, como já falamos anteriormente, a ideia aqui é descobrir algo novo e por isso a nossa sugestão da vez é o CRO.

O multiartista que é sempre visto em compromissos oficiais com uma máscara no rosto define seu som como “raop” — uma mistura de Rap e Pop — e fez essa ponte enquanto, em outros países, ainda era difícil imaginar esses dois gêneros de mãos dadas de forma tão direta.

Em seu primeiro álbum, canções como “Easy” e “Einmal um die Welt” ajudaram a lançá-lo para a popularidade, e o sucesso foi expandido com outros hits locais como “Traum” (do disco Melodie, de 2014) e, mais recentemente, “FALLIN”, parte de seu trabalho mais recente 11:11, que chegou em 2022.

Japão: cinema staff

cinema staff

Musicalmente, o Grupo E é o verdadeiro “grupo da morte” dessa Copa! Com o Japão, temos mais um país absolutamente lotado de excelentes representantes, com possibilidade de agradar todos os gostos.

A primeira coisa que vem a mente para muitos, naturalmente, são as aberturas de animes. Os desenhos japoneses fazem parte da cultura brasileira (e mundial) desde a infância, e há diversas bandas e artistas que ganharam grandes massas de fãs ao redor do planeta graças a isso, incluindo nomes como Asian Kung-Fu GenerationL’arc~en~Ciel e, mais recentemente, a ótima LiSA.

No entanto, outra grande característica do Japão é exportar um estilo totalmente único de Rock — tanto em questão de sonoridade quanto de personalidade, já que foi lá que surgiu o movimento intitulado visual kei. Semelhante ao Glam mas ao mesmo tempo bastante diferente, foi capitaneado por nomes como X JapanLuna Sea, além do Malice Mizer e seu popularíssimo vocalista Gackt.

A influência do visual kei segue muito forte até hoje e mesmo bandas que se distanciam um pouco da sonoridade dos artistas acima adotam visuais parecidos, como é o caso, por exemplo, de Muccthe GazettE, lynch. e até mesmo do Dir en grey, que elevou as esquisitices ao extremo e se tornou uma das maiores (além de melhores e, simultaneamente, mais bizarras) exportações do país.

A realidade é que bandas excelentes surgem aos montes no Japão e a gente até chegou a fazer uma lista há algum tempo com 10 nomes imperdíveis que, ainda assim, não chega nem perto de fazer jus à produção do país, que ainda se envereda pelo Pop com nomes como Utada Hikaru e WEDNESDAY CAMPANELLA, pelo Rap, como com a dupla feminina Charisma.com, e até novos e próprios gêneros como o Kawaii Metal do BABYMETAL. Isso tudo, claro, sem nem entrar na cena de música instrumental!

Com tantas opções assim, chegar ao nome do cinema staff não foi fácil. Mas, ao oferecer uma mistura única de Math Rock, Emo, Indie e Alternativo, o grupo que ganhou notoriedade por ter duas músicas na trilha sonora do anime Attack on Titan (“great escape”, na primeira temporada, e “Name of Love”, na terceira) acaba sendo nossa escolha.

Deixando de lado a barreira do idioma, o disco de estreia homônimo lançado em 2011 poderia estar no mesmo patamar de nomes de gêneros parecidos dos EUA, graças a canções excelentes como “海について” (“Umi no Tsuite”) e “どうやら” (“Douyara”).

No entanto, o nosso destaque por aqui vai para o excelente disco mais recente do grupo, 海底 (“Kaitei”), lançado em 2021 para provar que os caras seguem em ótima forma mesmo 10 anos após a estreia.

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