Bandas da Copa do Mundo - Grupo C

Os fãs de futebol de todo o mundo já estão completamente voltados para um único lugar. Falamos, claro, da Copa do Mundo de 2022, que já está acontecendo a todo vapor.

Por enquanto, os jogos do Grupo A e B já aconteceram sem grandes surpresas — incluindo o Catar fazendo história do pior jeito possível como a primeira seleção sede da Copa a perder o primeiro jogo do campeonato e uma goleada impressionante da Inglaterra sobre o Irã que confirma o favoritismo dos britânicos em seu grupo.

Nos próximos dias, seguimos com mais jogos importantes e, aqui no TMDQA!, a gente continua na nossa missão de te apresentar artistas de todos os países participantes. Graças a uma parceria com a Amazon Music, preparamos um especial onde mostraremos músicas que vão desde o Folk acústico até o Metal Extremo.

Agora, é a vez de mergulhar no Grupo C, que conta com Argentina, Arábia Saudita, México e Polônia. Antes disso, no entanto, não deixe de conferir as listas do Grupo A e do Grupo B clicando nos links caso ainda não tenha feito isso:

Agora sim, vem com a gente pra lista do Grupo C!

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Crédito: Amazon Music

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Argentina: Loli Molina

Loli Molina
Foto por Humberto Muñiz

A música argentina é bastante conhecida aqui no continente sul-americano, e não faltam bons exemplos entre diversos gêneros.

Alguns nomes, como o do compositor Gustavo Santaolalla, são capazes de furar bolhas e alcançar o sucesso mundial — o músico de 71 anos já ganhou dois Oscar de Melhor Trilha Sonora Original, para os filmes O Segredo de Brokeback Mountain Babel, em 2005 e 2006, respectivamente.

Além disso, temos ótimas bandas ligadas ao Rock como o El Mató a un Policía Motorizado, que fez shows no Brasil recentemente, e o Los Fabulosos Cadillacs, ambas com uma boa legião de seguidores aqui no nosso país. Mas a nossa seleção vai para alguém com um som bem mais tranquilo.

Trata-se de Loli Molina, nascida em Buenos Aires e atualmente radicada no México — que, aliás, será rival de grupo dos nossos hermanos! Com uma sonoridade Folk e acústica, que também remete a ritmos tradicionais latinos, Loli é uma artista com uma capacidade de emocionar que poucos têm.

Em 2022, lançou o EP Los Andes, explorando novas estéticas em parceria com o também argentino Chancha Vía Circuito, mas nosso destaque aqui vai para o disco Lo Azul Sobre Mí, o último cheio da cantora até o momento e que inclui a emocionante “Si Algo Se Pierde en Ese Movimiento”.

Arábia Saudita: Sound of Ruby

Sound of Ruby, banda da Arábia Saudita
Foto por Daria Rakin

Era de se esperar que a Arábia Saudita tenha muito mais representantes ligados à sua música tradicional, como é o caso com boa parte dos países mais conservadores no que diz respeito à cultura.

Acontece que, por lá, o Sound of Ruby já está há mais de duas décadas mostrando que é possível levar sonoridades diferentes. Desde 1996, o grupo fundador por M Al-Hajjaj é referência em questão de Rock e principalmente Punk, se auto-descrevendo como “provavelmente a primeira banda de Rock saudita” e garantindo que o título se aplica quando o assunto é Punk.

Mesmo com a liderança dos caras, os estilos ainda estão longe da popularidade na Arábia. Ainda assim, o Sound of Ruby se garante e não perde em nada para grandes nomes, dissecando suas notáveis influências de nomes como Nirvana Mudhoney em um som encorpado, pesadíssimo e tão corajoso quanto a missão da banda em si.

Abaixo, você confere o disco Serotonin, que traz boas canções como “Abu Hadriyah Road” e “Pokemons Are Punk”.

México: Hello Seahorse!

Hello Seahorse!

É óbvio que a música mexicana vai bastante além de qualquer estereótipo pré-concebido, mas ainda assim é bem provável que você não tenha dimensão de quão recheada é a cena mexicana no que diz respeito a bandas de Pop e Rock, incluindo subgêneros como o Indie e o Alternativo.

Temos, claro, nomes bastante conhecidos como o Maná e o Café Tacvba, que têm fama até mesmo no Brasil; isso sem falar no lendário Santana, que nasceu por lá antes de se mudar para os EUA e fazer carreira lá. Entre outros nomes bastante influentes estão o Molotov, ligado ao movimento Rap Rock, e o Brujeria na cena do Metal.

Mais recentemente e com uma sonoridade mais próxima ao Pop, nomes como Rodrigo y Gabriela Julieta Venegas vêm se destacando, além de artistas mais ligados ao underground como o El Shirota, que por muito pouco não entrou nessa lista. No fim das contas, nossa escolha é a ótima banda Hello Seahorse!, mais ligada ao Indie Pop/Alt Rock.

Com um grande sucesso ligado ao single “No Es Que No Te Quiera”, a banda chegou a dividir palco com nomes como The Killers e até Beastie Boys, ganhando uma grande dimensão. No entanto, toda essa popularidade começou com o disco Bestia, de 2009, que você pode ouvir abaixo.

Polônia: Behemoth

Behemoth
Foto por Oskar Szramka

Por último mas não menos importante, o cenário musical na Polônia remete bastante à própria seleção de futebol local. Da mesma forma que, no time, há alguns bons jogadores aqui e ali mas nenhum deles faz frente a Robert Lewandowski, as bandas do país têm seus bons momentos mas dificilmente se aproximam do Behemoth.

Aliás, a banda liderada por Nergal é a maior de uma vasta gama de nomes ligados ao Metal, possivelmente o principal gênero exportado pelos poloneses, que ainda têm muitos artistas ligados à sua música tradicional fazendo um sucesso local invejável.

No entanto, devido às fortes restrições e imposições religiosas no país — que inclusive já complicaram a vida do Behemoth mais de uma vez —, não é de surpreender que haja todo um movimento de resistência, como é o caso da banda Christ Agony, que chegou a ter que mudar de nome por 2 anos para lidar com os problemas judiciais no país.

Infelizmente, em diversos momentos essa se confunde com o neofascismo, também bastante popular por lá, e chegou até a ser chamada de NSBM (National Socialist Black Metal) com figuras proeminentes se declarando apoiadores da extrema-direita e até neo-nazistas.

Além do Behemoth, outros bons e famosos nomes poloneses são o Vader, mais ligado ao Black Metal, e o Closterkeller, que é visto como bastante influente na cena gótica, além do Decapitated. No entanto, o grupo de Nergal (que passou pelo Brasil recentemente) realmente furou a bolha nos últimos anos.

Muito disso se deve ao disco The Satanist, de 2014, que trouxe uma estética impecável e viu a banda adotando uma sonoridade mais arrastada, com um toque de Doom Metal. Assim, faixas como “Blow Your Trumpets Gabriel” e “Ben Sahar” se tornaram clássicos, e a banda segue surfando nessa onda com o lançamento de Opvs Contra Natvram em 2022.

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