Brewdog
Crédito: reprodução

A Copa do Mundo no Catar vem causando polêmica desde o seu anúncio. A repercussão negativa ganhou dimensões ainda maiores quando, na véspera do torneio, foi tomada a decisão de proibir a venda de cerveja no entorno dos estádios.

A determinação do país árabe gerou uma crise para a Fifa e, consequentemente, para a marca de cerveja patrocinadora oficial do Mundial.

Em protesto pela decisão arbitrária, a cervejaria escocesa BrewDog, que se declara Punk, resolveu ser uma espécie de “antipatrocinadora” oficial da Copa, cuja audiência gira em torno de cinco bilhões de pessoas.

Para combater a opressão no Catar, a marca de cerveja promoveu diversas ações pelo Reino Unido e reforçou seu posicionamento contra a “corrupção, abuso e morte” associados ao torneio em 2022.

Um dos outdoors da BrewDog colocado nas ruas diz o seguinte:

Primeiro a Rússia, agora o Catar. Mal posso esperar pela Coreia do Norte.

A peça publicitária ironiza o fato da Rússia, país sede anterior, e do Catar serem nações notoriamente violadoras dos direitos humanos e, ainda assim, escolhidas para receber a Copa do Mundo.

Dessa forma, na visão da cervejaria, não seria surpresa nenhuma se a Coreia do Norte, tão atrasada quanto os outros dois países, fosse a próxima escolha da Fifa. Diante deste cenário, a Brewdog criou três novas cervejas para doar o lucro para instituições que combatem abusos aos direitos humanos no Catar.

Justíssimo!

Copa do Mundo no Catar viola direitos humanos

Como informou o UOL, a empresa diz que representantes do Catar subornaram membros da Fifa para garantir que o país com leis contra homossexuais e histórico de violação dos direitos humanos fosse sede da competição — por isso, várias das outras peças presentes na campanha fazem referência a suborno e propina.

Além disso, conforme divulgou o Equidem, desde 2010 a construção dos estádios e obras de infraestrutura podem ter levado à morte de 6.500 trabalhadores por causa das péssimas condições de trabalho às quais foram submetidos.

Os operários, segundo as fontes, eram expostos ao calor excessivo do deserto em longas jornadas de trabalho e com segurança precária. Muitos ainda teriam tido seus passaportes retidos.

A maioria deles saiu do subcontinente indiano, de países como Índia, Paquistão, Nepal, Bangladesh e Sri Lanka para buscar uma oportunidade melhor no Catar. Outras denúncias envolvem práticas ilegais de recrutamento, salários não pagos, assédio verbal, abuso físico e xenofobia.

Que horrível…

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