Eddie Vedder com o Pearl Jam em 1991

Há exatos 32 anos, em 08 de Outubro de 1990, Eddie Vedder embarcou no voo mais importante de sua vida.

Residente de San Diego, na ensolarada Califórnia, o músico que teve diversos empregos como segurança e atendente de posto de gasolina tinha as ondas do Oceano Pacífico como inspiração e fez parte de algumas bandas da região.

Um belo dia, recebeu uma fita demo de Jack Irons (ex-Red Hot Chili Peppers), que contou que havia recebido os instrumentais de uns amigos músicos de Seattle e eles estavam à caça de um vocalista.

Vedder ouviu as três canções e foi surfar, sendo que o mar lhe trouxe três letras à cabeça e ele gravou todas elas por cima dos sons que havia recebido: bem ali, a história era feita, e surgiam “Alive”, “Once” e “Footsteps”.

As duas primeiras foram parar no disco de estreia do Pearl Jam, Ten (1991), enquanto a terceira apareceu como um Lado B do single “Jeremy”.

Juntas, elas formaram o que Vedder chamou de uma “mini-ópera” batizada como Momma-Son, que conta a história de um jovem cujo pai morre (“Alive”) e se envolve em uma série de assassinatos (“Once”), sendo preso e executado (“Footsteps”).

O músico revelaria, anos depois, que parte da história foi inspirada na sua própria vida, já que ele descobriu, aos 17 anos de idade, que seu pai verdadeiro estava morto e ele havia passado esses anos todos achando que outro homem era seu pai.

Eddie Vedder se junta ao Pearl Jam

Os tais músicos de Seattle eram Stone Gossard e Jeff Ament, das lendas locais Mother Love Bone, e eles ficaram encantados com o que o vocalista havia trazido às músicas que ainda estavam em estágios iniciais.

Em 19 de Setembro de 1990, veio o convite para que ele deixasse a ensolarada cidade onde vivia para ir a Seattle, como a gente te contou bem por aqui. O “sim” veio, e com ele a formação da banda Mookie Blaylock, que mudaria de nome para “Pearl Jam”.

E se a decisão do Sol pela Chuva pode parecer difícil, Eddie não pensou duas vezes e embarcou em um voo no dia 08 de Outubro de 1990, mudando a sua história, do Grunge e do Rock And Roll mundial para sempre.

Vale lembrar que naquele ano Eddie Vedder vinha tocando com a banda de funk rock Bad Radio, que fez o seu último show em 11 de Fevereiro.

Essa performance, aliás, está documentada em vídeo e a gente também te mostrou por aqui.

Continua após o vídeo

Após deixar o grupo que teve suas origens ligadas a influências de nomes como Duran Duran e depois se aproximou mais do Red Hot Chili Peppers, o artista se viu no meio de uma efervescente cena grunge onde era uma espécie de “forasteiro”.

Natural de Evanston, Illinois, região metropolitana de Chicago, cidade que fica literalmente do outro lado dos Estados Unidos, Vedder já não estava exatamente ligado às suas raízes na Califórnia, mas lá já havia construído laços importantes.

Quando mudou para Seattle, teve que recomeçar do zero, e o nome do lendário Chris Cornell foi fundamental pra isso, já que o próprio disse que deu uma espécie de “validação” ao novato para que ele fosse aceito por ali.

Que história, hein?

Você pode ouvir o clássico “Alive” na playlist TMDQA! Alternativo do Spotify, logo abaixo.

LEIA TAMBÉM: a incrível história de como Chris Cornell acolheu Eddie Vedder em Seattle

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