Criança tocando piano
Foto por Olga Oginskaya viaPixabay

Não é novidade que a música é responsável por fornecer uma série de benefícios para os seres humanos.

Um novo artigo da Universidade de Edimburgo aponta que pessoas com mais experiência em tocar um instrumento musical mostraram ao longo da vida um melhor resultado em testes de habilidade cognitiva do que aquelas com menos ou nenhuma experiência.

Segundo o The Guardian, os pesquisadores chegaram nessas conclusões mesmo considerando o status socioeconômico, anos de educação, capacidade cognitiva infantil e a saúde na velhice dessas pessoas.

Apesar da constatação, o professor Ian Deary, ex-diretor do Centro de Envelhecimento Cognitivo e Epidemiologia Cognitiva da unidade, argumenta:

Temos que enfatizar que a associação que encontramos entre tocar instrumentos e melhora cognitiva ao longo da vida foi pequena, e que não podemos provar que o primeiro causou o segundo.

No entanto, à medida que nós e outros procuramos os muitos pequenos efeitos que podem contribuir para que o cérebro de algumas pessoas envelheça de forma mais saudável do que outras, vale a pena acompanhar esses resultados.

Instrumentos musicais e melhora cognitiva

Do estudo feito com 366 participantes, 177 relataram alguma experiência de tocar um instrumento musical, principalmente na infância e na adolescência.

O instrumento mais tocado era o piano, mas outros como acordeão, gaita de fole, violão e violino também foram citados na pesquisa.

Os participantes do novo estudo integravam o “Lothian Birth Cohort 1936” – um grupo de indivíduos de Edimburgo e Lothian, nascidos em 1936, que participaram do Scottish Mental Survey de 1947.

Aqueles que faziam parte do projeto foram testados em várias funções físicas e mentais à medida que envelhecem. Eles tiveram, inclusive, que refazer o teste de habilidade cognitiva padronizado que cada um fez aos 11 anos de idade, que incluía perguntas que exigiam raciocínio verbal, consciência espacial e análise numérica.

Música e o envelhecimento saudável

Os indivíduos que repetiram o teste aos 70 anos foram questionados sobre suas experiências musicais ao longo da vida por pesquisadores que buscavam entender se a experiência musical está relacionada ao envelhecimento saudável.

Usando modelos estatísticos para procurar essas associações, a universidade apontou que as descobertas forneceram novas evidências de que tocar um instrumento está associado a pequenos, mas detectáveis, benefícios cognitivos ao longo da vida.

Judith Okely, agora professora de psicologia na Universidade de Napier, disse:

Esses resultados aumentam a evidência de que atividades mentalmente desafiadoras, como aprender a tocar um instrumento musical, podem estar associadas a melhores habilidades de pensamento.

E aí, caso você ainda não toque, ficou com vontade de aprender algum instrumento musical depois de saber disso?

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