A Nova Zelândia se tornou o primeiro país no mundo a legalizar de forma permanente a checagem de drogas em festivais e outros locais sem qualquer repressão ao usuário.

O intuito da verificação é garantir a segurança da substância ilícita em questão e, dessa forma, diminuir o risco de morte entre os consumidores de drogas.

A nova legislação substitui uma lei anterior, que tinha caráter provisório de 12 meses e iria expirar no final deste ano. A autorização para tornar a lei vitalícia foi concedida na semana passada e terá efeito imediato no país a partir de 7 de Dezembro.

“É bastante significativo e um momento para celebrar,” afirmou Sarah Helm, diretora executiva da NZ Drug Foundation (via VICE). Ela complementa, explicando que a verificação não se restringe a festivais de música:

Isso vai prevenir danos e salvar vidas. A checagem de drogas é altamente eficaz na redução de danos enquanto permite que as pessoas tenham acesso a informações precisas para tomar decisões seguras. Nós agora gostaríamos de ver estes serviços sendo expandidos para mais pessoas.

Checagem de drogas reduz vulnerabilidades

Sarah diz que o serviço contribui para a redução de vulnerabilidades em determinadas comunidades, por meio de clínicas em centros urbanos e outros serviços sociais e de saúde:

A checagem de drogas está acontecendo na Nova Zelândia por alguns anos em uma área cinza legal, então, a ideia não é nova e o debate público venceu. As pessoas podem ver que isso é preciso se a gente quer reduzir os danos.

Apesar disso, alas mais conservadoras do governo neozelandês – como os membros do Partido Nacional – se mostram relutantes a aceitar o projeto. O porta-voz do partido, Simon Bridges, criticou a lei:

A única mensagem que realmente impede fatalidades é que nenhuma pílula é segura. Não existe isso de ecstasy seguro ou dose segura de outras drogas.

Contrariando a fala de Bridges, a checagem de drogas e os serviços de testagem de pílulas têm obtido resultados positivos ao longo dos anos, representando mais benefícios do que riscos em diferentes países do mundo.

E aí, de que lado você está?

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