Invasão ao Capitólio nos EUA
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Uma semana após a invasão que ocorreu no Capitólio dos Estados Unidos no dia 6 de Janeiro por apoiadores de Donald Trump, um ex-policial admitiu que entrou no local durante o motim para dar uma olhada nas obras de “arte histórica”.

De acordo com documentos judiciais (publicados agora pela Vice), Tam Dinh Pham tentou enganar agentes federais durante uma entrevista e acabou sendo preso por entrada ilegal e conduta desordenada no Capitólio.

Dois dias após a conversa que aconteceu em 12 de Janeiro, e depois de 18 anos trabalhando para o Departamento de Polícia de Houston, Pham deixou o cargo, segundo um anuncio feito pelo chefe de polícia Art Acevedo no Twitter.

História mal contada

O ex-oficial disse aos agentes federais que esteve em Washington D.C entre os dias 5 e 7 de Janeiro para ajudar sua esposa com seu empreendimento e que nunca tinha entrado no prédio legislativo.

Porém, os agentes pediram para olhar as imagens do celular de Tam Dinh Pham e ele foi desmascarado. Na pasta de fotos “excluídas”, as autoridades encontraram diversas imagens e vídeos do ex-policial dentro do Capitólio. Em uma das fotos, ele está posando ao lado de uma bandeira que diz “Trump 2020” e tem a frase “chega de besteira”.

Mesmo com a pressão dos agentes, Pham ainda inventou mais desculpas. Ele revelou que durante a manhã do dia 6 de Janeiro estava em um comício pró-Donald Trump e após o início da invasão viu uma oportunidade para apreciar as obras de arte que estão no local, e foi assim que ele escalou cercas derrubadas, passou por barricadas e entrou no prédio.

Consequências da invasão

O chefe de polícia de Houston informou em um novo comunicado através do Twitter que o departamento auxiliou o FBI na investigação de Pham após uma denúncia relacionada ao seu envolvimento no motim.

Além disso, Art Acevedo declarou que as prisões realizadas pelo ex-policial estão sendo auditadas para garantir que não houve irregularidades.

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