Mike Patton com o Faith No More em 2012
Foto de Mike Patton via Shutterstock
 

Reconhecido como um dos maiores vocalistas dos tempos modernos, Mike Patton é um cara que tem um gosto bastante diverso e mostra isso com seus vários trabalhos — entre eles, bandas como o Faith No More e o Mr. Bungle.

Em conversa recente com a Rolling Stone, o músico contou que está aproveitando o tempo “livre” devido ao isolamento social para “compor, compor, compor”:

Estou trabalhando em diversos discos ao mesmo tempo, o que não é anormal pra mim, mas de alguma forma é refrescante não ter outras distrações interferindo. Ainda assim, a gravidade dessa situação faz as coisas parecerem… bom, diferentes.

Além disso, ele citou os prejuízos que tomou com suas bandas e, claro, o dos fãs que esperavam ver apresentações ao vivo. Ainda assim, ressaltou que é necessário “se adaptar ou morrer” antes de partir para recomendações artísticas.

Mike Patton e dicas de quarentena

Perguntado sobre o que tem feito nesses tempos, Patton foi bem específico ao dizer que está recorrendo a músicas “confortáveis porém alucinatórias” e reforçando seu gosto por canções mais “exóticas” que o transportem “para um lugar feliz, algo entre o Quarto Encantando e a Mansão Mal Assombrada”.

Ele também deu dicas ao público, pedindo para que todos “aguentem firme” e “assistam filmes épicos”. Para Mike, “qualquer coisa com menos de três horas não funciona nesses tempos”, e a lista de recomendações do cara inclui as seguintes obras: Barrabas (1920), Ben-Hur (1925), Lawrence da Arábia (1962), O Poderoso Chefão (1972), Os Bons Companheiros (1990), a trilogia Por um Punhado de Dólares (1964), Por uns Dólares a Mais (1965) e Três Homens em Conflito (1966) e Sete Noivas para Sete Irmãos (1954).

Patton ainda deixou uma segunda lista com filmes “paranoicos” para quem está se sentindo mais “safadinho”. Os nomes são THX 1138 (1971), Sem Rumo no Espaço (1969), A Mulher da Areia (1964), Pandemia (2016), Contágio (2011), O Quarto do Pânico (2002), O Iluminado (1980) e O Segundo Rosto (1966).

Por fim, é claro, você confere logo abaixo as dicas musicais de Patton, com os respectivos álbuns e uma faixa de exemplo escolhida pelo próprio vocalista. Divirta-se!

Les Baxter – Space Escapade, The Passions, e Ritual of the Savage

Ferrante & Teicher – Denizens of the Deep

André Popp – Delirium in Hi-Fi

Dick Hyman – Electric Eclectics Moon Gas

Yma Sumac – Voice of the Xtabay

Esquivel – Latin-Esque

Bernard Parmegiani – Pop’eclectic

Jean-Claude Vanier – Electro Rapide

Raymond Scott – Manhattan Research Inc. ou Soothing Sounds for Baby

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