Cora se inspira em mito de Perséfone em disco de estreia
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A dualidade de um ser. Esse é o conceito por trás de El Rapto, disco de estreia da banda curitibana Cora.

O trabalho, que passeia pelo pop experimental e se envolve em uma densidade feminina, é inspirado no famoso mito grego de Perséfone. Ao ser raptada por Hades, deus do submundo, ela deixa de ser Koré (a filha) e se transforma em Perséfone (aquela que destrói a luz).

O duo explica que o rapto, entre outras simbologias, mostra a adolescente sendo conduzida por uma figura masculina munida de autoridade até o mundo escuro do inconsciente. “Lá, ela cria um vínculo com o reino e periodicamente retorna à terra e ao Olimpo para conviver com sua mãe. Nesse ciclo, emerge de volta à consciência, porém leva consigo os frutos do que aprendeu”, completam.

Assim como o rapto simboliza um ritual de passagem no mito de Perséfone, o álbum marca uma transição para a banda, que agora adota novos idiomas em suas composições.

Integrada por Kaíla Pelisser (sintetizador, voz e drum machine) e Katherine Zander (guitarra, voz, beats digitais e sintetizador), no trabalho a banda também teve colaborações de Lorenzo Molossi (bateria e drum machine), Lui Bueno (guitarra e voz) e de Gumiero, que produziu e tocou instrumentos como baixo, sintetizador, beats digitais e cítara.