O Rage Against The Machine foi, sem dúvidas, um dos grupos mais influentes dos anos 90 e 2000.

Com músicas bombásticas e letras explosivas sobre questões políticas e sociais, a banda de Los Angeles chegou ao mainstream colocando o dedo na ferida, e com seus quatro discos de estúdio entrou para a história como um dos nomes mais importantes do Rock And Roll.

Acontece que a banda não se movimenta desde 2011, quando fez seus últimos shows, e se contarmos o trabalho em estúdio isso vai ainda mais longe, já que o último álbum é Renegades, de 2000, só com covers, e o último trabalho de inéditas é The Battle Of Los Angeles, lançado um ano antes.

Entra ano e sai ano e continuamos falando a respeito de um possível retorno do Rage, ainda mais nos últimos tempos onde temos passado por inúmeros conflitos sociais aqui e lá fora, e agora Brad Wilk, baterista da banda, disse que é um dos que torcem pela volta.

No mesmo podcast onde falou que quase entrou para o Pearl Jam, ele disse que “nada o faria mais feliz” do que uma reunião da banda hoje em dia:

Nada me faria mais feliz do que ter a oportunidade de botar pra foder agora com o Rage Against The Machine. É só uma questão de todo mundo estar em sintonia.

Wilk ainda explicou por que uma reunião ainda não aconteceu, e disse:

Sempre foi alguma coisa diferente. Sempre foi uma pessoa diferente. Sempre tem alguma coisa. Para a gente é mais ou menos como a teoria dos ímãs. Um ímã sempre está sendo repelido. Você só tem que conseguir fazer com que todos os ímãs fiquem juntos por um minuto, e esse sempre foi o nosso problema. Eu me sinto como um político agora porque estou meio que fugindo dos detalhes, mas essa é a melhor maneira como eu posso responder.

Zack De La Rocha

Vale sempre lembrar que desde que o Rage anunciou seu primeiro hiato lá em 2000, o único integrante que pouco esteve envolvido com projetos musicais foi o vocalista Zack De La Rocha.

Enquanto seus parceiros formaram o Audioslave e, mais recentemente, o Prophets Of Rage, o único trabalho oficial lançado pelo cara foi em 2008 com o EP do One Day As a Lion, homônimo e produzido pelo brasileiro Mario Caldato Jr (Beastie Boys, Jack Johnson, Marcelo D2).

No registro, ele canta e toca teclado enquanto é acompanhado por Jon Theodore, hoje no Queens Of The Stone Age e conhecido pelo seu trabalho no Mars Volta.

Sendo assim, a maioria dos fãs do RATM têm a impressão de que é ele quem não gostaria de voltar com a banda, mas no podcast Brad Wilk parece não querer apontar culpados e diz apenas que “ele está sempre trabalhando com música”.

Para finalizar, Brad Wilk cravou:

Se uma reunião irá acontecer ou não, eu não tenho ideia, mas eu sei pelo menos que nós quatro somos amigos e podemos conversar uns com os outros, e até mesmo sair para fazer algo juntos, então eu acho que antes de tudo nós queremos continuar com a nossa amizade.

Bora torcer para que a amizade volte a se traduzir em shows e novas músicas? Estamos precisando!

 
 
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