Faith No More
 

Faith No More definitivamente não é uma banda estável.

Após um longo período de 11 anos de hiato entre o final da década de 90 e o último dígito dos anos 2000, o grupo liderado por Mike Patton passou por momentos de intensidade e calmaria desde que decidiu pela reunião em 2009. O reencontro acabou culminando no lançamento do sétimo álbum da discografia da banda, Sol Invictus, somente em 2015.

Desde então, o Faith No More fez uma turnê comemorativa em 2016 do disco We Care A Lot com o vocalista original Chuck Mosleyque acabou falecendo meses depois, o guitarrista Jon Hudson chegou a animar os fãs com a notícia de preparativos para um novo álbum de estúdio, para logo depois tomarem um balde de água fria despejado por Mike Patton sobre uma nova reunião da banda.

Então agora em 2018, em que ponto se encontra o Faith No More? Nem os próprios integrantes sabem dizer ao certo. Pelo menos foi essa a vaga impressão deixada pelo baixista Billy Gould em entrevista recente à revista Kerrang, onde se recusou a revelar a verdade:

Nós nos falamos o tempo inteiro. Se nós ainda somos uma banda? Eu não posso te dizer. Da última vez, nós não contamos nem às nossas mulheres que nós estávamos fazendo músicas de novo, então eu vou me ferrar se eu te contar isso!

Apesar da fala vaga do baixista, sabemos que os membros do Faith No More raramente sossegam. Mike Patton já lançou dois discos (com dois supergrupos diferentes: Dead Cross Nevermen) desde 2016, e o próprio Billy tem se mantido ocupado. O baixista acaba de gravar um disco do seu projeto de música experimental, Talking Book e trabalhou como Produtor Executivo no interessante projeto documental RocKabul, um filme em formato de documentário que fala sobre a ascenção e queda do District Unknown, a primeira banda de metal do Afeganistão. O filme estreou no festival de cinema Rotterdam Film Festival no início de Fevereiro.

Com ou sem o Faith No More na ativa, Billy se diz empolgado: “isso me dá o mesmo tesão que a música. Mas eu farei música por toda a minha vida, tem música na minha cabeça toda vez que eu caminho pela rua.”