De Skrillex a Noel Gallagher, músicos escolhem suas favoritas do Radiohead

"Jonny Greenwood é um gênio"

Radiohead
Foto: Divulgação
 

Você pode até não gostar do Radiohead, mas não dá pra negar que a banda britânica é uma das mais influentes das últimas décadas.

Se você ainda tem as suas dúvidas, basta ver essa lista compilada pela Stereogum em 2015, que pediu para que diversos artistas revelassem quais são as suas músicas favoritas da banda, e temos nomes que vão desde o punk até o rock alternativo passando pelo folk, mostrando o grande espectro que foi impactado por Thom Yorke e sua trupe.

Separamos algumas das declarações logo abaixo.

 

J Mascis (Dinosaur Jr.)

“Black Star”, de The Bends

Eu comprei o CD em uma viagem na Califórnia e fiquei impressionando. Foi provavelmente um ano após o lançamento. Eu ouvi essa música várias vezes, ela realmente conversou comigo. Esse é de longe o meu disco favorito do Radiohead. Grandes músicas e sons de guitarra, vocais maravilhosos. É fácil amá-lo.

 

Skrillex

“Paranoid Android”, de OK Computer

Eu me lembro de ser super jovem quando esse clipe saiu na MTV quando a MTV só passava clipes. Foi mais ou menos na mesma época que eu me lembro de ter visto “Come To Daddy” do Aphex Twin também, então há muita nostalgia ligada a essa música. Eu fico imaginando o que esse animador tem feito hoje em dia?

 

Kathleen Hanna (Bikini Kill, Le Tigre, The Julie Ruin)

“Creep”, de Pablo Honey

Eu sou a diferentona que sempre achou que “Creep” é uma canção pop perfeitamente construída, completa com acordes menores esquisitos para mudar as coisas e aquela maravilhosa saída… apesar de eu saber que a banda provavelmente tem horror dessa música por tê-la que tocar tantas vezes e aí tomar uma direção completamente nova. Eu também sou fã da voz de Thom Yorke, mas eu não passo muito tempo ouvindo Radiohead porque eu acho que eles foram para um caminho esotérico e espacial, que não é o meu lance.

 

Patrick Carney (The Black Keys)

“Idioteque”, de Kid A

Depois que The Bends foi lançado eu não ouvi muito Radiohead pelos anos seguintes. Provavelmente foi porque eu estava sem grana ou talvez porque eu tenha passado a maior parte de 1997-2000 ouvindo Captain Beefheart. Não foi até 2005 que eu voltei e me atualizei nas suas músicas, e aí em 2006 fomos convidados pela banda para abrir alguns shows nos EUA. Os últimos dois foram no teatro do Madison Square Garden, e esses foram os únicos shows que eu consegui assistir. Eu me lembro de ouvir “Idioteque” em um desses shows e ficar completamente surpreso. Isso tudo não é para eu dizer que “Idioteque” é a minha música favorita da banda porque a esse ponto é quase impossível isolar uma única música. Foi apenas a primeira vez que eu percebi como é importante ver uma banda ao vivo. Especialmente uma banda como o Radiohead.

 

Nikolai Fraiture (The Strokes)

O Radiohead é uma das últimas bandas que eu me lembro que tenha conseguido criar uma jornada. Do Pablo Honey até The King Of Limbs, há apenas alguns tropos musicais e poucos traços de que esses são os mesmos indivíduos ainda fazendo música juntos após 18 anos. Por causa disso, é uma tarefa impossível escolher um disco favorito, muito menos uma música favorita. Hail To The Thief e OK Computer, entretanto, são exemplos interessantes que mostram uma fusão de seus vários estilos diferentes durante os anos. Desde a gravação ao vivo de elementos eletrônicos até comentários sociopolíticos sutilmente contundentes, desde lançamentos comerciais até pérolas impossíveis de se vender, eles têm uma mistura temperada de marcas essenciais do Radiohead.

O Strokes estava gravando com Nigel Godrich em Nova York logo antes de Hail To The Thief ser lançado. Durante a nossa sessão, eu vivi a então nova questão de um vazamento de álbum: Nigel estava ao seu celular recebendo a terrível notícia de que fãs ao redor do mundo estavam ouvindo uma versão incompleta e mal gravada de um processo que durou um ano. E com uma banda novamente desafiadora, eles adotaram o método de “pague quanto você quiser” para o próximo álbum, In Rainbows. Eu sou mais inspirado pelas suas transformações do que uma música em particular, apesar de ter várias delas para poder escolher. Dos acordes que abrem “Thinking About You” até a odisseia musical que é “Paranoid Android”; da paisagem sonora de “Everything In Its Right Place” até o groove de baixo e bateria em “All I Need”; com o produtor Nigel Godrich e o artista visual Stanley Donwood, a carreira do Radiohead, para mim, se tornou definida por um termo que a indústria da música gosta tanto de usar mal por aí: Recording Artists (algo como “Artistas Gravadores” ou “Artistas de Estúdio”).

 

Noel Gallagher (Oasis, Noel Gallagher’s High Flying Birds)

“Fake Plastic Trees”, de The Bends

Eu gosto de The Bends. Eu me lembro de ter comprado o disco quando ele saiu, na verdade. Eu me lembro de “Fake Plastic Trees” me surpreender para caralho quando eu ouvi. Eu estava no meio da composição de músicas como “Champagne Supernova” e “Don’t Look Back In Anger”, e ela tinha o mesmo tipo de lance, sabe o que eu quero dizer? Então já soava familiar. É uma grande canção. Eu gostaria que eles escrevessem mais canções como essa…

Oh, eles fizeram muita coisa boa. Como é o nome mesmo, “Karma Police”, é ótima. Eu não sou muito bom para lembrar os nomes das músicas. Olha, eles são uma banda boa pra caralho com um bom cantor. Eu já os vi ao vivo, eles são brilhantes. Jonny Greenwood é um dos meus músicos favoritos de todos os tempos. Eu acho que ele é um gênio.

 

Você pode ver todas as declarações da lista da Stereogum sobre o Radiohead, em Inglês, clicando aqui.

 

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