Conversamos com Illy, cantora tida como uma das promessas da MPB para 2017

Entrevistamos a artista baiana que une em seu disco de estreia um caldeirão de influências conquistadas pelo caminho

Illy
 

Nos primeiros segundos que se ouve Afrouxa, primeiro single do disco de estreia de Illy, o que mais surpreende é o caldeirão de ritmos brasileiros vistos sob um olhar deliciosamente baiano. Hoje morando no Rio, a artista não esconde a influência de suas raízes no seu disco de estreia Voo Longe, que será lançado em setembro, com produção de Alexandre Kassin e Moreno Veloso.

O single, canção inédita de Arnaldo Antunes em parceria com Betão Aguiar, Davi Moraes e Pedro Baby, ganhou um clipe filmado em Salvador, durante a Lavagem do Bonfim – que cultua o desapego. E mostra diversos modos como o amor é vivido.

Falamos rapidamente com Illy sobre o single, seus projetos e o disco que vem aí. Leia abaixo.

TMDQA: Parabéns pelo single, gostei bastante! Ele dialoga forte com as suas raízes, certo? Como intérprete, como artista, qual a importância de reforçar isso no primeiro single do álbum?

Illy: É importantíssimo e estou muito feliz. Além de ser um presente do Arnaldo (Antunes, co-autor da faixa) , tive a honra de ir na casa dele e escolher a música que queria. Ela tem muito a ver comigo, com o disco. Aproveitei para gravar aqui na Bahia, com o clipe gravado na lavagem do Bonfim. Tem muito da Bahia, tanto no som quanto no vídeo.

TMDQA: E o disco Voo Longe? O que o público pode esperar?

Illy: O disco é bastante eclético. Ele vai da bossa nova ao rock’n’roll, em todos os gêneros da MPB. Falando de amor, de festa. Fala do cotidiano.

TMDQA: Morar no Rio mudou o modo como você vê a Bahia?

Illy: Moro no Rio há dois anos e olhar de fora torna tudo mais grandioso, talvez. Você passa a enxergar coisas que não via de perto. Isso tem sido muito bom pra mim. Morar no Rio me fez relacionar com pessoas novas, recebo muitos artistas na minha casa para criarmos juntos. Estou cercada de pessoas nessa ponte aérea Rio-Bahia.

TMDQA: Eu estava fazendo uma maratona dos vídeos da série Illy e a MPB de todos os sons e eu amei como você vai do Caetano ao Teago, do Maglore.

Illy: Pois é! Começamos sem pretensões, só pra marcar esses encontros musicais e para apresentar compositores, primos até. E foi assim, da família aos ídolos. Esse projeto é bem importante pra mim. Desde esse encontro temos outros, marca uma amizade…

TMDQA: Como você seleciona os convidados e o que eles acrescentaram na sua vivência artística?

Illy: São artistas próximos que eu admiro mesmo. Até agora todo muito topou e tudo aconteceu naturalmente, escolhendo as músicas juntos. É bem livre, mas tem me trazido boas experiências. Um exemplo foi do Felipe Cordeiro. O disco já estava sendo gravado e ele acabou até participando do disco tocando guitarra após as filmagens do vídeo.

TMDQA: Como surgiu a ideia de chamar o Moreno para produzir? O que você acha que ele acrescentou à sua sonoridade?

Illy: Sempre admirei o som e a pessoa que é o Moreno. Ele é bastante musical e experiente. Gosto muito do modo como ele trabalha. Acabamos criando uma afinidade no processo de construção do projeto. Ele ouve muito, é moderno e isso foi muito importante pra mim.

TMDQA: Para fechar, você tem mais discos que amigos? Tem algum que você leva como amigo pra vida?

Illy: Sim, com certeza! Acho que tenho poucos amigos (risos). O “Mudança dos ventos”, da Nana (Caymmi), o “Fa-Tal”, da Gal, e o “Transa” (do Caetano Veloso) são os meus favoritos.

 

 

 

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