tom-araya

O frontman do Slayer, Tom Araya, não parece muito confiante ao comentar sobre alguma possível turnê do Big 4 (Metallica, Slayer, Anthrax e Megadeth) nos próximos meses e, para o músico, o problema está concentrado em um único membro de uma das bandas.

Eu não quero dizer que ‘politicagem’ está atrapalhando isso,” diz ele. “Não é a política entre as bandas; é a política de caráter em uma banda em particular. Nós tivemos um problema no show em New York que realmente apavorou todo mundo, mas mesmo assim o show aconteceu. Eu penso, pra ser honesto, que aquela foi a última vez que fizemos o ‘Big 4’. Eu acho que um outro show do Big 4 pode não acontecer. Eles podem provar que estou errado.”

Enquanto Araya não menciona o nome do músico que causou os problemas, outros membros do Slayer comentam sobre o novo álbum da banda, que será lançado no ano que vem. Kerry King comentou que o papel do guitarrista Gary Holt será moderado:

Sobre Gary ser um compositor contribuidor, número um: Fãs não estão preparados para isso; número dois: Isso é como jogar alguém aos lobos. Eu acho que se existir algum álbum depois desse e Gary ainda estiver conosco nessa época, eu penso que vai chegar uma hora que eu vou falar “ei cara, sinta-se a vontade para me mandar qualquer riff se estiver interessado.”

Os fãs não querem que você mude. Quantos fãs você acha que o Metallica irritou ao fazer o Load e Reload? As pessoas gostam de Slayer porque é Slayer. Você cresce como um músico dentro do seu gênero, e não tenta mudar o gênero e virar algo diferente.

Para Tom Araya, o próximo álbum do Slayer terá de ser um grande passo para a frente.

Tinha um monte de coisas que nós já estávamos preparados para fazer, e daí recebemos a notícia sobre o falecimento de Jeff Hanneman — então esse momento é mais sobre preencher certas obrigações. Depois que essa tour acabar, nós vamos ter que sentar e realmente discutir quais são nossos planos, qual é nosso futuro. Nós estamos seguindo em frente e terminando o ano, assim todo mundo pode ter um ‘fechamento’. Isso vai permitir um ‘encerramento’ para os fãs também e todos nós podemos nos lembrar de Jeff uma última vez.

No curso dos ensaios (antes de ficar doente), Jeff nos trouxe duas ou três coisas em que ele estava trabalhando e eu achei incrível. Era realmente bom, mas ele nunca nos trouxe o trabalho completo. Eram coisas inacabadas, e são as coisas que eu quero ver se encontro, eu quero ver o quão longe ele chegou com um monte daquela música, porque aquilo era incrível, nós ouvimos de queixo caído.

Esse álbum tem que ser algo especial, tem que ser extraordinário — não pode ser apenas outro álbum do Slayer. Existem várias coisas no caminho para a banda, e nós tivemos muito apoio dos fãs. Nós também ganhamos muitas críticas sobre coisas que fizemos ao longo dos anos, então veremos o que o futuro nos guarda. Normalmente, nossa atitude sobre isso tem sido “Fodam-se eles!”, e isso funcionou muito bem para a gente, então eu duvido que mudaremos esse aspecto da banda.

Com o falecimento de Jeff, a posição ocupada por Gary Holt (que até então era provisória) parece ter se tornado permanente. O músico já trabalhou também na banda Exodus, como guitarrista principal.

Fonte: Metalhammer