
O barril que desce a ladeira…
mas o que ele diz sobre pagar milhões para ficar em silêncio?
Um casamento, um barril de chope escapando morro abaixo e uma multidão correndo atrás como se aquilo fosse a coisa mais importante do mundo. No fundo, a trilha mais melodramática possível (sem esquecer aquela chamada introdutória desafiadora para o refrão): “I Will Always Love You”, de Whitney Houston. É assim que a Bud Light escolheu aparecer no Super Bowl 2026. Sem muita vontade de explicar nada. Só um investimento milionário e uma certeza: estar ali.
Mas é interessante.
Esse trio retorna pelo terceiro ano seguido: Post Malone, Shane Gillis e Peyton Manning, como personagens estáveis de um universo comercialístico cervejístico. Todo mundo corre, cai, escorrega. A piada é física. A música é ironia pura. E a marca? A marca observa confortavelmente. Quase invisível.
A Bud Light não está tentando ser ousada. Encontrou sua fórmula segura: humor amplo, celebridades, nenhuma leitura política possível. Zero ambiguidade. Zero risco criativo aparente. E é essa a estratégia.
Até porque, pagar milhões por 30 segundos no Super Bowl nunca é só sobre a entrega de mídia. É posicionamento. O Super Bowl é um dos raríssimos momentos em que a fragmentação do mundo digital faz uma pausa. Todo mundo está olhando para o mesmo lugar, ao mesmo tempo. Quando uma marca entra ali, compra pertencimento cultural e esse momentão.
O gesto comunica antes mesmo do conteúdo. Estar no Super Bowl diz: “somos grandes”, “temos fôlego”, “somooosss riccoooosss”, “fazemos parte do jogo principal”. Mesmo quem não presta atenção no filme entende o sinal. É uma mensagem para o consumidor, para o concorrente, para o investidor e, talvez mais importante, para dentro da própria empresa.
Porque um comercial desses organiza a marca. É uma escolha sofisticada.
No fim, o barril continua rolando.
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Coluna dedicada a explorar como o marketing pode transformar bandas em marcas icônicas e vice-e-versa. Com mais insights sobre música, estratégias criativas e cases de sucesso, a coluna pretende desvendar o universo em que música e negócios se encontram.
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