Danzo
Foto: H.agst

Veja o resumo da notícia!

  • O novo álbum de Danzo, DOISMILEVINTEHOJE, lançado pela Boogie Naipe, expande o trap brasileiro com experimentação estética e amadurecimento musical.
  • Danzo buscou referências fora do trap, como a cena francesa, elementos africanos e música eletrônica, para criar novas texturas e melodias.
  • O álbum é dividido em blocos, começando introspectivo com temas de autopercepção e evoluindo para sonoridades mais enérgicas e versáteis.
  • Destaques incluem 'SP', sobre a relação de Danzo com São Paulo, e 'Princípios', com NandaTsunami, filmado com câmeras Betacam.
  • A segunda metade apresenta 'DOISMILEVINTEHOJE', sobre superação, 'Pasta Registrada', com MC Luanna, e 'Monopólio', com referências marroquinas.

O rapper Danzo apresentou, nesta quinta-feira (29), o seu novo álbum DOISMILEVINTEHOJE, projeto que marca uma nova etapa em sua trajetória e amplia o repertório sonoro do trap brasileiro a partir de referências pouco usuais dentro do gênero.

Lançado pelo selo Labbel Records, da produtora Boogie Naipe, o disco dá sequência à fase iniciada com os singles “SP” e “Princípios” e reforça a busca do artista por experimentação estética e amadurecimento musical.

De acordo com Danzo, o trabalho reflete um momento mais consciente de sua carreira, com maior investimento em pesquisa e construção de identidade. “Há bastante tempo tenho criado projetos mais sérios, com mais qualidade. Hoje eu trabalho pra mostrar essa evolução, fazendo pesquisa de novos tipos de sons, com mais referências. Então esse disco consegue refletir essa maturidade que sempre busquei”, afirma.

Referências além do rap

Para desenvolver o álbum, o rapper decidiu se afastar das referências tradicionais do trap. Em vez disso, mergulhou em outras cenas e estilos. “Eu gosto de ouvir muita coisa e evitei ouvir trap pra criar o disco. Eu me baseei na cena francesa, nos elementos africanos e também eletrônicos. Ouvi muita melodia de violino pra entender como poderia aplicar nas músicas. Saí bastante da caixinha do rap”, explica.

A proposta se reflete na produção musical, que incorpora texturas eletrônicas, novas estruturas melódicas e diálogos com matrizes africanas. Uma das faixas, por exemplo, parte de referências marroquinas, ampliando o vocabulário sonoro do projeto sem perder a base no rap.

A construção do disco também foi pensada em blocos. A primeira metade adota um tom mais introspectivo, com músicas como “Segredos e Problemas” e “Limite”, que abordam confiança, autopercepção e amadurecimento. Em seguida, o álbum assume uma dinâmica mais enérgica e versátil. “Eu começo ele introspectivo pra pegar as pessoas pelas ideias e, na sequência, mostro minha versatilidade e coloco as pessoas em outros universos. Trouxe muita variação pra evitar soar repetitivo”, diz.

Narrativa de Danzo

Entre os destaques da primeira parte está “SP”, single que marca a nova fase do artista e aborda sua relação com São Paulo e a rotina nas ruas. O videoclipe da faixa conta com participação de Mano Brown e foi gravado, em parte, na Arena Corinthians. Já “Princípios”, parceria com NandaTsunami, apresenta uma abordagem mais sensível e ganhou um clipe em plano-sequência filmado com câmeras Betacam, tecnologia popular no telejornalismo das décadas de 1980 e 1990.

Na segunda metade, o álbum avança para sonoridades mais expansivas. A faixa-título “DOISMILEVINTEHOJE” trata de superação e presença, enquanto “Pasta Registrada”, com MC Luanna, aproxima o trap do funk e da música urbana contemporânea. “Monopólio”, com participação de Yuri Redicopa, reforça as referências internacionais ao dialogar com o rap marroquino. O disco ainda passa por “Faraó”, “Firula” — que retoma as origens do artista na Zona Sul de São Paulo — e se encerra com “Reflexo”, de tom mais introspectivo, voltada a temas como família, sonhos e prioridades.

As colaborações foram escolhidas a partir de conexões pessoais e do próprio processo criativo. “Eu conheço a MC Luanna há muito tempo, somos amigos e sempre tivemos uma conexão pra criar junto. Já a NandaTsunami e outros artistas vieram do processo do disco, pensando em nomes que poderiam agregar nas músicas”, conta.

Com DOISMILEVINTEHOJE, Danzo organiza diferentes referências musicais em um projeto que reforça sua versatilidade e consolida uma fase de maior pesquisa estética, ampliando as possibilidades de diálogo entre o trap brasileiro e outras geografias sonoras.

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