
Veja o resumo da notícia!
- Bandas enfrentam dificuldades financeiras em turnês, mesmo após apresentações em grandes estádios, impactando carreiras.
- Witch Fever revela estar 'quebrada' após turnê europeia, destacando a disparidade entre sucesso e retorno financeiro real.
- Custos elevados e burocracia na Europa levam bandas como The Agonist e Anthrax a cancelarem shows para evitar perdas.
- Setor musical discute o impacto do Brexit, buscando soluções para reduzir burocracia e apoiar financeiramente os artistas.
- Garbage cancela turnês na América do Norte devido à complexidade financeira, acusando a indústria de 'roubo' e inviabilidade.
Enquanto alguns artistas têm arrecadado valores surpreendentes com suas turnês nos últimos anos, outros enfrentam dificuldades financeiras justamente por conta das apresentações.
A Witch Fever, uma das novas bandas de rock mais promissoras da Grã-Bretanha, revelou que está “quebrada” mesmo depois de ter realizado recentemente uma turnê por estádios na Europa com os roqueiros dinamarqueses do Volbeat.
Em entrevista ao podcast 101 Part Time Jobs, Amy Hope Walpole, vocalista do grupo de doom punk de Manchester, declarou (via Louder Sound):
“Estamos completamente sem dinheiro – e acabamos de passar dois meses em arenas. Também não conseguimos emprego porque voltamos à turnê em março, então ninguém quer nos contratar.
É uma loucura pensar que a indústria da música está assim no momento. Atualmente, estou vivendo com as quatro mil libras da pensão da minha falecida mãe, que recebi no final do ano passado. Obviamente, esse dinheiro está acabando rapidamente. Então, o cenário atual é bem deprimente.”
A baixista Alex Thompson também refletiu sobre a realidade financeira da banda e a burocracia envolvendo os shows na Europa:
“Acabamos de voltar de uma turnê com o Volbeat. Passamos dois meses em arenas e estádios. Tocamos em Wembley, por exemplo. Chegamos ao fim e todo o nosso lucro está retido em impostos na fonte por toda a Europa.”
É complicado…
Banda diz que está “falida” após tocar em estádios por dois meses
A Witch Fever, que tem contrato com uma subsidiária da Sony Music, não é a primeira banda a ser afetada pelo custo de turnês na Europa e pela dificuldade de ganhar dinheiro na estrada.
O The Agonist chegou a cancelar uma série de shows na Europa em 2023 para evitar perder “uma quantia perigosa de dinheiro”. Já o Anthrax cancelou uma turnê europeia em 2022 e suas participações em festivais por lá devido ao grande aumento dos custos.
Sarah Woods, diretora executiva da instituição de caridade Help Musicians, sediada no Reino Unido, disse ao The Independent:
“Uma carreira na música pode ser gratificante, mas para muitos músicos também é financeiramente precária. Nos últimos anos, a complexidade e os custos associados ao trabalho e às turnês, desde o aumento das despesas com viagens e equipe até a burocracia adicional e os requisitos de conformidade, cresceram significativamente, e estamos recebendo cada vez mais músicos buscando apoio para reduzir o risco de perdas financeiras.
As opiniões de entidades do setor musical destacam o impacto negativo que o Brexit teve para os músicos, com a UK Music e muitos de seus membros fazendo campanha por uma redução da burocracia e apoio adicional ao setor.”
Os relatos sobre a indústria musical não são exclusivos com a Europa. Em setembro do ano passado, Shirley Manson, vocalista do Garbage, disse que o grupo nunca mais fará turnê pela América do Norte.
Durante um show no The Anthem, em Washington, nos EUA, a vocalista acusou partes da indústria musical de “roubo”. Na ocasião, Manson explicou que a logística de fazer uma excursão como atração principal no seu próprio continente se tornou financeiramente complexa demais. Você pode ler mais aqui.
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