
Veja o resumo da notícia!
- O texto aborda músicos talentosos que, embora não sejam os líderes, contribuem significativamente para o sucesso de suas bandas.
- A lista destaca Joe Hahn (Linkin Park), Eric Carr (KISS) e Ray Toro (My Chemical Romance), mostrando suas habilidades.
- São citados Mike Dirnt (Green Day), Christine McVie (Fleetwood Mac) e Les Claypool (Primus), com suas contribuições únicas.
- Dave Grohl (Nirvana), Cliff Burton (Metallica) e Travis Barker (blink-182) são lembrados por sua influência marcante.
- Neil Peart (Rush) é o último da lista, representando músicos que elevaram o nível de suas bandas com talento.
Em praticamente todas as bandas existe um artista, muitas vezes o vocalista ou o guitarrista, que é conhecido pelo público como o líder. Porém, esse protagonismo pode ofuscar outros músicos que, nos bastidores, carregam um peso criativo tão grande ou até maior que o do frontman.
Em muitas profissões, estar qualificado demais para um cargo costuma ser algo de destaque. Mas, dentro de uma banda de rock, nem sempre a coisa funciona dessa forma. Ao invés do reconhecimento, alguns desses músicos acabam acumulando responsabilidades criativas que, no resultado final, se tornam os detalhes que conquistam os ouvintes.
A seguir, confira uma lista reunida pelo Far Out com 10 artistas que podem ser considerados talentosos demais para as suas bandas.
10 músicos talentosos demais para as suas bandas
Joe Hahn (Linkin Park)
O Linkin Park se tornou um dos nomes mais influentes do nu-metal e o DJ Joe Hahn contribuiu para que o som da banda se tornasse inovador e admirado por diferentes gerações. O produtor era responsável por expandir a sonoridade da banda e, ao incluir glitches e camadas eletrônicas, fazia canções como “Points of Authority” ganharem uma identidade própria.
Mesmo quando a banda apresentava faixas com scratches de DJ, músicas como “Session” e “Cure for The Itch” provavam que o desempenho de Hahn estava muito acima do esperado para DJs, o que rendeu a Hahn um Grammy no início dos anos 2000 na categoria “Melhor Performance Instrumental”.
À medida que o gênero começou a perder força, Hahn foi apresentando inovações em A Thousand Suns, trazendo a música eletrônica para o primeiro plano e adotando uma abordagem mais prática na produção.
Eric Carr (KISS)
O KISS ganhou ainda mais força na cena do Rock após Eric Carr ter assumido a bateria. Sem desmerecer Peter Criss, que contribuiu com influências do jazz e um forte senso de ritmo, Carr contribuiu com músicas mais impactantes, como “Creatures of the Night”, ao introduzir elementos das bandas de metal em ascensão, como o Metallica, que ele admirava.
Já fora dos palcos, Carr também chamou a atenção por ser um dos poucos integrantes do KISS a parecer uma boa pessoa. Em meio à grandiosidade do grupo, Carr sempre demonstrou uma postura mais humilde enquanto declarava seu amor pela música.
Ray Toro (My Chemical Romance)
Em um gênero que não dava tanto valor para solos virtuosos, Ray Toro, do My Chemical Romance, surgiu como um herói improvável da guitarra para a geração emo.
Apesar de parecer ser um rapaz tímido, Toro abordava a guitarra como um vocalista, adicionando um toque especial em todas as obras nas quais trabalhava, como os solos excepcionais de “Welcome to the Black Parade” ou os sons divertidos em “Dead!”.
O MCR tem uma carreira marcada pela inovação, e Ray Toro conseguia assumir esse compromisso com facilidade. Enquanto Frank Iero pode ser considerado o espírito punk da banda, Toro encontrou maneiras de incorporar a guitarra virtuosa em qualquer gênero que o MCR decidisse explorar.
Mike Dirnt (Green Day)
Mike Dirnt do Green Day existe para provar que, diferente do que muitos pensam, tocar baixo não é tão simples assim. Nos anos 90, era de ouro de sua carreira, Dirnt contribuiu com trechos como o riff marcante em “Longview” e o breakdown em “Welcome to Paradise” que transporta o ouvinte para o submundo sórdido da Califórnia.
Mesmo com um estilo mais contido atualmente, Mike ainda encontra momentos para brilhar, como no breakdown de “Holiday” ou no riff principal de “Peacemaker”.
Christine McVie (Fleetwood Mac)
Enquanto boa parte dos fãs do Fleetwood Mac ficavam atentos às questões amorosas envolvendo integrantes da banda, Christine McVie estava nos bastidores se dedicando a escrever incríveis canções pop.
Apesar de Stevie Nicks ter sido muitas vezes lembrada como a figura central da banda, McVie também marcou a trajetória do grupo com sua voz repleta de emoção e suas composições que faziam o público chorar como “Songbird” e “Little Lies”.
Les Claypool (Primus)
O rock sempre contou com figuras peculiares e Les Claypool assumia muito bem esse papel. Devido ao talento excepcional de Claypool no baixo, a música do Primus passou a ser facilmente descrita como “excêntrica”.
Les é um fã assumido dos gigantes do rock progressivo e, em muitos momentos, sua abordagem no baixo quase se assemelha à de um guitarrista solo.
Se tentarem remover alguns dos artifícios por trás de sua música, a linha de baixo em cada um dos álbuns do Primus é praticamente uma aula magistral de baixo, com Larry LaLonde apenas tentando acompanhá-lo como podia, usando sua guitarra como uma forma de construir ambiência na música em vez de tentar competir com Claypool.
Dave Grohl (Nirvana)
Apesar das composições de Kurt Cobain serem o diferencial do Nirvana em seu início, a interpretação de Dave Grohl na bateria foi o que consagrou essas faixas, com ele levando intensidade para as músicas.
Grohl sabia exatamente quando aliviar o peso da bateria em canções como “Something in the Way” e também quando deveria tocar de forma explosiva, como por exemplo em “Territorial Pissings” ou “Scentless Apprentice”.
Cliff Burton (Metallica)
Cliff Burton se aventurou no metal ao assumir o baixo no Metallica e deixou uma marca única na sonoridade da banda. Os riffs que Burton produziu para o grupo tinham mais musicalidade, seja interpretando clássicos como o início de “Fight Fire With Fire” ou criando ganchos inusitados como a linha de baixo principal em “For Whom the Bell Tolls”.
Um dos seus diferenciais era seu conhecimento de teoria musical, que ajudou James Hetfield e Kirk Hammett a criarem suas harmonias características, como a seção intermediária de “Master of Puppets” ou a carga final da música “Creeping Death”.
Travis Barker (blink-182)
A entrada de Travis Barker no blink-182 provocou uma mudança gritante na banda, com o baterista levando uma energia intensa para músicas como “Dumpweed”.
Mesmo tocando canções mais pop do catálogo, Barker sempre se entrega ao máximo, como pode ser visto em faixas como “All the Small Things” ou na batida de bateria que introduz “The Rock Show”.
Na faixa “Always”, Travis Barker apresenta um dos trabalhos mais impressionantes vistos em um disco de pop punk. O músico também tem o costume de participar das sessões de composição do blink, contribuindo com o ritmo para se certificar de que a música irá funcionar.
Neil Peart (Rush)
O Rush passou por uma renovação após Neil Peart ter se tornado o baterista da banda. O grupo que antes era influenciado pelo blues e tentava lançar um rock radiofônico passou a explorar elementos do rock progressivo com intensidade e sofisticação, transformando músicas como “La Villa Strangiato” em um teste de resistência para qualquer baterista.
A contribuição de Neil também foi vista nas letras, com ele escrevendo quase todas as músicas depois de entrar no Rush e abordando assuntos mais complexos, como a natureza da humanidade e temas mais intelectuais.
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