
Veja o resumo da notícia!
- Rodolfo Abrantes compartilha memórias de sua amizade com Canisso, relembrando o impacto do baixista em sua vida pessoal e musical.
- Canisso, além de companheiro de banda, ensinou Rodolfo a dirigir e atuou como um irmão mais velho, marcando sua trajetória.
- Rodolfo expressa sua fé e esperança de reencontrar Canisso, imaginando o amigo causando alegria no céu com seu jeito único.
- O texto também aborda o retorno da banda Rodox, que Canisso integrou brevemente, e sua importância no rock brasileiro.
Rodolfo Abrantes fez uma declaração emocionante sobre o baixista Canisso, que faleceu em 2023, em uma conversa recente com Gastão Moreira no canal KazaGastão enquanto divulgava o retorno de sua banda Rodox.
Ao ser questionado pelo apresentador se Canisso estaria na formação do grupo que anunciou seu retorno na semana passada caso estivesse vivo, Rodolfo apontou que possivelmente não, mas relembrou de sua relação com o baixista e explicou:
“Cara, seria difícil porque o Canisso entrou quando o Patrick saiu, né? Então, assim, não dá pra botar dois baixistas na banda, principalmente baixo. Se fosse guitarra, dá. Bota 3, 4, não tem problema, não. Mas baixo realmente ia engazopar.
Mas o Canisso, cara, ele era muito mais do que um companheiro de banda pra mim. O Canisso me ensinou a dirigir, cara. O Canisso tinha 20 e poucos anos e a gente era pirralho. Era um cara mais velho andando com um monte de molequinho na cola, sabe? Ele dava ideia pra gente, ele era nosso amigão ali. Parecia um irmão mais velho pra mim.
Eu acho que por causa dessa distância da idade de uns 5, 6 anos, quando você tem 15 e o cara tem 21, é uma grande diferença, né? Então assim, ele fez parte da minha vida. Cara, a Adriana, a gente sempre se fala e ela me manda as fotos do casamento, eu vejo o casamento deles, sabe? Tipo, segurando o Mike, o primeiro filho deles no colo.”
Rodolfo Abrantes presta homenagem comovente a Canisso
Rodolfo ainda comentou que, mesmo com longos períodos sem contato, a amizade entre ele e Canisso permanecia intacta. O vocalista ainda falou sobre sua fé e esperança de reencontrar o amigo:
“O Canisso, assim como eu, era muito ruim de telefone. Tipo, a gente passava anos sem se falar. Anos, anos. Aí quando se falava [era] como se tivesse falado ontem, sabe? Era assim. Então, na minha cabeça, o Canisso só tá longe do telefone, sabe? A impressão que dá é que a qualquer hora eu vou ligar e ele vai atender.
Mas assim, cara, eu creio que tem uma vida eterna. Eu gostaria muito de um dia chegar lá, encontrar ele e ganhar um abração daqueles.
Ele deve estar incomodando todo mundo no céu. Deve estar contando história, deve estar dando aula de kung-fu pra todo mundo. Deve estar contando aquelas piadas sem graça. Ele é uma figura.”
Assista à entrevista na íntegra ao final da matéria, com o trecho em destaque acontecendo por volta dos 31:35!
Rodolfo Abrantes, Raimundos, Canisso e Rodox
Integrante do Raimundos desde a formação do grupo em 1987, Canisso esteve fora da banda apenas por um breve período entre 2002 e 2007, quando justamente chegou a tocar com o Rodox.
Com suas linhas de baixo poderosas, foi responsável por alguns dos riffs mais emblemáticos do Rock brasileiro, como a inesquecível introdução de “Eu Quero Ver o Oco” e tantas outras músicas que marcaram os anos 90 e 2000 da música nacional.
Em 2026, o Rodox está voltando às atividades após 22 anos com uma formação que conta com Rodolfo nos vocais, Fernando Schaefer (bateria), Pedro Nogueira (guitarra) e Patrick Laplan (baixo, guitarra e backing vocal).
Todos eles integraram a primeira formação da banda, que também contava com DJ Bob, falecido em 2022, e com o guitarrista Marcus Ardunay.
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