David Bowie, Blackstar
Divulgação

Veja o resumo da notícia!

  • Morte de David Bowie em 10 de janeiro de 2016 e lançamento do álbum Blackstar dois dias antes, com pistas de despedida.
  • Relevância de Bowie como artista em constante reinvenção, desde Ziggy Stardust até trabalhos introspectivos, sempre à frente.
  • Blackstar como enigma final, repleto de referências à mortalidade e transformação, reforçando o impacto de seu adeus.
  • Homenagens a Bowie, como a de Gary Oldman, relembrando o bom humor, a inspiração e a sensação de perda no mundo.

Era dia 10 de janeiro de 2016 quando o mundo acordou em choque com a notícia da morte do icônico David Bowie, aos 69 anos.

Dois dias antes, o artista havia lançado o ótimo Blackstar, seu 25º álbum de estúdio, sem que o público soubesse que aquele trabalho carregava pistas claras de uma despedida cuidadosamente planejada. Bowie manteve em segredo sua batalha contra um câncer no fígado, transformando seus últimos meses de vida em mais um gesto artístico fenomenal, fiel à trajetória de alguém que nunca fez nada de forma óbvia.

Falar sobre Bowie é, inevitavelmente, falar sobre reinvenção constante. Desde o surgimento de Ziggy Stardust no início dos anos 70 até as experiências eletrônicas da chamada “trilogia de Berlim”, passando pelo Pop sofisticado dos anos 80 e por trabalhos mais introspectivos nas décadas seguintes, Bowie sempre esteve à frente do seu tempo. Ele não apenas acompanhava as mudanças culturais: ajudava a criá-las.

A morte de Bowie ganhou contornos ainda mais simbólicos pelo lançamento de Blackstar. O disco soa como um enigma final, repleto de referências à mortalidade, ao desaparecimento e à transformação. Faixas como “Lazarus” ganharam um peso emocional imenso após sua partida, reforçando a sensação de que Bowie havia transformado o próprio fim em obra de arte. Foi um adeus silencioso, elegante e profundamente impactante.

O mundo depois da partida de David Bowie

Entre as muitas homenagens que surgiram desde então, uma das mais comentadas veio do ator Gary Oldman, amigo próximo de Bowie.

Em entrevista recente ao The Hollywood Reporter (via Consequence), Oldman relembrou a relação dos dois, destacando o bom humor do músico e as origens parecidas no sul de Londres. “Nós ríamos muito, muito mesmo. Ele era extremamente engraçado”, contou o ator, ressaltando também o quanto Bowie era inspirador e inovador, sem medo de experimentar.

Oldman foi além ao refletir sobre o vazio deixado por Bowie:

Você não sente que, desde que ele morreu, o mundo foi ladeira abaixo? Era como se ele fosse uma espécie de cola cósmica. Quando ele morreu, tudo desmoronou. É, eu sinto falta dele.

A fala, meio brincadeira, meio desabafo, ecoou entre fãs que associam a perda de Bowie a um período de instabilidade cultural e social. Anteriormente, o ator também prestou tributos públicos ao amigo, como no discurso emocionado ao receber o prêmio póstumo de Bowie no BRIT Awards de 2016 e em apresentações especiais celebrando aniversários do cantor.

Que saudades!

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