Foto por Marcos Bacon
Foto por Marcos Bacon

Sabe aquela conversa de que a indústria precisa se reinventar? Monique Dardenne, um nome conhecido, que já está há duas décadas movimentando o setor, acaba de lançar o M_AI – Música Que Não Toca Por Aí. O clube exclusivo tem o intuito de focar em conexões de verdade e cultura em movimento. É o tipo de iniciativa que junta profissionais do Music Business em conversas e trocas estratégicas, com propósito de mobilizar para transformar. 

Mas afinal, o que é o M_AI?

O M_AI não é só mais uma plataforma, é um “clube vivo, intimista e transformador”. A ideia da Monique é criar um espaço para conectar, provocar e criar soluções reais para o ecossistema da música. Imagine um lugar onde a curadoria é viva e essencial, as conexões são reais e a cultura está em movimento, trazendo sempre novas ideias.

No coração desse projeto, está a expertise de alguém que trouxe o Boiler Room para o Brasil, lançou artistas como Karol Conká e Tropkillaz, e ainda fundou o Women’s Music Event (WME). O M_AI já nasceu com quase 200 profissionais de altíssima qualidade do mercado musical, cultura e comunicação, todos selecionados por convite exclusivo. É para poucos, mas para os certos.

A visão por trás da ideia: Conexão Real

A própria Monique explica o porquê de tudo isso: 

“O projeto é um laboratório vivo, com curadoria ativa, encontros pequenos e intensos, conversas profundas, experiências presenciais e conexões que geram impacto real para muito além do networking”.

E ela ainda reforça que a iniciativa surgiu da necessidade de um espaço seguro e inteligente de troca B2B, profundo e humano, longe do ruído dos grandes eventos e das conferências tradicionais. Inspirado no princípio de que mudanças sistêmicas começam com lideranças transformadoras, o encontro atua como um grupo de ação cultural: artistas, curadores, produtores e marcas co-criando compromissos concretos que geram novos modelos, colaborações e oportunidades reais. A pegada é clara: reconectar a indústria musical à sua força transformadora, estimulando o pensamento crítico, discutindo tendências e aproximando os agentes estratégicos da economia criativa.

Parcerias de peso e experiências exclusivas

A Heineken chegou como launch sponsor, o que só mostra a confiança do mercado no potencial do M_AI. Os encontros já estão rolando e, estão reunindo nomes importantes em rodas de conversa e processos colaborativos.

Teve até um camping de produção musical exclusivo para artistas selecionados, que culminou na assinatura sonora do projeto. Isso demonstra que o M_AI não é só papo, é ação! A proposta é gerar experiências presenciais que transformam cada encontro já se tornando conteúdo e memória coletiva. É um novo formato de networking que foca na profundidade das relações.

O videocast: Música Que Não Toca Por Aí 

Se o clube é exclusivo, o conteúdo também não poderia ser diferente. Dentro do M_AI, nasceu também o videocast Música que Não Toca por Aí, que está ocupando o charmoso bar Matiz, no centro de São Paulo, nesta primeira temporada. São 7 episódios que vão muito além da superfície.

A ideia é revelar quem são as pessoas da música e não apenas o que elas fazem. A Monique, como anfitriã, bate um papo profundo e divertido com artistas e agentes fundamentais do mercado. A conversa é guiada por 5 vinis da coleção pessoal do convidado com histórias, bastidores e aprendizados técnicos. 

A primeira convidada foi ninguém menos que a DJ Anna, uma referência mundial na música eletrônica, e o episódio de estreia já está disponível no YouTube desde 09 de dezembro de 2025. Nomes como Eli Iwasa e L_CIO também já participaram, e os próximos episódios prometem ainda mais. Para 2026, Eliane Dias (advogada e empresária) e Marcelo Beraldo (diretor de festivais como o Lollapalooza na C3 Presents) já estão confirmados. 

DJ Anna e Monique Dardenne – Foto por: Marcos Bacon
Eli Isawa e Monique Dardenne – Foto por Marcos Bacon

Conexões reais e impacto duradouro

O poder do M_AI fica ainda mais evidente nos seus encontros. No dia 8 de dezembro, rolou um evento super especial no TMS Studio, com apoio da União Brasileira de Compositores (UBC). O objetivo? Articulação estratégica entre os agentes da indústria da música.

Nesse encontro, os membros do clube trocaram experiências e discutiram temas quentes e super relevantes em mesas de debate. Alguns dos assuntos abordados foram: Tecnologia e ética criativa, Curadoria e território, Comunidade e sustentabilidade Inovação, Impacto e sustentabilidade financeira

E o melhor: tudo foi registrado e vai virar um relatório sistematizado por Theresa Braconnot para que ações concretas sejam tomadas. É o tipo de iniciativa que realmente gera resultados e não fica só na teoria. A lista de presentes nesse encontro foi impressionante, com nomes como Heloisa Aidar, os produtores Branko e Rico Manzano, executivos como Leca Guimarães e Maurício Soares, e artistas como Otto Papi e SPVIC, entre muitos outros.

Foto por Marcos Bacon
Foto por Marcos Bacon

Monique Dardenne: a mente por trás de diversas iniciativas no Music Business

Para entender a relevância do M_AI, é preciso entender quem é Monique Dardenne. Formada em direito, ela está no mercado musical há 20 anos como booker, gestora, estrategista de carreiras, pesquisadora e curadora focada em inovação. Em 2013, ela trouxe a WebTV inglesa Boiler Room para o Brasil, comandando a operação por 3 anos e entregando 14 sessões pelo país. Também foi Label Manager na plataforma Skol Beats, lançando hits de nomes como Karol Conká e Mahmundi. Ela é cofundadora e diretora do Women’s Music Event (WME), um ecossistema gigante que inclui a WME Conference, um banco de profissionais, o Selo IGUAL e o WME Awards by Billboard – o primeiro prêmio musical focado em mulheres.

Com esse histórico, o M_AI não é apenas um projeto, é a síntese de duas décadas de trânsito entre artistas, marcas, eventos e executivos. Ela criou e liderou movimentos que moldaram a indústria contemporânea. O M_AI, então, nasce desse vasto repertório e impulso, oferecendo ao mercado um lugar que ainda não existe, mas do qual todo mundo sempre precisou.