
O Dream Theater não apenas compõe músicas; eles arquitetam monumentos sonoros que desafiam a lógica e o tempo. Com quatro décadas de estrada e o status de arquitetos do metal progressivo, o grupo inaugurou um novo capítulo monumental com o lançamento de Parasomnia, décimo sexto disco do grupo, no último ano. O álbum – que já nasceu no topo das paradas globais, é mais que um compilado de músicas: é o registro de uma reunião histórica, marcando o retorno do baterista Mike Portnoy ao lado de seus “irmãos” de longa data.
Em maio de 2026, o Brasil se tornará o epicentro dessa celebração com a turnê “Parasomnia 2026”! Em formato exclusivo, a banda promete maratonas de três horas de música, executando o novo álbum na íntegra e celebrando os 30 anos do icônico épico A Change of Seasons, além de revisitar os clássicos que definiram gerações. De Porto Alegre a Belo Horizonte, o público brasileiro se prepara para testemunhar o Dream Theater em seu estado mais puro e audacioso.
Para mergulhar nos mistérios de Parasomnia – termo que explora os distúrbios entre o sonho e a vigília – e entender a expectativa de reencontrar os fãs brasileiros nesta turnê histórica, conversamos com a voz inconfundível do grupo, James LaBrie. Com a serenidade de quem sabe que o presente da banda é tão vibrante quanto seu legado, LaBrie detalha o processo criativo do 16º álbum, a química renovada do quinteto e o que esperar dessas noites épicas que estão por vir.
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Prepare os ouvidos e a mente: é hora de descobrir como o Dream Theater transformou seus sonhos mais complexos em realidade nos palcos. Confere o papo abaixo!
TMDQA! Entrevista James LaBrie
TMDQA!: Primeiro de tudo, James, muito obrigado por nos atender, é um prazer! O Dream Theater dominou a arte das apresentações longas há anos, acostumando o público a espetáculos épicos. Após tanto tempo na estrada, tocar por aproximadamente três horas ainda é exaustivo e desafiador? A experiência tornou essa maratona mais fácil com o tempo? Como muda a dinâmica de foco no palco agora que vocês precisam equilibrar a complexidade de dois álbuns completos no setlist?
James LaBrie: O prazer é todo meu! Bem, eu acho que é como qualquer atleta. Uma vez que você faz algo por um tempo e se mantém fiel a isso, você aprende a lidar com o que é um empreendimento físico muito extenuante. Você aprende a dosar e medir seus esforços para ter a mesma energia no final do show que tinha no começo, em vez de se queimar e enlouquecer nos primeiros 20 minutos – então, você aprende a cronometrar a si mesmo e a se manter em forma. Eu malho, cuido do que como e bebo, tomo vitaminas e muita água. Isso mantém o foco.
Quanto à música, manter o foco é natural porque somos intrinsecamente parte dela. Todos nós sentimos e entendemos o que fazemos. Somos ardentemente apaixonados por isso, então não é exatamente um desafio; é uma questão de absorver tudo o que a música é e executá-la com convicção e muito entusiasmo, para que os fãs fiquem cativados e maravilhados do início ao fim. [risos]
TMDQA!: Perfeito. Apesar da longa jornada até maio, o setlist deve incluir clássicos e as favoritas dos fãs. Dado o tempo já dedicado aos dois álbuns principais (Parasomnia e A Change of Seasons), como a banda decide quais “lado B” ou hinos inesperados trazer de volta para surpreender os fãs brasileiros?
James LaBrie: Bem, mais uma vez, temos o Mike montando os setlists! Ele é extremamente analítico e minucioso. Ele pesquisa onde estivemos, o que tocamos da última vez em cada cidade ou país, não é nada aleatório. Ele olha para o que tocamos em São Paulo, Rio ou Belo Horizonte no passado e pensa: “ok, agora queremos fazer algo diferente“. O objetivo é sempre apresentar a banda em sua melhor forma. Ele investe muito nisso para garantir que o setlist seja matador toda vez que subirmos ao palco.
TMDQA!: Parasomnia é um termo para distúrbios do sono, como sonambulismo e pesadelos. Ao tocar álbuns na íntegra, traduzir o conceito para além da música deve ser um desafio divertido. Como vocês lidaram com isso no passado e agora?
James LaBrie: Fazer um álbum temático como o Parasomnia – que aborda paralisia do sono e terror noturno – ou tocar o Scenes from a Memory do início ao fim, é algo que está no nosso DNA. Crescemos ouvindo o 2112 do Rush ou The Wall do Pink Floyd, e desde a infância, olhávamos para nossos ídolos e dizíamos: “meu Deus, eu quero ser capaz de criar e performar um álbum conceitual um dia”.
Então, parece muito natural. Quando tocamos o álbum inteiro, você pode ver que os fãs ficam absorvidos. Há uma sensação de encapsulamento que percorre o local, é uma coisa linda testemunhar como isso é contagioso para o público.
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TMDQA!: A criação do Parasomnia marcou o primeiro trabalho em estúdio dessa formação em anos. Como essa dinâmica renovada de composição se manifestou na preparação para os shows? Essa química influencia a performance ao vivo em comparação com a gravação?
James LaBrie: Há muita preparação. A música vem primeiro, mas na produção, queremos que o visual suporte isso. As imagens nos telões precisam ser impactantes, intensas e hipnotizantes, a ponto de você quase esquecer que estamos no palco; é uma infusão de arte.
Temos o design de luz do Steve Barrett, os lasers e o conteúdo dos telões, que o Mike e o John Petrucci acompanham de perto para garantir que representem bem cada música… Não pode ser algo “cafona”; tem que arrepiar o público. Levamos cerca de seis meses investidos só na parte da produção. Quando você vê o show, saiba que houve milhares de horas de trabalho para que tudo saísse daquela maneira. [risos]
TMDQA!: James, antes de terminarmos: a turnê passará por seis capitais brasileiras. Existe alguma expectativa específica ou ajuste na produção para a recepção calorosa do público brasileiro, ou o espetáculo de três horas será replicado identicamente em todas as cidades?
James LaBrie: Eu já acho que o show que estamos apresentando é um espetáculo por si só – além disso, trata-se de celebrar a música. Eu digo isso toda noite no palco: estamos aqui para celebrar quem somos e o fato de estarmos todos aqui pelo mesmo motivo. O show será incrível, mas o elemento humano é o mais importante, a música é mágica. Por mais clichê que pareça, ela cura e vai além das palavras; esse é o ponto principal a ser absorvido e desfrutado.
TMDQA!: Palavras lindas. James, para finalizar: meu nome é Eduardo e estou representando o portal Tenho Mais Discos Que Amigos! .Queria saber se você também tem mais discos que amigos e, se tivesse que escolher um álbum que te descreve ou que seja muito significativo, qual seria?
James LaBrie: Nossa, com certeza! [risos] Se eu tivesse que escolher um… Led Zeppelin IV. Santo Deus, que álbum! E logo atrás dele, o A Day At The Races, do Queen.
TMDQA!: Escolhas perfeitas! James, foi um prazer te conhecer. Muito obrigado pelo tempo concedido e nos vemos em breve!
James LaBrie: O prazer foi meu, espero ver vocês em breve. Se cuidem!
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Dream Theater no Brasil
O Dream Theater desembarca no Brasil durante a primeira semana de maio, e você já pode garantir os seus ingressos para as apresentações! Acesse os sites do Clube do Ingresso e Fastix, e garanta já seu lugar.
Nos vemos lá!
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