
O encontro entre Guilherme Arantes e Gal Costa voltou a render frutos em 2017, quando o compositor foi convidado a escrever mais uma canção inédita para um álbum da cantora.
Três anos antes, ele já havia atendido a um pedido semelhante com “Vou Buscar Você pra Mim”, gravada por Gal em Estratosférica (2015). Depois, nasceu “Puro Sangue”, incluída em A Pele do Futuro (2018), último disco de inéditas da artista. Admiradora confessa, Gal não economizava elogios para o colega:
“Guilherme é um gênio. Ele faz uma música sofisticadíssima, mas que é tão bem acabada que parece simples, toca no rádio, entra na vida das pessoas.”
“Puro Sangue” reaparece agora em Interdimensional, novo álbum de Guilherme que chegou ao mercado também com edições em CD e vinil duplo. O disco reúne canções inéditas e versões de obras compostas originalmente para outros intérpretes, como Alaíde Costa, Boca Livre e Claudette Soares, reforçando um processo criativo marcado pelo deslocamento do olhar e pela tradução de outras vozes.
Embora traga material novo, Interdimensional integra as comemorações dos 50 anos da carreira solo do artista, iniciada em 1976 com o LP Guilherme Arantes. Elementos daquele álbum de estreia, onde conviviam Chopin e Rock Progressivo, Tom Jobim e Clube da Esquina, reaparecem em diálogo com a liberdade criativa dos anos 1970. Segundo o compositor, uma das premissas foi ignorar padrões de mercado:
“O tempo das canções não deveria nunca mais obedecer aos ditames do algoritmo ou de qualquer padrão. O tempo de tentar se enquadrar em gavetinhas de dois minutos já ficou há muito para trás.”
Guilherme Arantes lança seu novo disco
O repertório do trabalho de estúdio transita por diferentes atmosferas e reafirma a centralidade da melodia e da harmonia em sua obra. Além das inéditas, o álbum traz duas versões de “O Prazer de Viver para Mim É Você”, canção que marca, segundo Guilherme, uma redescoberta dos caminhos do piano brasileiro.
Produzido em seu novo estúdio, em Ávila, na Espanha, Interdimensional reflete também um olhar para o passado como forma de projetar o futuro, gesto que o próprio compositor sintetizou ao escrever:
“Morando aqui na Espanha, vivo a redescoberta particular de um Brasil de outro tempo, da presença constante da harmonia e da melodia como chaves para resgatar um passado tão musical que aponta para o futuro.”
Ouça Interdimensional logo abaixo!
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