
Veja o resumo da notícia!
- Geezer Butler, após o fim do Black Sabbath, continua criando e utilizando inteligência artificial para estruturar suas composições.
- Butler usa IA para criar demos com vozes artificiais, auxiliando na apresentação das músicas aos cantores com quem colabora.
- O baixista defende o uso consciente da IA como otimizador do processo criativo, complementando, e não substituindo, o artista.
- A utilização de inteligência artificial por Geezer Butler reflete uma tendência crescente na indústria musical para auxiliar na criação.
Prestes a lançar seu novo disco solo, o baixista Geezer Butler tem explorado novas possibilidades criativas ao incorporar inteligência artificial em seu processo de composição.
Após a despedida do Black Sabbath dos palcos, em julho de 2025, o músico de 76 anos revelou que segue “sempre compondo e tocando” e que o fluxo criativo deve resultar em um novo álbum. O diferencial, dessa vez, está na forma como a tecnologia passou a atuar como ferramenta intermediária entre a ideia e o produto final.
Durante uma sessão de perguntas e respostas no evento “Steel City Con”, na Pensilvânia, nos Estados Unidos, Butler explicou que vem utilizando vozes geradas por IA nas demos para dar forma às letras que escreve.
Segundo ele, a tecnologia não substitui intérpretes humanos, mas serve como um recurso prático para estruturar as composições antes de apresentá-las aos cantores com quem pretende trabalhar (via IgorMiranda):
“Tenho um monte de material. Desde que fizemos o último show do Black Sabbath, eu venho revisitando tudo que compus desde os anos 1980 e atualizando tudo. O que antes me segurava era o fato de eu não ter um cantor quando estou em casa, mas aí a inteligência artificial apareceu [risos]. Então, agora atualizei todas as minhas músicas e estou usando um cantor de IA para dar voz às letras. Assim, posso levar esse material aos cantores com quem vou trabalhar e dizer: ‘é isso que eu quero no álbum’, para que eles tenham uma ideia melhor.”
O baixista, no entanto, reconheceu que o uso de IA ainda gera resistência entre parte do público e de músicos, muitas vezes sendo encarado como uma forma de “trapaça”. Ainda assim, Geezer defendeu que, quando aplicada de maneira consciente, a tecnologia otimiza o processo criativo, sem eliminar o papel do artista humano:
“Antes, eu só tocava um riff de baixo ou algo do tipo e dizia: ‘você consegue cantar por cima disso?’ e me respondiam. Mas agora é muito melhor, porque você pode ficar no seu estúdio e fazer tudo com IA, e depois levar para músicos de verdade e deixar que eles assumam. Isso realmente me ajudou. Muita gente acha que isso é trapaça.”
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Geezer Butler recorreu à IA para preparar seu novo álbum solo
A experiência de Geezer Butler reflete um movimento mais amplo na indústria musical, já que cada vez mais artistas têm recorrido à inteligência artificial para criar demos, simular arranjos, testar linhas vocais e estruturar canções, especialmente em fases iniciais de composição.
Embora o debate ético sobre autoria e originalidade siga em aberto, a IA vem sendo vista por muitos músicos como uma extensão das ferramentas tradicionais de estúdio, semelhante ao impacto que sintetizadores, samplers e softwares de gravação tiveram em décadas anteriores.
Mesmo com a adoção de novas tecnologias, Butler mantém sua identidade artística profundamente ligada à história do rock e do heavy metal, sendo o principal letrista da formação clássica do Black Sabbath.
Além do Sabbath, Butler integrou a banda solo de Ozzy Osbourne em diferentes períodos, participando de turnês e do álbum Ozzmosis (1995).
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