
Quinze anos depois do primeiro encontro, o Vocal Livre decidiu olhar para a própria história sem filtros, e com o público no centro da experiência.
Gravado em Recife, 15 Ao Vivo nasce do mesmo show que deu origem ao filme Por Outros Olhos, lançado recentemente nos cinemas de todo Brasil, e registra não apenas um repertório de sucessos, mas a emoção irrepetível de um encontro marcado por memória, diversidade e afeto.
Em um papo com o TMDQA!, a cantora e diretora do grupo Jacqueline Palheiro falou sobre os bastidores da gravação, o significado de gravar este projeto em Recife, os desafios de transformar um show em álbum e o que esse lançamento representa como fechamento de ciclo e abertura de uma nova fase.
Confira!
TMDQA! Entrevista: Vocal Livre
TMDQA!: O que motivou o Vocal Livre a transformar o show de 15 anos em um álbum ao vivo?
Jacqueline Palheiro: A gente entendeu que aquele show precisava ficar registrado. Não só pelas músicas, mas por tudo o que estava acontecendo ali: o público, a energia, as histórias que encontramos. 15 Ao Vivo nasce da vontade de eternizar esse encontro e de compartilhar algo que foi muito verdadeiro para nós.
TMDQA!: Como foi a escolha do repertório para esse registro?
Jacqueline: Todas as músicas do Vocal Livre fazem sentido para a nossa história, mas algumas se conectam de forma muito direta com quem somos hoje. O repertório foi pensado a partir disso: das canções que atravessaram fases importantes do grupo e que também dialogam muito forte com o público.
TMDQA!: Gravar em Recife trouxe significados especiais para o grupo?
Jacqueline: Trouxe muitos. Além da força do público, Recife tem um significado afetivo muito profundo para nós. Dois integrantes que marcaram a história do Vocal Livre, Rodolfo e Esdras, eram de lá. Gravar ali também foi uma forma de honrar essa memória e esse vínculo.
TMDQA!: Que tipo de energia vocês queriam que ficasse registrada no álbum?
Jacqueline: A gente queria que ficasse registrada a inteireza do público. Era um público muito diverso, de diferentes religiões, lugares, histórias. Tinha gente que viajou de vários pontos de Pernambuco para estar ali.
TMDQA!: O show deu origem tanto ao álbum quanto ao filme Por Outros Olhos. Como esses dois projetos se complementam?
Jacqueline: O álbum registra a experiência sonora e emocional do show. O filme amplia esse olhar, trazendo bastidores, depoimentos e um lado mais humano da nossa trajetória. Eles nascem do mesmo momento, mas se desdobram de formas diferentes, e se completam.
TMDQA!: O que o álbum captura que uma gravação em estúdio jamais conseguiria traduzir?
Jacqueline: A emoção do ao vivo. A voz do público, as reações, as variações naturais da nossa interpretação, até algumas falas que surgem no meio da música, em resposta ao que está acontecendo ali na hora. Isso não existe em estúdio, e era exatamente isso que a gente queria preservar.
TMDQA!: Quais foram os maiores desafios musicais dessa gravação ao vivo?
Jacqueline: Criar novos arranjos, ensaiar muito, fazer uma pré-produção cuidadosa. Tivemos banda, uma equipe enorme envolvida, mais de 130 pessoas. Foi uma grande mobilização para que tudo acontecesse da melhor forma possível.
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TMDQA!: Como foi o processo técnico e artístico para transformar esse show em um álbum coeso?
Jacqueline: Foi um trabalho grande e muito coletivo. O audiovisual ficou a cargo da Aura Filmes, parceiros nossos de longa data. A direção artística de Dennys Bravo foi fundamental para definir o mapa de palco, as cores e a dinâmica do show. Já o repertório foi pensado por Pedro Valença a partir da resposta do público, e tudo isso se costurou em um projeto sólido e muito consistente.
TMDQA!: Existe um momento do show que vocês consideram o mais emocionante?
Jacqueline: Sem dúvida foi quando cantamos “Valeu a Pena”. A resposta do público nessa música foi muito forte. Foi um momento muito significativo para nós, pela história da canção e por tudo o que ela representa dentro do grupo.
TMDQA!: Dentro da discografia do Vocal Livre, o que 15 Ao Vivo representa?
Jacqueline: Ele marca o fim de um ciclo muito importante. Ao mesmo tempo, aponta para um período novo, em que queremos dar novos passos, ampliar nossa linguagem, nos aproximar ainda mais de quem nos acompanha, sem perder a essência.
TMDQA!: Como foi ouvir o álbum pronto pela primeira vez?
Jacqueline: Foi como uma conclusão. A gente viu nossa história colocada ali, organizada, viva. Foi como fechar um presente com um laço de fita. Ao mesmo tempo, veio uma ansiedade boa pelo que ainda está por vir.
TMDQA!: Depois do filme, do álbum e de tantas conquistas recentes, o que vem pela frente?
Jacqueline: Estamos preparando novos lançamentos, incluindo Canções da Eternidade, além de outras novidades que ainda são segredo. Também teremos uma nova fase de shows e projetos. 15 Ao Vivo fecha um ciclo, mas abre muitos caminhos.