
Veja o resumo da notícia!
- Nicolás Maduro usou a música 'Imagine' de John Lennon para pedir paz durante um discurso em 15 de novembro.
- A canção 'Imagine' foi lançada em 1971 e fala sobre um mundo sem conflitos e fronteiras.
- Nos dias 3 e 4 de janeiro de 2026, Nicolás Maduro e sua esposa foram sequestrados pelo exército dos EUA, gerando críticas internacionais.
- Líderes da esquerda à direita como Lula e Marine Le Pen condenaram a ação dos EUA, defendendo a soberania da Venezuela.
- Tom Morello chamou os EUA de 'um Estado do Terror' em resposta ao sequestro de Maduro.
Há algumas semanas, o controverso ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, recorreu a John Lennon para tentar um clima de paz com Donald Trump.
Durante um discurso inflamado, o político acusado por muitos de ter fraudado eleições no país para permanecer no poder, chegou a cantar um trecho de “Imagine”, clássico do saudoso Beatle que pede por paz em sua letra.
O episódio aconteceu no dia 15 de Novembro em Miranda, e além do líder chavista cantar um trecho da canção, ela ainda foi tocada nos alto-falantes e acompanhada pelos apoiadores do político, que aplaudiam e cantavam a faixa.
Maduro entoou um trecho da canção e ainda declarou para as autoridades e os presentes no comício:
“É o momento de acreditar na convivência e na esperança”
Você pode ver o vídeo logo abaixo.
Continua após o vídeo
John Lennon e a história de “Imagine”
Vale lembrar que “Imagine” foi lançada pelo ex-Beatle em seu disco homônimo de 1971, Imagine, e segundo o músico, grande parte da letra foi escrita por sua esposa, Yoko Ono.
A música que pede por paz no mundo já ganhou inúmeras versões ao longo dos anos, e essa com certeza entrou para a história como um pedido que não deu muito certo.
Produzida em parceria com Phil Spector, a faixa tornou-se a mais vendida em toda carreira solo de Lennon, com uma letra que fala para imaginarmos um mundo de paz, sem religiões e seus conceitos conflituosos, sem materialismo e sem fronteiras entre as nações.
Quase 50 anos após a morte do artista britânico, que nos deixou em 1980, parece que nada disso está remotamente perto de acontecer.
Sequestro de Nicolás Maduro por Donald Trump
Na madrugada de 03 para 04 de janeiro de 2026, o exército dos Estados Unidos conduziu ataques no país vizinho ao Brasil e sequestrou Nicolás Maduro, bem como sua esposa, Cilia Flores.
De acordo com fontes jornalísticas, eles estariam sendo levados a Nova York para um suposto julgamento de narcoterrorismo e conspiração.
Diversos líderes mundiais estão criticando a ação dos Estados Unidos nas redes sociais.
Nomes ligados à esquerda, como o presidente brasileiro Luis Inácio “Lula” da Silva, afirmaram que trata-se de “um precedente perigosto para toda a comunidade internacional”:
“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional.
Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo.
A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões.
A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz.
A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação.”
A crítica, porém, não ficou apenas no lado da esquerda.
Até mesmo nomes ligados à extrema-direita, como a francesa Marine Le Pen, criticaram o uso da força:
“Existiam mil razões para condenar o regime de Nicolás Maduro: comunista, oligárquico e autoritário, ele impunha sobre seu povo, há longos anos, um manto de chumbo que mergulhou milhões de venezuelanos na miséria — quando não os forçava ao exílio.
Mas existe uma razão fundamental para se opor à mudança de regime que os Estados Unidos acabam de provocar na Venezuela. A soberania dos Estados nunca é negociável, independentemente de seu tamanho, de sua potência ou de seu continente. Ela é inviolável e sagrada.
Renunciar a esse princípio hoje para a Venezuela, ou para qualquer outro Estado, equivaleria a aceitar amanhã a nossa própria servidão. Seria, portanto, um perigo mortal, num momento em que o século XXI já é palco de grandes convulsões geopolíticas que fazem pairar sobre a humanidade o risco permanente da guerra e do caos.
Diante dessa situação, resta-nos apenas esperar que a voz seja devolvida o quanto antes ao povo venezuelano. Cabe a ele o poder de definir, soberana e livremente, o futuro que deseja para si como nação.”
Tom Morello detona o país
No mundo da música, quem se manifestou a respeito foi Tom Morello, guitarrista de bandas como Rage Against The Machine e Audioslave.
No X, ele repostou o comentário de um analista político e afirmou que os EUA são “um Estado do Terror”.