
O cenário do Music Business está em constante transformação, impulsionado por inovações tecnológicas e mudanças nos padrões de consumo e interação. 2025 foi um ano onde novas tendências e iniciativas emergeram e se fortaleceram, redefinindo o sucesso para artistas, selos, plataformas e profissionais da indústria.
Selecionamos as tendências e iniciativas que mais deram o que falar em 2025 e impactaram o ecossistema musical.
Confira abaixo!
4 tendências e iniciativas que deram o que falar em 2025
Consolidação e novas fronteiras de distribuição para grandes players
Fusões, aquisições ou novas parcerias entre grandes players da indústria musical (gravadoras, plataformas de streaming, empresas de tecnologia), como a parceria da Warner Music Group (WMG) e Bain Capital, e a aquisição da Downtown Music Holdings pela Virgin Music Group que foi anunciada em dezembro de 2024 e finalizada em 2025, foram destaques da indústria neste ano.
Também é preciso lembrar da Sony Music, que continuou sua estratégia de expansão em mercados emergentes e locais adquirindo a gravadora independente tcheca Supraphon e a Lusafrica, para ampliar seu alcance na música lusófona e africana. Isso impacta diretamente a competitividade, a negociação de royalties e as oportunidades para artistas independentes.
Menos players podem significar maior poder de barganha para as grandes empresas, mas também a criação de ecossistemas mais integrados, que podem gerar novas formas de distribuição e monetização. Para novos negócios, a IA pode identificar nichos e estratégias de marketing que contornam a saturação dos grandes canais, trazendo novas fontes de receita.
Ascensão contínua da Inteligência Artificial na criação e consumo
A IA foi um dos temas centrais em 2025, seja na criação de músicas, personalização de playlists, ou na identificação de talentos e tendências. A IA se tornou um motor de inovação; para o marketing, ela oferece segmentação de público precisa, automação de campanhas e análise preditiva de hits. Para artistas e selos, é crucial entender as oportunidades de coprodução com a IA e como proteger direitos autorais.
Em setembro de 2025, a taxa de músicas entregues para as plataformas de streaming que eram geradas por IA atingiu um recorde de 28%. A Deezer divulgou que esse crescimento contínuo começou em janeiro com 10% e subiu para 18% em abril, e esses dados levantaram debates acalorados sobre direitos autorais, originalidade e o futuro da produção musical, desafiando a indústria a gerenciar esse volume crescente de obras.
No fim de 2025, algumas plataformas de streaming como o Spotify tiraram do ar todas as obras geradas 100% por IA, trazendo um novo capítulo para essa discussão e botando ainda mais em evidência a urgência de regulação da IA na música.
O papel crescente das comunidades de fãs:
A força das comunidades online e o impacto do conteúdo gerado por fãs (como desafios no TikTok, remixes e covers) continuam a moldar a popularidade musical.
Artistas e marcas precisam investir em estratégias que incentivem a participação dos fãs e transformem consumidores também em promotores. A IA pode ajudar a monitorar tendências de UGC, identificar influenciadores e otimizar campanhas virais, sendo essencial para o marketing moderno.
Além disso, criar comunidade em plataformas direct-to-fan tem sido uma tendência já adotada no território Ásia-Pacífico e está sendo cada vez mais adotada no ocidente e na américa latina.
Consolidação das turnês nacionais em estádios
O ano de 2025 consolidou a tendência de grandes artistas nacionais lotarem estádios e arenas, algo antes mais comum com shows internacionais no Brasil. A turnê de despedida de Gilberto Gil, “Tempo Rei“, foi um exemplo notável, com apresentações em estádios para milhares de fãs no país inteiro.
Bandas e artistas como Os Paralamas do Sucesso, Ney Matogrosso e Planet Hemp, com sua turnê de despedida, também vivenciaram esse sucesso, lotando o Allianz Parque em São Paulo em diferentes ocasiões.
Esse movimento marcou uma valorização expressiva da música popular brasileira e do entretenimento ao vivo em larga escala que, ao que tudo indica, veio para ficar, já que 2026 possui um calendário cheio desde o começo, com nomes como Liniker e Xuxa repetindo a fórmula de sucesso.
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