Slipknot anuncia Eloy Casagrande como seu novo baterista
Reprodução/Twitter

Nos últimos tempos, o nome de Eloy Casagrande tem causado euforia entre os brasileiros. Não que o baterista não estivesse há tempos entre os músicos preferidos de quem curte Rock e Metal por aqui, já que vinha fazendo um trabalho extremamente sólido no Sepultura; mas agora, como se diz por aí, Eloy é o Brasil na Libertadores – ou melhor, no Slipknot.

A entrada do brasileiro em uma das bandas de Metal mais expressivas do planeta, capaz de encher estádios por onde passa e até liderar um dia de Rock in Rio com seu som pesado, é mais uma das grandes conquistas musicais do nosso país. E, no que depender de Eloy, esse é apenas o primeiro passo para que os caras do Slipknot criem uma relação cada vez mais forte com o Brasil.

Em entrevista exclusiva ao TMDQA!, Casagrande brincou ao falar sobre os primeiros meses de convivência com os novos companheiros de banda:

Lá já virou Brasil! [risos] O Slipknot já é brasileiro, acabou. Tá todo mundo já comendo brigadeiro, coxinha, já era. [risos] Já estraguei o pessoal lá.

Piadas (ou não!) à parte, o baterista deixou claro que a relação com os novos colegas tem sido muito boa. O começo, segundo ele, foi “muito mais complicado” devido à questão profissional:

Como é uma banda muito grande, com muitos membros, diferentes esferas de trabalho, diferentes segmentos, tudo é muito separado, muito dividido. Mas agora eu tô muito tranquilo. Desde a parte musical, que talvez mais me preocupasse, até a parte pessoal, de relacionamento com os caras.

Continua após o vídeo

Eloy Casagrande fala sobre convivência com o Slipknot

Quem vê a banda no palco, sempre mascarada e fazendo um som pesado, pode achar que a vida fora dele seria semelhante. Segundo Casagrande, não poderia ser mais diferente e o vídeo acima é a prova disso, mostrando os momentos de descontração do grupo enquanto ele passou uma semana na casa do guitarrista Jim Root.

Na conversa com o site, Eloy explicou que existem, sim, grandes diferenças culturais entre ele e os outros músicos. No entanto, esse período na casa do guitarrista foi leve e o trabalho ficou em segundo plano, para a surpresa dele próprio:

É uma diferença cultural muito grande pra nós brasileiros, pros americanos, pros ingleses… O que eu assistia aqui no Brasil, os meus desenhos, as minhas séries, as minhas novelas, são diferentes do que eles assistiram lá. Então, todas as referências são diferentes. Os livros que a gente já leu, os filmes… tem muita coisa diferente. Mas até surgiu esse convite, entre o terceiro e o quarto show que eu fiz com a banda, de passar uma semana na casa do Jim [Root, guitarrista] compondo com eles, mas também descansando. Ele tem uma piscina na casa, ‘Vamos pegar uma piscina, vamos dar uma volta de moto, se quiser vamos pegar o carro, vamos jantar’… ‘Ah, agora vamos escrever um pouco de música’. Se estiver afim, se não estiver também, ‘relax’. Então, teve essa proximidade. Foi algo que me surpreendeu positivamente, que eu não esperava que acontecesse de uma forma tão breve.

O guitarrista, aliás, já deu declarações também elogiando o trabalho do brasileiro e destacando inclusive que precisa entrar “em modo de composição” para estar à altura de Eloy, descrito por ele como um “baterista de nível mundial”.

A gente mal pode esperar para ouvir os resultados dessa colaboração regada a muita coxinha e brigadeiro!

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