CharliBRAT

Destaque em meio aos lançamentos da semana, o novo álbum de estúdio da cantora e compositora britânica Charli XCX, BRAT, chegou há pouco aos serviços de streaming.

Se você esteve online no X/Twitter nesses últimos dias, existe a alta possibilidade de sua timeline ter sido tomada parcialmente ou completamente pelo “verde BRAT”; na realidade, é um verde lima que se tornou característico por conta da escolha da capa do projeto: uma tela com a cor predominando ao fundo e a palavra “brat” centralizada ao meio, escrita com uma fonte básica e aumentada, passando a impressão do termo estar pixelizado.

Com a criação dessa estética, fãs ansiosos para desfrutarem das músicas que seriam lançadas começaram a realizar uma movimentação para divulgação do material, fazendo diversos memes relacionados ao álbum.

Em 41 minutos e 23 segundos, Charli entrega 15 faixas com forte presença e essência do movimento disco club, misturando-o com o seu característico e dançante hyperpop já conhecido. BRAT conta com os singles “Von Dutch”, “Club Classics”, “B2b” e “360”, lançados antes do álbum.

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Mas afinal, para entendermos melhor, o que significa brat?

Estética e significado de BRAT, novo disco de Charli XCX

A palavra brat, em inglês, pode se referir a muitas coisas. De maneira simplória, significa algo como “pirralho”, “fedelho”, referindo-se sempre a crianças mimadas e/ou mal-educadas.

É uma escolha perfeita para o nome do álbum, uma vez que também pode remeter a alguém que age de maneira teimosa ou audaciosa, querendo sempre tudo à sua maneira.

O verde lima que acompanha o projeto dificilmente é ignorado, sempre despertando curiosidade entre o público, e Charli também dá uma explicação a respeito sobre a escolha nas redes sociais:

Acho que a demanda constante por acesso aos corpos e rostos de mulheres em capas de álbuns é misógina e entediante.

De começo, a capa pode causar estranheza. Mas é justamente a intenção de entregar algo que a indústria consideraria um descarte e que o público poderia não compreender a princípio que faz a mágica acontecer: autenticidade em sua pura forma.

O resultado nada mais é do que um mar inesgotável de possibilidades, o que também funciona com as apresentações ao redor do mundo que a artista vem fazendo, se apresentando em palcos e fazendo DJs sets frenéticos – inclusive, Charli toca na boate ZIG Studio em São Paulo ao final do mês, no dia 22.

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BRAT, o álbum

Explorando temas como vulnerabilidade e autodescoberta, aqui temos um compilado que tem como objetivo homenagear diretamente a cena rave ilegal inglesa, onde a artista teria começado a se apresentar com seus 14 anos (hoje, Charli tem 31).

Projetado para alcançar o máximo de pessoas consumindo o álbum, BRAT supera a exclusividade porque os sentimentos desenfreados que Charlotte se esforça em transmitir em cada uma das 15 músicas são intensos, ferozes, relacionando a história dela com esses estilos.

Ao mesmo tempo em que é ousado, é comovente. Um equilíbrio à altura para mostrar confiança e sensibilidade, ressaltando os diferentes lados da artista enquanto pessoa. Intimista e honesto, é o tipo de álbum que você pega o seu fone de ouvido, aperta o play e esquece do mundo por aquele período de tempo enquanto as canções se desenrolam e cumprem o papel de entregar uma experiência única, dançante e marcante.

Seja em baladas discotecando e aproveitando o ambiente ou então em um baile funk (a faixa Everything is romantic” tem forte influência de nossa cultura), Charli XCX chega na melhor fase de uma bela carreira e, por fim, a sorte acaba sendo nossa em poder celebrar de maneira crua e como sempre deveria ser: entregando aquela sensação de que nossas vidas seriam horripilantes sem a existência da música por um todo.

Esperamos fielmente que a artista retorne ao país depois de seu DJ set o quanto antes para abraçarmos ainda mais esse “jeito ‘brat’ de ser”, assim como seus fãs têm compartilhado nas redes!

BRAT está disponível em todos os serviços de streaming.

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