Pearl Jam - Dark Matter

Ele está entre nós! Depois de quatro anos de espera, o Pearl Jam lançou, nesta sexta-feira (19), o aguardado Dark Matter. Sucessor de Gigaton (2020), o disco foi chamado pela própria banda de “melhor da carreira” e ganhou ótimas prévias, que jogaram as expectativas do público lá no alto.

Agora que o trabalho está disponível, fica a pergunta: as expectativas foram atendidas? A resposta, ao menos pelas primeiras audições, parece ser um sonoro sim – com algumas ressalvas, é claro.

Talvez Eddie Vedder e companhia tenham exagerado um pouco ao eleger Dark Matter como o melhor disco da carreira. O álbum tem muitas qualidades, mas é difícil colocá-lo no mesmo patamar dos primeiros trabalhos do Pearl Jam. E, convenhamos, não há nada de errado nisso.

Apesar de ter alguns momentos um pouco crus demais e se estender desnecessariamente em outras ocasiões, Dark Matter é um sinal de que o Pearl Jam ainda tem muito a entregar para quem estiver disposto a ouvir.

Para provar isso, separamos logo abaixo uma lista com os 7 maiores acertos da banda em seu novo álbum!

Os 7 maiores acertos do Pearl Jam em Dark Matter

Eddie Vedder honesto e direto

Como (quase) sempre, o ponto alto do trabalho do Pearl Jam é realmente o vocalista Eddie Vedder. Fantástico do começo ao fim da obra, Eddie mostra muito de seu alcance vocal, resgatando suas influências do Folk em faixas como “Something Special” e exibindo seus vocais mais viscerais em outras como “Running”.

Mas o que também chama atenção são as letras, muito honestas e diretas – um resultado do estilo de produção do trabalho, que muitas vezes contou com sessões de menos de uma hora para composição e gravação das vozes, segundo o produtor Andrew Watt.

Um ótimo exemplo é “Scared of Fear”, que abre o disco com um tom questionador e reflexivo em um dos melhores refrães do álbum:

  • You’re hurting yourself, it’s plain to see / I think you’re hurting yourself just to hurt me (Você está se machucando, é fácil de ver / Eu acho que você está se machucando só para me machucar)
  • We used to laugh, we used to sing / We used to dance, we had our own theme (Nós costumávamos rir, nós costumávamos cantar / Nós costumávamos dançar, nós tínhamos nosso próprio tema)

Volta às origens

Um dos maiores elogios da banda à produção de Andrew Watt foi o fato do grupo ter retomado contato com suas origens para o novo disco. O resultado disso é palpável, e fica visível principalmente quando chegamos a canções como a faixa-título – que tem tudo que um clássico do Pearl Jam deveria ter.

Não dá pra dizer que as composições de Dark Matter chegam a rivalizar com os verdadeiros discos mais icônicos, como Ten Vs., mas é certamente um belo sinal de que os caras ainda têm muito mais a entregar buscando referências dentro de seus próprios catálogos.

O brilho de Mike McCready

Depois de destacar Eddie Vedder, seria injusto não fazer ao menos uma menção para o guitarrista Mike McCready. É claro que Stone Gossard Jeff Ament estão tão afiados como sempre, mas a sensação é de que Mike se soltou por aqui muito mais do que vinha fazendo em anos recentes.

Faixas como “React, Respond” e “Waiting for Stevie” contam com alguns dos melhores solos da discografia do Pearl Jam, e não é à toa que McCready parecia ser um dos mais empolgados ao falar sobre este novo momento da banda!

Andrew Watt e seu toque rejuvenescedor

Em Dark Matter, o Pearl Jam está mais orgânico do que nunca. O processo não é exatamente um grande segredo: depois de tantos trabalhos de sucesso, a banda parecia ter entrado naquela espiral de produzir, produzir e se perder na hora de filtrar o que seria lançado ao público.

Aqui, parece que o filtro foi completamente removido. Isso resulta, sim, em músicas que muitas vezes parecem um pouco mais cruas do que deveriam; no entanto, também nos presenteia com momentos como “React, Respond”, que dá a sensação de você estar no estúdio junto com a banda.

 

Adeus ao marasmo de Gigaton

Você pode até gostar de Gigaton, último trabalho do Pearl Jam antes de Dark Matter, mas o disco parecia estar de certa forma preso em um “marasmo”. Talvez, aliás, um reflexo até do próprio processo da banda, mencionado acima.

Aqui, essa sensação foi embora com força. O disco tem seus momentos mais calmos, mas o Pearl Jam parece finalmente ter reencontrado a fórmula para fazê-lo com a maestria do passado; “Something Special” é um dos grandes destaques do álbum e não é à toa.

Ao mesmo tempo, a volta às origens no sentido de um reencontro com elementos mais pesados também resulta em faixas como “Running”, uma das melhores dos últimos anos e que, por si só, poderia ter ajudado Gigaton a subir de patamar se estivesse presente nele.

 

Resgate de elementos clássicos do Grunge

Falando nas baladas, um dos grandes destaques do disco é “Upper Hand” – se não o maior. A faixa de praticamente 6 minutos faz de tudo um pouco, mas o que realmente emociona é perceber como há algumas claras referências ao princípio do Grunge: não precisa se esforçar muito para sacar a presença de elementos de nomes como Soundgarden e Temple of the Dog por aqui.

É claro que essas bandas estão intimamente conectadas ao Pearl Jam e não é impossível que tudo tenha apenas surgido naturalmente, mas com tantas comemorações envolvendo estes projetos nos últimos anos, não é exagero também considerar que Vedder e companhia podem ter buscado recriar essa atmosfera tão única do passado.

E o melhor: conseguiram.

Belíssimas edições em vinil

Pra fechar com chave de ouro, não é à toa que a gente tem mais discos que amigos! Um álbum tão bom merece uma edição física à altura e, além de uma versão em CD que vem recheada de bônus, Dark Matter também está ganhando lançamentos em vinil especiais, inclusive como parte do Record Store Day.

Vai ser difícil encontrá-los no Brasil neste primeiro momento, mas logo abaixo você pode conferir algumas fotos dessas edições diferentonas e também o link para a compra do disco de vinil que está atualmente disponível por aqui – também muito bem feito, diga-se de passagem.

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