Teco Martins
Foto: Reprodução / YouTube

O Museu da Música, em Timbó (SC), foi palco para uma session ao vivo de “Entrelaçados“, o mais novo single de π Teco Martins (Rancore / Sala Espacial / CEU Luz Ametista).

Em meio a um mergulho criativo e pessoal para seu novo álbum, o músico usou a acústica do museu para celebrar a canção. O resultado é um registro plenamente intimista, onde ele canta com seu filho no colo e ao lado de sua companheira A.Z. e d’As Quartettas, o Quarteto de Cordas Feminino de Santa Catarina.

Com duas décadas de uma carreira eclética e multicultural, Teco Martins traz sua vida e arte como um prisma sendo tocado pela luz e dissecado em cores em seu novo álbum: A Espectrum Solar. O registro vai trazer o rock, a MPB, os tons mântricos e a eletrônica em faixas biográficas, cada uma representando uma faceta do artista e uma das cores do espectro visual.

Ao colocar em primeiro plano a paz que o artista encontrou em família, com sua companheira e seu filho, ele propõe a cor azul no single “Entrelaçados”. Em Julho, a faixa ganhou um clipe cinematográfico dirigido por Vinícius Voar, que também assina a sessão ao vivo.

π Teco Martins transforma sua própria vida em uma manifesto político. Todas as bandeiras, crenças, sorrisos, lágrimas, cicatrizes e histórias acumuladas na estrada da vida de um artista que é um bardo moderno estarão no biográfico álbum, previsto para 2023.

Resp

Resp
Foto por Eduarda Hipolito

Resp, projeto de Lorenzo Molossi, lançou recentemente o álbum conceitual ESCAMA. O trabalho, que já se encontra nas plataformas digitais, é quase um roteiro de ficção científica musicado pelo artista.

Com nove faixas, o álbum-filme chega mais pesado, frio e barulhento do que seu antecessor, 2x (2020). Em sua construção, o registro traz colagens, experimentações e a bagagem sonora de quem integrou bandas como Cora, Dunas, Veenstra e Ímã.

Num mundo onde as inteligências artificiais aderiram às funções de governo, encontramos PS33K, um jovem com corpo de máquina mas coração humano, que se une a um grupo de rebeldes, codinome ESCAMA, para enfrentar o poder opressor. A imagem da cobra faz parte da cosmovisão do grupo, e é de especial interesse a sua pele, pelos desenhos e escamas, explorados como formas de expressão e mudança.

A música que embala essa história reflete os efeitos e desafios desta jornada de autoconhecimento e luta por justiça e paz. Segundo Resp, o cerne de ESCAMA é, em suma, o conflito da cidade contra a natureza, do dinheiro contra o indivíduo, e, porque não, do “Mundo Branco” contra a existência:

O que me influenciou a produzir ‘ESCAMA’ foi uma overdose de ficção distópica e horror psicológico que consumi em livros e filmes, tanto na minha adolescência quanto recentemente. Esses mundos terríveis, onde os pequenos momentos de paz são tão valiosos, me soam muito próximos ao presente e ao que podemos esperar do nosso futuro, dado o caminho em que estamos. […]

Nas entranhas do álbum estão influências enteógenas. Essa narrativa, traduzida no som através dos contrastes dinâmicos e do caos constante nas faixas, junto à imagem da cobra, vem da influência que o chá de ayahuasca teve na vida de Lorenzo Molossi. Suas experiências com a bebida ancestral são o significador maior das escolhas estéticas, técnicas e artísticas de ESCAMA.

Yamandu Costa

Yamandu Costa
Foto: Capa do single “Serelepe” / Reprodução

O violonista e compositor gaúcho Yamandu Costa, assim como muitos artistas, dedicou o tempo em isolamento social durante a pandemia de COVID-19 para compor novos sons. Ao todo, fez em torno de 20 músicas.

Essas músicas, em especial, estão sendo executadas nos shows que o artista voltou a fazer, presencialmente, em 2022. Elas também foram filmadas para o YouTube, sendo lançadas mensalmente. E cada uma delas conta uma história diferente.

Em homenagem aos seus filhos, que “não paravam quietos” durante a quarentena, Yamandu Costa compôs “Serelepe“. A melodia da música descreve, através das notas e do ritmo pulsante, o movimento das crianças dentro de casa. Indo de um lado para o outro.

A novidade é uma celebração à infância, que pôde ser curtida integralmente por Yamandu, enquanto em casa, com a família. Além de vídeo, a faixa foi lançada também como single e se encontra disponível nas principais plataformas de streaming.

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