12 bandas nacionais dos Anos 2000 das quais sentimos muita falta

Preparamos uma seleção de bandas que marcaram nossas vidas e deixaram saudade. Um momento nostalgia para acordar o adolescente adormecido dentro de você!

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Os anos 2000 foram uma verdadeira festa para os amantes de música que adoram conhecer bandas novas.

Com a popularização de canais musicais como MTV, MultishowPlayTV e VH1 Brasil, a rotina de muitos jovens brasileiros era resumida em chegar da escola, jogar a mochila de lado e pular no sofá para passar as tardes curtindo um bom som em frente à TV.

Muitas bandas nos eram apresentadas pela primeira vez ali, entre clipes, premiações, apresentações ao vivo fossem acústicas ou plugadas e charts. NX Zero, Rancore, Pública, Moptop, Black Drawing Chalks, entre outras, são alguns dos nomes do rock nacional que tiveram a TV como grande aliada.

Com o passar dos anos, muitas dessas bandas que marcaram essa fase de nossas vidas foram chegando ao fim, mas ouvi-las hoje em dia ainda tem um grande poder nostálgico. É como uma viagem no tempo, de volta ao adolescente rebelde que habita em cada um de nós.

Entre riffs pesados para se sentir o maior roqueiro do planeta, letras românticas para mandar pr@ crush, frases perfeitas para o status do saudoso MSN, ou aquela balada triste pra chorar as mágoas de um jovem coração partido, preparamos uma lista especial com 12 bandas nacionais dos anos 2000 que encerraram as suas atividades, mas mantêm seus espaços cativos em nossos corações.

Confira abaixo o vídeo com nossa seleção e, em seguida, saiba um pouco mais sobre cada banda.

 

NX Zero

O NX Zero é provavelmente a banda mais conhecida dessa lista. Formada em 2001 em São Paulo, a banda lançou seu álbum de estreia, Diálogo?, em 2004 e não demorou para assinar com uma grande gravadora. No total, foram 6 álbuns de estúdio, além de 2 splits, 1 remix e 2 ao vivos.

Durante sua trajetória, o grupo que conquistou o mainstream recebeu mais de 100 indicações a prêmios e já levou mais de 40 troféus para casa, incluindo um Grammy Latino de Melhor Álbum de Rock Brasileiro, com o disco Agora (2008).

Em Junho de 2017, no programa Altas Horas, o vocalista Di Ferrero anunciou que a partir de Dezembro os membros da banda iriam tirar um período “sabático” por tempo indeterminado. O último lançamento oficial do grupo foi Norte Ao Vivo, de 2017, que registra em CD duplo e DVD a turnê de despedida da banda.

Forfun

O Forfun surgiu no Rio de Janeiro, em 2001, trazendo uma mistura de rock com elementos do reggae e do funk. Na sua discografia, a banda, que invadiu os discmans e aparelhos de mp3 dos anos 2000, traz os álbuns de estúdio Teoria Dinâmica Gastativa (2005), Polisenso (2008), Alegria Compartilhada (2011) e Nu (2014).

Em Junho de 2015, a banda utilizou sua página do Facebook para noticiar o fim das suas atividades, em busca de novos projetos pessoais. No ano seguinte ao fim do Forfun, os ex-integrantes Danilo Cutrim, Vitor Isensee e Nicolas Christ anunciaram um novo projeto chamado Braza, que segue firme na ativa!

Scracho

Formada em 2004, a banda carioca Scracho fazia um pop punk reggado e estourou logo em seu álbum de estreia, A Grande Bola Azul (2007), que conta com os sucessos “Divina Comédia” e “Morena“. O grupo ainda lançou os álbuns de estúdio Mundo a Descobrir (2011) e Boto Fé (2013).

Em sua bagagem, a Scracho traz dois Prêmios Multishow de Música Brasileira: em 2009, a baterista Débora Teicher levou o troféu de Melhor Instrumentista; e, em 2013, o grupo venceu como Melhor Banda Independente.

A Scracho anunciou uma pausa por tempo indeterminado em suas atividades em Maio de 2015. Em 2020, a banda se reuniu em videoconferência, com cada integrante em sua casa, para uma live no YouTube, onde conversaram com os fãs e tocaram seus maiores hits.

Rancore

Foi na cidade de São Paulo, em 2001, que nasceu a banda Rancore. Com fortes influências do punk rock e do hardcore punk, o grupo alcançou destaque no cenário rock brasileiro e chegou a lançar 3 álbuns de estúdio: Yoga, Stress e Cafeína (2006), Liberta (2008) e Seiva (2011).

Em Abril de 2014, com a ida do guitarrista Candinho Uba para fora país, a banda anunciou hiato por tempo indeterminado e uma turnê de despedida. Três anos depois, em 2017, a Rancore se reuniu para uma turnê especial de 17 shows pelo Brasil, que aconteceram entre os meses de Janeiro e Fevereiro.

Agora, em 2021, a banda retomou aos palcos para um live especial em comemoração aos 10 anos de seu álbum mais aclamado, Seiva, e, nessa apresentação anunciaram que podemos esperar por uma nova turnê com a atual formação.

Reação em Cadeia

Formada em 1999, na cidade de Novo Hamburgo/RS, o Reação em Cadeia movimentou a cena local com seu rock alternativo com influências do grunge e do pop rock. A banda lançou seu primeiro álbum, Neural, em 2002, com o hit “Me Odeie frequentemente, e erroneamente, associado ao Charlie Brown Jr. nas décadas passadas pela Internet.

A banda, que chegou a lançar outros três discos de estúdio, sendo o último deles Enfim Dezembro (2010), anunciou o fim de suas atividades em Agosto de 2016, quando o vocalista Jonathan Correa disse que “dessa vez” era “pra valer”, mas não descartou uma reunião no futuro, dizendo que torcia muito para que um dia a banda voltasse, “mas só se for pra ser de verdade”.

Nos últimos meses, o músico que atualmente é vocalista do Ego Kill Tallent, voltou a atualizar as redes sociais da banda, interagindo com os fãs e compartilhando curiosidades, lembranças e trechos de demos inéditas. Segundo uma postagem recente, “em 2021 a REC tem novidades”!

Moptop

A banda carioca Moptop foi considerada o “Strokes brasileiro”. Formada em 2003, o grupo alcançou certo sucesso no mainstream e chegou a abrir para grandes nomes internacionais, como Oasis, Placebo e Franz Ferdinand.

Ao longo de sua trajetória, a banda reuniu diversos prêmios, entre eles o MTV VMB 2005 (Melhor Website), o Prêmio London Burning de Música Independente de 2004 (Revelação Carioca) e o troféu de Revelação Nacional 2005, pela revista Laboratório Pop. Foram dois álbuns de estúdio lançados — Moptop (2006) e Como Se Comportar (2008) — até a Moptop anunciar um hiato, em 2010.

Em entrevista recente ao G1, o vocalista Gabriel Marques, que atualmente mora em Seattle e trabalha na Amazon Music, contou que sempre gostou muito de compor e gravar, mas “não tinha muito mais o que dizer”, apontando este como um dos motivos do fim da banda.

Pública

Formada em 2001, na cidade de Porto Alegre, a banda de rock Pública só veio a lançar seu primeiro álbum em 2006, o excelente Polaris, que levou o grupo à programação da MTV Brasil e rendeu uma indicação ao VMB 2007, na categoria Aposta MTV.

O disco foi sucedido por Como Num Filme Sem Um Fim (2009), Canções de Guerra (2011) e o “póstumo” Despedida (2018). O início das gravações deste último foi anunciado em 2013, mas, com o fim da banda, o trabalho acabou engavetado e só veio ao mundo cinto anos depois, quando o vocalista Pedro Metz disponibilizou o trabalho nas plataformas.

A banda nunca anunciou o seu fim, mas sumiu das redes enquanto projetos paralelos e solos de seus integrantes começavam a surgir. Atualmente, o baixista Guilherme Almeida toca com a baiana Pitty, enquanto Guri Assis Brasil é guitarrista do pernambucano Otto.

Gram

O Gram é aquela banda do clipe do gatinho, mas não só! Formada em São Paulo, no ano de 2002, o grupo se destacou pela forte poesia e o instrumental denso de suas canções. Liderado pelo vocalista Sérgio Filho, o grupo chegou a lançar os álbuns de estúdio Gram (2004) e Seu Minuto, Meu Segundo (2006), além do ao vivo MTV Apresenta Gram (2015); e chegou ao fim em 2007.

A banda retomou suas atividades em 2014. Com os integrantes originais Marco Loschiavo (guitarrista), Marcello Pagotto (baixo) e Fernando Falvo (bateria), e o novo vocalista e letrista Ferraz, lançou no mesmo ano o álbum Outro Seu (2014).

Assim como a Pública, a Gram é outra banda que não se despediu. Após alguns anos de divulgação do álbum, uma parceria com Mc Soffia e o single “Guepardo“, o grupo começou a se esvair das redes sociais e, desde janeiro de 2019, não manda notícias. Em conversa com o guitarrista Marco Loschiavo, em Maio de 2020, o músico disse que o grupo pretendia lançar um single intitulado “Olho Burro” no mês seguinte. Quase um ano se passo e, infelizmente, a novidade ainda não chegou. Seguimos na torcida!

Móveis Coloniais de Acajú

A Móveis Coloniais de Acajú, na verdade, foi formada em 1998, em Brasília, mas o primeiro álbum do grupo só chegou anos depois. Com uma riqueza de influências, que passam pelo indie rock, pós-punk, garage rock, ska e música típica brasileira, a banda possui três álbuns lançados: Idem (2005), C_mpl_te (2009) e De Lá até Aqui (2013).

Em setembro de 2016, após 18 anos de história, o grupo anunciou uma pausa por tempo indeterminado em suas atividades. Antes de abandonar a estrada, a Móveis Coloniais de Acajú realizou uma série com quatros shows de despedida, ou, quem sabe, de “até breve”?!

Cachorro Grande

A Cachorro Grande surgiu em 1999, na capital do Rio Grande do Sul. Explorando o rock and roll, o grupo lançou incríveis 8 álbuns de estúdio, sendo o primeiro deles o homônimo Cachorro Grande, de 2001.

Foi com o álbum Pista Livre (2005) que o grupo alcançou maior reconhecimento pelo público e, em 2006, levou o troféu de Destaque Nacional no Prêmio Açorianos. Com mais de 18 anos de história, o grupo aponta o show em que abriu pros Rolling Stones, em Março de 2016, como o mais importante da vida de cada integrante.

Em Novembro de 2018, o grupo anunciou o fim de suas atividades e uma turnê de despedida para “celebrar a vida do grupo” e não o seu fim. As apresentações contaram com a participação do guitarrista e membro fundador Marcelo Gross, que havia sido demito em Maio daquele mesmo ano. Segundo o vocalista Beto Bruno e o baixista Rodolfo Krieger, o clima da banda já não estava muito legal desde a gravação de seu último álbum, Electromod, de 2016.

Black Drawing Chalks

Se o Gram é a banda do clipe do gatinho, o Black Drawing Chalks é a banda do clipe do aviãozinho… um clássico na programação da MTV! Formada em 2005, a banda goiana de stoner rock chegou a lançar três álbuns de estúdio: Big Deal (2007), Life is a Big Holiday For Us (2009) e No Dust Stuck On You (2012). Além do ao vivo Live in Goiânia (2010).

O quarteto tocou pelo Brasil inteiro e chegou a fazer shows ao lado de nomes como Nashville Pussy, The Datsuns, Motörhead, Eagles Of Death Metal e Black Label Society; também passou pelos palcos dos grande festivais SWU e Lollapalooza.

Já se passaram quase 10 anos desde o seu último álbum, mas a Black Drawing Chalks nunca anunciou um fim, propriamente, mas andou vagando em uma espécie de hiato com pequenas celebrações. Um show ou outro ali, dois singles em 2014, uma parceria com a Hellbenders em 2018. Recentemente, o grupo anunciou uma edição comemorativa do álbum Life is a Big Holiday For Us em vinil!

R.Sigma

Com uma energia impressionante em seus shows, a banda R.Sigma, formada em 2004 no Rio de Janeiro, conquistou notoriedade e respeito na cena com apenas um álbum lançado e ótimos hits. O grupo encerrou suas atividades em 2011, apenas dois anos após a chega do disco Reflita-se (2009).

Em 2017, o grupo reapareceu com o single inédito “Pulsar e realizou algumas apresentações naquele mesmo ano. A canção acabou sendo um lançamento isolado e, desde Dezembro de 2019, o grupo não dá as caras nas redes sociais.

Atualmente, o vocalista Castello Branco segue em carreira solo, enquanto o guitarrista Tomás Tróia e o baterista Gabriel Bittencourt tocam com a cantora pernambucana Duda Beat.

Sentiu falta de alguma banda que poderia facilmente entrar nessa lista? Conta pra gente!