Fãs de Heavy Metal em Roda Punk
Foto Stock via Shutterstock

O mercado do entretenimento ao vivo está sofrendo duramente com a pandemia do novo Coronavírus.

Atingido com toda força como uma das primeiras atividades a parar e uma das últimas a retornar, já que depende de aglomerações, a indústria de shows não vê a hora de retomar as atividades e aparentemente os primeiros passos nesse sentido já estão sendo dados.

A gente falou por aqui esses dias sobre como uma casa de shows no Arkansas já está vendendo ingressos para uma apresentação com 1/5 da sua capacidade e as grandes produtoras já estão falando em retomar as atividades.

Novas “Regras” em Shows

Pois como aponta a Billboard, uma organização sem fins lucrativos chamada Event Safety Alliance publicou um documento de 29 páginas onde orienta donos de casas de shows e produtores a como se comportar após a reabertura para evitar o contágio da COVID-19.

Especializada em segurança para espectadores de grandes eventos, a aliança citou algumas recomendações como as que estão logo abaixo:

  • Lavar as mãos de hora em hora, bem como após espirrar, limpar o chão, fumar, comer, beber e realizar outras atividades
  • Máscaras obrigatórias
  • Sanitizar maçanetas, torneiras, dispensers de sabonete, botões de elevador, telefones, bebedouros, latas de lixo e computadores, entre outras coisas
  • Medir a temperatura de todos os clientes
  • Barreiras transparentes para os guichês
  • Empregadores devem pagar seus funcionários quando eles se ausentam por doença.

Mosh e Crowd Surfing

Em outro ponto, o documento fala sobre as práticas de “moshing”, conhecidas aqui no Brasil como “Rodas Punk” e o famoso “Crowd Surfing”, quando alguém pula do palco na direção da plateia e é carregado pelos espectadores.

Em uma diretriz bastante específica, a ESA diz:

Os clientes não poderão ficar todos à frente do palco como estão acostumados. Mosh e Crowd Surfing são violações do distanciamento social por natureza e devem ser absolutamente proibidos durante essa pandemia.

Vale lembrar que essas recomendações são para casas de shows que pretendem retomar as atividades ainda durante a pandemia, mesmo não tendo cura e/ou tratamento para a COVID-19. Você pode encontrar o documento completo por aqui.

Ainda assim, é muito provável que boa parte dessas recomendações continuem valendo quando retornarmos à “normalidade”.

 
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