Discos de estreia lançados em 2010
Ouça nova versão do disco ao vivo do Pink Floyd!  

2010 foi um ótimo ano para a música. Como relembramos por aqui, foram diversos lançamentos de grande qualidade.

O ano viu uma mistura de artistas estabelecidos ampliando sua influência, como ocorreu com Kanye West e o histórico My Beautiful Dark Twisted Fantasy, com outros estreantes e até algumas despedidas como o My Chemical Romance.

Dessa vez, vamos falar dos novatos. É impressionante pensar que alguns dos nomes na lista a seguir têm apenas uma década de carreira; é o caso do Bruno Mars, por exemplo, que parece já estar por aí faz algum tempo.

Apesar de alguns ótimos discos de estreia como o Passive Me, Agressive You do The Naked and Famous e o Gemini, do Wild Nothing também terem saído neste ano, optamos pelos 15 mais influentes, que deixaram um legado maior e que ajudaram a estabelecer artistas que seguem ativos e proeminentes até hoje.

Confira nossa seleção a seguir!

Best Coast – Crazy for You

A estreia do Best Coast estabeleceu a banda na cena indie pop, especialmente com o single “Boyfriend”. A sinceridade presente nas letras também vem na explicação dos significados, com a frontwoman Bethany Cosentino afirmando que a maioria das músicas fala “sobre maconha e meu gato e ser muito preguiçosa”.

Bruno Mars – Doo-Wops & Hooligans

Doo-Wops & Hooligans revelou um dos maiores e mais aclamados artistas da última década. Ainda que os principais singles do álbum — “Just the Way You Are”, “Grenade” e “The Lazy Song” — tenham uma pegada mais pop, a estreia de Bruno Mars foi o que abriu caminho para o sucesso crítico e comercial do fantástico 24K Magic anos depois.

Drake – Thank Me Later

Drake é um caso especial nessa lista, já que o artista não era novidade na cena. Thank Me Later, inclusive, tratava majoritariamente da ascensão à fama que ele viveu depois de ter lançado algumas mixtapes e EPs nos anos anteriores. No entanto, o disco foi o primeiro trabalho oficial de estúdio e contou com participação de vários grandes nomes como Nicki Minaj Kanye West.

Ellie Goulding – Lights

Uma das vozes mais marcantes a sair do Reino Unido na última década, Ellie Goulding lançou em 2010 um belo disco de estreia. Lights tem alguns bons sucessos como “Starry Eyed” e “The Writer”; curiosamente, no entanto, o single “Lights” estava no seu EP An Introduction to Ellie Goulding e, mesmo sendo o maior sucesso dela, não entrou no disco que levou o mesmo nome.

Ghost – Opus Eponymous

Lançado de forma independente, Opus Eponymous colocou no mapa uma das melhores bandas de heavy metal dos últimos anos. O Ghost apostou nos temas macabros e prova disso é que o único single do disco, “Elizabeth”, trata da serial killer Elizabeth Báthory; a coisa deu muito certo e desde então já foram mais 3 ótimos discos.

Grimes – Geidi Primes

Chegando a dizer em entrevistas futuras que deu nomes estranhos às faixas por achar que ninguém iria ouvir seu disco, a sensacional Grimes errou na previsão e Geidi Primes foi bem-sucedido o suficiente para lançá-la na indústria musical. Com uma sonoridade bem mais crua do que os trabalhos mais recentes, é interessante notar a evolução da artista.

Justin Bieber – My World 2.0

“Baby” foi possivelmente a música mais tocada de 2010 no mundo. O cantor (à época) mirim Justin Bieber se juntou com o experiente Ludacris para produzir o megahit, que acabou entrando no disco de estreia do garoto. My World 2.0, inclusive, só tem esse nome por ser considerado uma segunda parte do EP My World, lançado no ano anterior.

Bieber segue ativo e lançou recentemente seu primeiro single em quase 5 anos.

Lana Del Rey – Lana Del Ray A.K.A. Lizzy Grant

Talvez a maior raridade da lista, o álbum de estreia de Lana Del Rey tem uma história curiosa. Além de ter escrito seu nome como “Ray” e não “Rey”, a cantora ainda era veiculada pela 5 Points, sua gravadora, pelo nome Lizzy Grant (apelido de Elizabeth Grant, seu nome de batismo) e teve vários problemas com esse disco. Ele só foi lançado digitalmente por três meses, até que a gravadora admitiu não ter mais dinheiro para bancar a obra.

Lana Del Ray a.k.a. Lizzy Grant

Depois do sucesso de Born to Die em 2012, Lana expressou seu interesse em relançar o trabalho. Isso ainda não aconteceu, mas em 2019 ela nos presenteou com o melhor disco internacional do ano.

Marcelo Jeneci – Feito pra Acabar

O disco de estreia do cultuado Marcelo Jeneci saiu em 2010 e entrou nas mais altas posições das listas de melhores álbuns daquele ano aqui no Brasil.

No registro estão parcerias com nomes como Chico César Arnaldo Antunes.

Marina and the Diamonds – The Family Jewels

A cantora Marina Diamandis começou sua carreira com o nome artístico Marina and the Diamonds, mas hoje atende apenas por MARINA. Essa é uma das poucas coisas que mudou, já que desde o lançamento de The Family Jewels em 2010 ela só viu o sucesso crescer e segue aperfeiçoando a fórmula de seu pop alternativo.

Of Mice & Men – Of Mice & Men

No auge do metalcore, o vocalista Austin Carlile deixava o Attack Attack!, um dos primeiros projetos a misturar sem timidez elementos da EDM ao metal, para formar o Of Mice & Men. Mais focada no rock, a banda acabou se tornando muito maior do que o Attack Attack! e segue firme mesmo com a saída definitiva de Carlile em 2016.

Slash – Slash

O primeiro disco solo do lendário Slash veio recheado de lendas do rock como Ozzy Osbourne Lemmy Kilmister assumindo os vocais. O single do álbum, no entanto, acabou sendo “Beautiful Dangerous” – comandada pela voz de Fergie (Black Eyed Peas). Vale ressaltar ainda a presença de “Starlight”, primeira colaboração de Myles Kennedy com o guitarrista antes de ambos se juntarem para o projeto Slash featuring Myles Kennedy and the Conspirators.

Tame Impala – Innerspeaker

Kevin Parker lançou o Tame Impala ao mundo com o excelente Innerspeaker em 2010. Desde então, o australiano tem uma das carreiras mais bem sucedidas da música alternativa. Recentemente, inclusive, a banda divulgou mais um single de seu novo álbum The Slow Rush, intitulado “Lost in Yesterday”.

Tulipa Ruiz – Efêmera

Efêmera apresentou a sensacional Tulipa Ruiz e ajudou a definir uma das maiores vozes dessa geração contemporânea. Além do hit “Só Sei Dançar com Você”, o álbum ainda trouxe os sucessos “Efêmera” e “Do Amor”.

Two Door Cinema Club – Tourist History

Trilha sonora de muitas festas alternativas por todo o Brasil, o ótimo Tourist History colocou o Two Door Cinema Club no mapa com uma série de singles. Apesar do sucesso de “Undercover Martyn” e “I Can Talk”, foi “What You Know” que realmente elevou a banda a outro patamar.