elton john em-poa-2017
Foto por Doni Maciel

Fotos por Doni Maciel

Resenha por Paulo James

“The Bitch is Back”! Foi com esse clima festivo e simpático que Elton John abriu seu show na terça, 4 de abril, no Anfiteatro Beira Rio, em Porto Alegre. Com uma voz poderosa, muito brilho e um punhado de mega hits, o britânico fez bonito, divertiu e emocionou o grande público presente (cerca de 24 mil pessoas, de acordo com a organização).

A previsão era de que uma chuvinha sacana chegaria lá pelas 20h. Por sorte, não deu nem garoa, e a turma se esbaldou ao som de “Tiny Dancer”, “Goodbye Yellow Brick Road”, “I’m Still Standing”, “Sad Songs” e a festejada “Rocket Man”. Acompanhado por uma banda enxuta, Elton desfilou toda a maestria e sensibilidade no piano por cerca de duas horas, tempo suficiente para visitar diversas fases da sua extensa carreira – baladas emocionantes, flertes com a pista de dança, referências aos rock and roll clássico.

Faltou algo? Sempre falta! “Sacrifice” e “Nikita” por exemplo, canções icônicas dos anos 80, ficaram de fora. E mal houve espaço para o tradicional pedido de bis: terminado o show – com a animada e cinquenteira “Crocodile Rock”, rolaram os créditos no telão tendo “Song For Guy” como trilha, um lindo tema instrumental lançado em 1978 que, de tão forte, virou hit. É daquelas que tu jura que não conhece, mas conhece sim! E dá uma prova de toda a capacidade criativa de um grande artista.

Retrocedendo essa fita K7, a noitada começou com o meu amigo de fé, meu irmão camarada Rafael Malenotti, vocalista dos Acústicos & Valvulados, tocando um set enxuto e de grande presença, na companhia do chapa Daniel Mossmann na guitarra. Até um “Up In Smoke” (Cheech & Chong) os caras puxaram, arrancando aplausos dos presentes.

Logo em seguida, outro dono de uma vasta coleção de sucessos subiu ao palco: o gente fina James Taylor, acompanhado por uma banda monstruosa e pra lá de cancheira! Vamos combinar que quando um cara como Steve Gadd é o baterista, não é preciso dizer muito mais.

Com o dedo quebrado, deixou seu clássico violão para Dean Parks, um legítimo rato de estúdio, que já tocou vários e diversos grandes artistas. Concentrado nos vocais, e arranhando um bom português, Taylor desfilou sucessos como “Carolina In My Mind”, “Fire and Rain”, “Mexico”, “Shower The People” e “You’ve Got a Friend”.

Também lembrou com carinho de sua marcante apresentação no Rock in Rio em 1985, que lhe rendeu um disco ao vivo e inspirou a canção “Only a Dream in Rio”, um dos pontos altos da noite. Foi um show com ares melancólicos, perfeito pra erguer um isqueirinho (ou celular), com canções de acento folk e lindas melodias. Pura emoção!

No resumo da ópera, depois de quatro horas de show, veteranos e novatos deixaram as dependências do Beira Rio já demonstrando cansaço, mas com um sorriso estampado no rosto e muitas lembranças felizes na cabeça.

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