Resenha: Filler - Violence

Com influências que vão de Smashing Pumpkins a Nine Inch Nails passando por Depeche Mode e Moby, Filler impressiona pela qualidade.

Filler

Fazer música a nível internacional é uma especialidade do brasileiro. Mesmo sem o apoio de grande parte da mídia, a música produzida em nosso país, em suas várias vertentes, costuma ter a qualidade acima da média, e é, muitas vezes, primeiro descoberta lá fora.

Fiquei surpreendido quando recebi o material da Filler, a “one man band” que está estreando seu álbum Violence agora, e que já pode ser ouvido na íntegra por streaming e também logo abaixo desse texto.

O álbum é o resultado de influências diversas, que foram usadas para construir a identidade musical da Filler, resultando em um trabalho original e empolgante, que prende o ouvinte em uma viagem por suas 11 faixas.

Podemos ouvir aqui influências de Placebo, Smashing PumpkinsNine Inch Nails e Depeche Mode, essas duas últimas principalmente nas partes de música eletrônica e industrial somadas a camadas de rock alternativo que estão contidas no som da Filler.

As linhas de voz de Gabriel Martins são o ponto forte do trabalho. Com suas interpretações contagiantes, fica fácil entender porque o Filler é um projeto com tanto potencial. Ouça “Falling Debris” e siga com “Alive” e comprove o que digo.

Violence é dividido em duas partes. A primeira, que abre com a faixa “Horus”, tem seu conceito cercado pela forma como Gabriel observa o mundo. A segunda parte do álbum, que inicia com “Seth” já é uma mudança de perspectiva em relação à primeira, trazendo uma sonoridade mais industrial e uma visão de mundo pela perspectiva de quem sofre de Cefaleia em Salvas, doença rara que Gabriel possui.

A impecável produção do álbum é outro ponto fortíssimo, assim como a bonita arte da capa. Em si, um trabalho de alto nível. Aperte o play logo abaixo e confira!