Red Hot Chili Peppers - One Hot Minute em vinil vermelho

Texto, fotos e experiência invejável por Guilherme Guedes

Nova York é a capital mundial de muitas coisas: dos negócios, do turismo, da cafonice americana, etc., etc. Mas acima de tudo isso, a mais famosa cidade do planeta é considerada a capital mundial das lojas de discos. Apesar de não ter a força comercial de décadas atrás, o mercado fonográfico continua vivo na Grande Maçã, que é apontada por 9 entre 10 colecionadores de LPs como a cidade com as melhores lojas de discos do planeta. Conhecia Nova York de uma viagem anterior há uns 5 anos, mas naquela época me limitei a conhecer pontos turísticos e lojas como a extinta Virgin Megastore. Desta vez o foco foi outro.

Com 14 dias pela cidade, fui determinado a conhecer a maior quantidade possível de lojas – número limitado pelo meu orçamento, nada abundante – e aproveitar ao máximo o Record Store Day da Black Friday, uma espécie de versão reduzida do melhor dia de todos os anos, com lançamentos exclusivos em vinil, incluindo relançamentos, edições especiais e singles. É tipo o Natal para colecionadores de discos.

O saldo dessa viagem? 44 discos, entre novos, usados, lançamentos, relançamentos e raridades. Nas próximas semanas compartilharei todas essas pérolas aqui, e no post final, farei um breve resumo – com endereços, claro – das melhores lojas que conheci e de outras lojas imperdíveis que não tive tempo nem dinheiro para conhecer. Ficaram para a próxima… Enquanto isso, divirtam-se!

Big Brother & The Holding Company – Cheap Thrills

Big Brother & The Holding Company - Cheap Thrills

Big Brother & The Holding Company - Cheap Thrills

Minha primeira compra no Record Store Day especial da Black Friday. É o último álbum de Janis Joplin como vocalista do Big Brother antes de embarcar em carreira solo, e tem a minha interpretação favorita entre as milhões de releituras de “Summertime”. A versão do RSD é uma reedição da prensagem original em mono, nunca relançada, Obrigatório pelo repertório e pela capa, uma obra-prima de Robert Crumb, ideal para ser admirada em LP. Novo, capa dupla, 12″, 180g, preto, 33RPM.

Bill Evans – Everybody Digs Bill Evans (1958)

Bill Evans - Everybody Digs Bill Evans

O segundo álbum de Bill Evans é um pouco mais cru que maravilhas como o item seguinte desta lista. Mas estamos falando de um dos mais talentosos músicos e compositores do século passado, com um talento inegável de criar harmonias espetaculares. Na capa, ícones como Miles Davis e Ahmad Jamal exaltam Evans. Novo, capa simples, 12″, 140g, preto, 33RPM.

Bill Evans – Sunday at The Village Vanguard (1961)

Bill Evans - Sunday At The Village Vanguard

Um clássico inquestionável, frequentemente considerado um dos melhores álbuns de jazz de todos os tempos. A gravação foi feita no Village Vanguard, em Nova Iorque, dia 25 de junho de 1961. Material dessa mesma apresentação foi lançado meses depois em Waltz For Debby, outra maravilha de Bill Evans que, infelizmente, não achei em LP – ainda. Novo, capa simples, 12″, 140g, preto, 33RPM.

Brian Eno – Lux (2012)

Brian Eno - Lux

Brian Eno - Lux

O pai da ambient music volta com um álbum belíssimo, mas capaz de te deixar atordoado em doses prolongadas. “Ambient”, aqui, é só o gênero; Lux é música para se ouvir com muita atenção. Novo, capa dupla, LP duplo, 12″, 180g, preto, 33RPM.

Cannonball Adderley – Something Else (1959)

Cannonball Adderley - Something Else

Durante a viagem procurei vários clássicos indispensáveis do jazz que ainda faltavam em minha coleção. Este era um dos que eu mais queria, especialmente pela versão definitiva de “Autumn Leaves”. Usado em excelente condição, 12″, 140g, preto, 33RPM.

Cannonball Adderley & John Coltrane – Cannonball & Coltrane (1959)

Cannonball Adderley & John Coltrane - Cannonball & Coltrane

Cannonball Adderley & John Coltrane - Cannonball & Coltrane Cannonball Adderley & John Coltrane - Cannonball & Coltrane

Gravado um mês antes do clássico dos clássicos Kind Of Blue, de Miles Davis, Cannonball & Coltrane já valeria a pena pela formação do álbum, a mesma que registrou “Freddie Freeloader” no álbum supracitado (com exceção de Miles). Esta é a edição de 1964, que conta com esse livreto bacana encartado na capa. Usado em ótima condição, capa dupla, 12″, 140g, preto, 33RPM.

Chet Baker – Chet Baker Sings “It Could Happen To You” (1958)

Chet Baker - Chet Baker Sings "It Could Happen To You"

O último grande álbum de Chet Baker focado exclusivamente nos vocais. Junto com Chet Baker Sings & Plays (1955) e Chet Baker Sings (1956), forma a trilogia essencial de um dos vocais mais encantadores da música de todos os tempos. Destaque para os solos de “scat” em algumas faixas, como “It Could Happen To You”. Novo, capa simples, 12″, 140g, preto, 33RPM.