Foto: Camila Padilha
 

Aqui no TMDQA! nós muitas vezes tomamos partido, sim. Somos “clubistas” com as bandas que nos dão frio na barriga e que acreditamos ter um enorme potencial, seja no desenvolvimento e amadurecimento dos seus trabalhos ou na conquista de audiências cada vez maiores. Se a banda for brasileira então, melhor ainda.

Tenho que admitir que esse é claramente o caso com os fluminenses de Niterói da Faccção Caipira. O agora trio de blues-rock-country-stoner-brega lançou no mês de Março o seu segundo disco de inéditas, o poeticamente bruto, visceral e diverso Do Lugar Onde Estou Já Fui Embora. Por aqui, ainda no ano passado, nós lançamos exclusivamente um dos singles desse trabalho, com o clipe da explosiva faixa “Vaidade”. O novo trabalho inaugura uma era (quase) autossuficiente da banda. Os músicos, além de produzirem o próprio som, ainda dividem sob o mesmo teto um espaço de moradia, convivência e trabalho no estúdio conhecido como Toca do Bandido.

Um mês se passou desde o lançamento do disco, e a Facção Caipira se prepara para um show oficial de lançamento em sua cidade natal, amanhã (11/04) no Teatro da Universidade Federal Fluminense, em Niterói. Antes disso, Jan Santoro (voz/resonator), Renan Carriço (bateria) e Câmara (baixo) bateram um papo interessante com a gente sobre o novo trabalho, referências, influências, o estado atual da cena de bandas autorais do Rio de Janeiro e sobre como é viver no mesmo local em que trabalham, dentro de um estúdio. Confira abaixo:

TMDQA: Do Lugar Onde Estou Já Fui Embora é um título que logo de cara me remete à incapacidade que temos como sociedade de viver o momento presente. Nossas mentes estão sempre divagando por outros lugares, pessoas e situações futuras que talvez nunca virem realidade. Era essa a intenção ou errei feio? O que esse título representa para a banda?

Jan: Gostei da tua interpretação! Já conversei com muita gente sobre esse titulo, e ninguém tinha olhado por esse lado. Em dado momento sobre o disco senti que todas as 13 músicas trabalham a ideia de sair de um lugar ruim, ou de observar esse lugar para que no final das contas a gente possa sair dali. Eu vinha escutando o disco do Otto “Certa manhã acordei de sonhos intranquilos” repetidas vezes, e alguém tinha me dito que essa frase fazia parte da obra do Franz Kafka, guardei essa informação até esbarrar com o poema “Livro sobre nada”, do Manoel de Barros, em um desses livros de “Obras completas”, e o trecho que me pegou foi esse aqui:

Não gosto de palavra acostumada.
A minha diferença é sempre menos.
Palavra poética tem que chegar ao grau de brinquedo para ser séria.
Não preciso do fim para chegar.
Do lugar onde estou já fui embora.

Essa ideia de reconhecer o que tá rolando na sua vida, para onde você quer ir, o que tem que mudar, a partir do momento que você decide algumas coisas, você já saiu do lugar em que você encontra, sei lá, devo estar viajando também hahaha. Mas não tem certo e errado, fico feliz de ver e saber todas essas interpretações, só agrega a proposta! Obrigado!

TMDQA: Esse álbum leva o Felipe Rodarte como produtor na ficha técnica, mas ao mesmo tempo é um disco auto-produzido. Essa é a primeira experiência de vocês produzindo o próprio trabalho? Quais foram os grandes aprendizados e dificuldades dessa função? Pensando que vocês já estavam inseridos no contexto como criadores, é difícil separar uma coisa da outra?

Jan: Eu sempre tive vontade de produzir, já tinha produzido um álbum com Luis Fernando Lima chamado Todas Erradas perto de quando gravei o Homem Bom, então já vinha sacando uma coisa ou outra com mais maturidade para entender o que estava rolando nas sessões. Uma das minhas missões de morar junto com Renan e Vini era aprender a mexer no Pro Tools pra poder editar o nosso disco DLOEJFE e também produzir outras bandas (Overdrive Saravá, Maria Laura Cravo, Tainá Garmendia, Meu Funeral, Tatubeleza), que hoje estão se desenvolvendo maravilhosamente bem em função do que aprendi gravando nesse e em outros discos, morando aqui em um estúdio, observando Felipe Rodarte, Renan, Raphael Dieguez e outros produtores trabalharem. Mas foi muito doido, ambicioso e intenso o aprendizado, depois desse disco agora sei editar, afinar instrumentos, vozes, produzir, criar arranjos, discos. Sou eternamente grato por isso. Eu nunca dissociei criar de produzir, sempre que tocava violão eu imaginava mil coisas pro trás, o divertido é hoje saber como faz pra trazer isso pra realidade. Aprendi com pessoas que amo e admiro muito profissionalmente, isso foi o que mais me energizou.

Renan: Nós já havíamos feito isso no Homem Bom, porém só eu da banda tinha mais bagagem com produção. Nesse disco, Jan já vinha estudando e produzindo bastante e foi uma soma importante. Acho que dificilmente vamos entregar um disco nosso sem produzir junto, a gente tem muito cuidado do início ao fim e todos os processos tem que passar na nossa mão. Rodarte já é irmão, acompanha a gente faz tempo e a gente tem muita admiração por ele. Fica fácil quando estamos entre amigos.

TMDQA: Vivemos uma época bastante efervescente e plural para a música autoral brasileira, com muitos bons trabalhos sendo lançados e artistas que fogem do lugar comum criando, compondo e gravando país afora. Como vocês enxergam a cena da região de Niterói (e do Rio como um todo) nesse contexto? Existe um fluxo de artistas e bandas ativos ou a região precisa se desenvolver mais?

Jan: Concordo demais, as cenas estão bem plurais, e isso é lindo. Eu vejo uma cena foda no Rio, tem muita banda com sede de dar certo, e também acredito que toda região precisa se desenvolver, quanto mais artistas articulados, mais voz ativa teremos. Não tem jeito, a gente só caminha junto, ainda mais com esses tempos de trevas, com esse governo bizarro. Mas to muito feliz com o corre dos artistas, estamos sempre na luta, nos reinventando para encontrar os lugares certos para tocar, as casas de show parceiras, as universidades e as ações possíveis.

Vinícius Câmara: A cena por aqui em Niterói, em comparação com a situação de alguns poucos anos atrás, quando as coisas deram uma aquecida, está bastante fria. Não diria que está morta porque ainda temos muitas bandas ativas tocando vários estilos diferentes (Gragoatá, Kapitu, Rosa Bege, Bogotah, A Onda Errada, Overdrive Saravá, Drápula, Gilber T, Bow Bow Cogumelo, Barcamundi, Vitor Nogueira, Hexotria, Júlia Vargas, Daíra são alguns que me vieram a cabeça de primeira) e em plena produção, mas, como é praxe na maioria das cidades desse nosso Brasilzão, faltam espaços viáveis e de qualidade para tocar, e, consequentemente, há uma certa dificuldade na formação de público, mas isso não desanima a gente.  A situação econômica do país, que ruiu de 2014 pra cá, também dificultou muito a realização de shows por aqui, já que as produções ficaram muito caras e praticamente inviáveis, apesar de ainda haver tentativas (algumas até com sucesso, no caso do Guerrilha Fest). Sem dúvida existe uma necessidade de desenvolvimento e um maior grau de profissionalização dos artistas e da cena local e estamos todos buscando isso com afinco apesar de todos esses entraves, que acredito serem comuns para a maioria das cidades brasileiras. E tudo isso que eu falei vale pro Rio também, que por ser uma cidade maior tem um pouco mais a oferecer para seus artistas, porém essa oferta é ainda insuficiente e bastante menor do que era há poucos anos trás.

TMDQA: Agora que vocês já têm uma certa quilometragem rodada desde o início da banda e mais projeção do que quando eram estreantes, existe uma procura de artistas locais para se apresentar com vocês ou colaborarem juntos na composição de novas canções?

Jan: Tenho me conectado com bastante gente. Nos últimos dois anos tenho trabalhado aulas voltadas para composição e isso tem me deixado muito ágil, focado e leve na produção. Nesse meio tempo tenho conversado com alguns artistas que admiro, que tenho vontade de desenvolver trabalhos. Penso bastante na Nathanne (Chico de Barro), no Lau (Lau e Eu), no André Prando, Vitor Milagres, Fanner Horta, Gilber T, que são pessoas que estão próximas de mim. Enfim, a troca é bem natural, as parcerias acabam acontecendo. To desenvolvendo uma música com Renato Cortês (Gragoatá) e fiz uma parceria bem bacana com Verbara pro disco novo deles!

Renan Carriço: A gente que procura todo mundo [risos]. Estamos preparando coisas realmente fodas para o segundo semestre com outros artistas que admiramos.

Vinícius Câmara: Como o cenário não anda muito favorável para a produção de shows por aqui, esses convites rarearam, mas já rolaram muitos convites sim. No início da nossa carreira tocávamos exaustivamente (até com alguns desses artistas citados na pergunta anterior) por Niterói e isso ajudou muito a gente tanto a nos tornar mais conhecidos quanto a nos dar rodagem enquanto banda. Sobre colaborações, a gente adoraria armar alguma coisa com artistas daqui. Isso é muito importante e benéfico pra todos os envolvidos, mas infelizmente até hoje ainda não aconteceu. Temos alguns planos de parcerias para um futuro próximo, mas com gente de fora, o que não impede de trabalhar com nossos conterrâneos também. Seria um prazer enorme pra gente.

TMDQA: Vocês já se auto descreveram como uma banda que faz “pop despretensioso, brincando de fazer o blues parecer menos complexo e o country mais acessível. É o rock britânico, com influência do Alabama e performance à brasileira”. E essa identidade ainda é 100% reconhecível ao longo do novo disco. Mas e ao vivo, como é a recepção (e a reação) de quem dá de cara com o som de vocês pela 1ª vez? Existe espaço no palco para extrapolar essas fronteiras e improvisar?

Jan: É bem curiosa, o show tem várias pegadas e com esse disco novo então! Eu sinto que é um show de rock, então quem não curte distorção, guitarra alta e patada na bateria acaba saindo de fininho. Mas é um show que também tem um lado emotivo forte, a gente tá ali pra se conectar, pra dizer algumas coisas, então tem gente que fica pra ver qual vai ser. Quem fica vê o quanto passeamos pelas referências, tem momentos de brega-tango, de rock alternativo, de mpb, de marcha rancho, de stoner rock e até de baladas blues pesadas. É um show que tem várias caras e é bem aberto ao improviso, muitos solos e situações que só acontecem naquele momento!

TMDQA: Se vocês tivessem que abordar um estilo fora de todo esse contexto para experimentação em um novo disco de inéditas futuro, qual seria?

Renan Carriço: Já falei pro Jan dias atrás que quero muito explorar as possibilidades rítmicas africanas e brasileiras e incorporar no kit. Tentar trazer uma abordagem com o pad de efeitos, atabaque, agogô. Uma “percuteria” mesclando a linguagem do rock com ijexá, maracatu passeando pelo eletrônico e brega setentista. Vai ser um baita desafio mas tô engajado nisso. Vamos ver no que dá. Na parte de harmonia e melodias, eu confio muito no Jan e acho que dou minha contribuição nos momentos certos. Certeza única é que vem diferente. Com a nossa pegada e característica, mas dificilmente vai seguir exatamente a mesma linha até pelo momento de vida que vai ser outro.

Jan:
 Acho que daqui em diante os ritmos só vão ficando mais quentes.

Câmara:
 Como essas coisas não são muito premeditadas, acho um pouco difícil dizer agora sobre como vai ser o próximo disco, só posso garantir que ele vai existir! O que eu posso falar é que eu sou um grande entusiasta de ritmos latinos tipo salsa, rumba, cumbia, raggaeton, etc. Vamos ver o que acontece.
TMDQA: Nesse novo álbum vocês se tornaram um trio. Podem nos dizer qual foi o contexto dessa mudança na formação e as consequências que ela acarretou na criação e produção do disco novo, assim como nas apresentações ao vivo?

Jan: O Daniel Leon, que tocava gaita, conversou com a gente em dado momento comunicando a saída dele do projeto e aí a gente, a partir disso, tentou abrir as possibilidades pro nosso som. Tocamos o que seriam as músicas durante um ano e meio morando junto aqui no estúdio e depois de montarmos as “prés” sentamos para imaginar o que gostaríamos que acompanhasse aquele som, o que as músicas pediam. Então agregamos o Gabriel Serrano que chegou com os timbres de teclas e contribuições nos arranjos de algumas músicas, hoje ele faz parte do nosso show tocando Sanfona, Rhoades, Órgão e Piano. Também estamos tocando clicados e disparando no show as gravações de metais (tuba, trombone, trompete e sax) e coro que estão no disco, deixando o rolê ainda mais intenso!

Vinícius Câmara: A mudança pra trio não foi planejada, ela aconteceu por conta da saída do nosso amigo e ex-gaitista Daniel Leon da banda. No início ficamos um pouco inseguros com qual rumo tomar, chegamos a sondar outros gaitistas para nos acompanhar, mas vimos que o som tava tomando um rumo diferente, se afastando um pouco do Blues, e por isso a gaita não era mais essencial pro que a gente tava querendo fazer, então o caminho natural do que seguir como um trio. Mas com o tempo fomos abrindo mais as músicas para novas influências e isso pedia a inclusão de novos instrumentos. No disco tem órgão, piano, metais e percussões, que são instrumentos que nós nunca tínhamos explorado. Nos shows nós teremos o Gabriel Serrano pra dar conta dessas novidades todas.

TMDQA: Nos contem um pouco mais sobre a dinâmica do estúdio/moradia/ex-igreja Toca do Bandido: Como vocês conciliam o espaço de trabalho com um lar e quais são as vantagens e desvantagens de coexistir em um espaço como esse?

Jan: A gente vai entendendo aos poucos os espaços e as necessidades de cada um, é só não cruzar fronteiras, manter a casa limpa que tá tudo bem. Tendo isso alinhado, acho que são só vantagens. As coisas caminham bem rápido se todo mundo tá com energia pra trabalhar e quando não tá, a gente cuida, troca esporro, vê o que que é. Foi uma aventura morar junto, passamos muitos perrengues e felicidades. Quando a gente pondera, existem mil razões pra fluir intensamente ou dar completamente errado, então acho que é questão de arriscar consciente, vale a pena. Pra gente fluiu muito bem em vários aspectos, acho que em função da intimidade/respeito que a gente já tinha.

Renan Carriço: As vantagens são muitas, tanto da questão profissional – qualquer coisa estamos em casa juntos e podemos resolver logo -, quanto estar passando algum tipo de problema pessoal e os amigos estão ali do lado. Desvantagem pra mim é só a convivência mesmo que desgasta e tem que ter muito jogo de cintura nos momentos de estresse coletivo pra não se tornar algo grande. Tudo se resolve com um reunião com nosso produtor Ruan Forecchi (Graúna Produções) e uma dúzia de cervejas.

TMDQA: Quais têm sido os maiores desafios e recompensas de ser uma banda brasileira de blues/rock autoral na estrada em 2019?

Jan: Acho que os desafios são: entender a tua equipe, os teus parceiros e parceiras que vão abraçar esse sonho com você. Entender a sua dinâmica de caixa, ter um balanço organizado disso, inclusive de planos, futuros lançamentos. Estar sempre produzindo, trazendo conteúdo, novidade. Mexer direito no Instagram, twitter, facebook etc, etc. Mas principalmente entender quem são as pessoas que admiram seu trabalho, estar junto delas, se conectar, ouvir e trocar. As recompensas são as melhores, a gente escuta cada coisa sobre nossas músicas, é emocionante demais.

Vinícius Câmara: Acho que o maior desafio de ser uma banda é ser uma banda [risos]. Se manter ativo criativamente, ser viável financeiramente e buscar atingir o maior número de pessoas possível. A principal recompensa acho que é pode fazer o que a gente ama e, principalmente, a troca com pessoas do mundo inteiro que esse ofício possibilita, já que a música nos leva pra lugares que jamais iríamos por conta própria, e cada um desses lugares oferecem uma experiência totalmente nova e isso abre bastante a cabeça.

TMDQA: Quais são as 3 faixas indispensáveis presentes em Do Lugar Onde Estou Já Fui Embora que alguém que decidir ouvir a Facção Caipira pela primeira vez deve dar o play? E entre todas presentes no disco, quais são as mais ouvidas/queridas por vocês mesmos?

Renan Carriço: Pra mim, “Vaidade”, por trazer o início do novo ciclo numa letra forte e pra mim a melhor performance do Jan nos vocais do disco. Fora o arranjo elaborado do Ciro Delvizio para os metais que deram a cereja do bolo. “Ciúme” foi uma faixa que eu trouxe faz tempo pra banda, quando Daniel ainda fazia parte. Ela ficou parada um tempo e depois refizemos juntos já morando na casa/estúdio e é aquela porrada boa que todo disco na minha opinião deve ter. Não tem como, enquanto eu estiver na banda, e eu espero que ainda por muitos e muitos anos, todo disco vai ter uma dessa pra vocês. “Fuga”, por trazer uma onda completamente diferente do que a gente tava acostumado a fazer e que mostra o quanto a gente tá disposto a se reinventar e se permitir a toda e qualquer possibilidade. Acredito que seja difícil sintetizar o disco em três mas essas na minha opinião são bem distintas e dizem bem o que o disco traz.

Jan: Eu fico com “Vaidade”, que vem de um lugar muito especial, fala de um tempo em que trabalhei com minha mãe na fazenda dela, a “Quitanda Natural”, e vi muita coisa acontecer, sempre me emociona (destaque pro arranjo do Cyro Delvizio). “Inesperado” também é uma música que ganhou um sentido forte pra mim, também me deixa baqueado. A terceira é “Dispara”, que minha irmã Chiara Santoro (soprano) canta e tem um coro (de amigos e amigas) que a gente arranjou que também mexe bastante comigo. Mas isso muda o tempo todo, a cada dia é uma.

Vinícius Câmara: Como indispensáveis eu encaixaria “Vaidade”, que foi o primeiro single e um marco da mudança do nosso som; “Dispara”, que talvez seja a nossa música mais pretensiosa até hoje; e “Passagem”, que talvez seja a mais inusitada. Hoje as minhas três preferidas seriam “Ciúme”, “Contra Luz” e “É Preciso de um Tanto Mais de Amor”, mas isso muda o tempo todo.

TMDQA: Para encerrar: na ocasião da nossa última entrevista, vocês disseram que estavam ouvindo discos de artistas como O Terno, The Killers, The Baggios, Liniker e os Caramelows, entre outros. Quatro anos depois, quais são os destaques atuais dos seus toca-discos?

Jan: Tenho escutado bastante coisa diferente, por conta das produções que estão rolando aqui e também estou sempre atrás de novidades, alguns nomes que tenho escutado e recomendo: Coletânea JAH-VAN (BiD, Fernando Nunes), Artic Monkeys, O Terno, The Baggios, Liniker e os Caramelows, Tom Zé, Sons of Kemeth, Altemar Dutra, Jards Macalé, Bixiga 70, Giovani Cidreira, Omara Portuondo, Khruangbin, Bombino, Betty Davis, Black Keys, Jack White e Gary Clark Jr.

Renan Carriço: Estou sempre a procura de coisas novas pra ouvir, é um certo vício que tenho principalmente nos momentos de busão, metrô, bike… Vou de Xênia França e Bixiga70. Certamente se fossem discos em formato vinil, já tinham furado de tanto que escutei. O novo do Baiana System também é foda pra caralho. Nosso grande amigo e parceiro André Prando também lançou um disco indispensável no ano passado. Procuro me forçar a ouvir estilos variados também, pois além de trabalhar com produção eu realmente curto de tudo um pouco. Volta e meia, pedalando recorro a músicas mais pesadas pra dar um gás, daí ressuscito Pantera, Alice in Chains. Às vezes quero caminhar e ouvir um som mais suave porque o dia foi intenso, daí escuto Jorja Smith, Alabama Shakes, Ibeyi… É muita mistura mesmo. Agora inclusive estou respondendo essa pergunta escutando At The Drive In.

Vinícius Câmara: Eu tenho ouvido bastante Ty Segall, Foxygen, The Voidz, DIIV, Surfbort, The Kills, Red Hot Chili Peppers – que estou revisitando, Brazilian Girls, Funkadelic, The Trampps, muito Punk Rock (GBH, Bad Brains, Cerebral Ballzy, The Clash, Cockney Rejects), fora os grandes clássicos que eu nunca paro de ouvir (Beatles, Beach Boys, Bob Dylan, Led Zeppelin, Johnny Cash, Everly Brothers, Little Richard).

Se após toda essa conversa você se interessar em conhecer melhor o trabalho dos meninos da Facção Caipira, o novo disco Do Lugar Onde Estou Já Fui Embora já está disponível nas principais plataformas digitais de streaming. E se você é da região de Niterói, saiba que o trio também irá fazer o show oficial de lançamento do novo trabalho em apresentação local, no Teatro da UFF (Centro de Artes). Confira o serviço completo abaixo.

Facção Caipira – Lançamento do álbum “Do Lugar Onde Estou Já Fui Embora”

Serviço:
11.04 | Quinta | 20h
Teatro da UFF (Centro de Artes)
Rua Miguel de Frias, 9 – Icaraí, Niterói
Ingressos: R$ 30 (inteira) | R$ 15 (meia)  | R$ 20 (Lista Amiga no Evento do Facebook)
Duração: 1h30
     
 
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