Ex-baterista do Guns diz que Foo Fighters é maior que Nirvana e Dave Grohl é “Deus”

Além disso, Adler comentou como sobre as decepções em torno da reunião do Guns N' Roses

Steven Adler com o Guns N' Roses

Em uma entrevista com o radialista Eddie Trunk, o baterista Steven Adler, ex-Guns N’ Roses, fez várias declarações muito interessantes — tanto a respeito de sua antiga banda como também sobre várias outras bandas de rock.

A primeira delas foi sobre o Foo Fighters, o grupo liderado por Dave Grohl.

Não existem muitas pessoas que saem de sua banda consagrada e fazem sucesso por conta própria. Existem alguns. Você tem o Lionel Richie (Commodores), Phil Collins (Genesis), The Beatles, claro. Dave Grohl é um Deus, na minha opinião, eu venero aquele homem. Ele foi da maior banda do mundo [Nirvana] para montar uma banda ainda maior [Foo Fighters] e fazer dela ainda maior! Ele é o cara mais legal, na minha opinião.

Além disso, o músico ainda comentou que toparia ser membro de uma dessas bandas já “consagradas”.

Claro que sim, se o Aerosmith me ligasse eu aceitaria na hora. Porra, se o REO Speedwagon me ligasse eu também toparia, eu amo o REO Speedwagon. Porra, se Loverboy me ligasse eu toparia fazer uns shows.

Por último, Adler comentou sobre as decepções em torno da reunião do Guns N’ Roses.

Bom, era o dia 2 de Janeiro de 2016, e o Slash e o Duff me mandaram uma mensagem dizendo que queriam me encontrar e conversar comigo. Então eu fui até a casa do Duff e nós tivemos uma boa conversa breve. Eles me fizeram assinar um contrato ou sei lá só para que pudessem falar comigo, o que é legal; eu não ligo. Então, em Março eu fui ensaiar, e no segundo ensaio eu tive um problema na minha coluna. Mas eu só estive fora por dez dias.

Quando chegou na hora de fazer o show no Troubadour, eu estava pronto para tocar. Eu liguei para o Duff e falei ‘Cara, eu estou pronto. Posso fazer esses shows?’ Eles tinham o Troubadour e tipo, sete outros shows. E ele disse ‘Não, você não vai fazer parte disso’. E eu fiquei, tipo, ‘Vá se foder!’ e desliguei na cara dele. Daí eu liguei para ele de novo e disse ‘Me desculpa. Eu só estava com raiva de mim mesmo. Eu senti que arruinei isso para mim, e eu só estava falando coisas más para você porque eu estava me sentindo assim em relação à mim’.

Você sabe, eu estava tentando seguir em frente. E então em um dia, eu acho, 3 ou 4 de Julho, eles me ligaram e me disseram ‘Você quer vir para Cincinnati e Nashville?’ e eu disse ‘Sim. Quando?’ e eles ‘Amanhã’. Então, claro, eu entrei num avião, fui, consegui tocar com eles e foi ótimo. [Mas] não é a mesma coisa. Eu estava pensando que seria a mesma coisa que há 25 anos atrás, mas não ter Izzy [Stradlin] lá, e só tocar uma ou duas músicas [por noite], foi bem doloroso e triste para mim. E Richard [Fortus] é um guitarrista fenomenal — ele é um ótimo guitarrista — e a coisa mais louca é que, a três metros de distância, ele se parece muito com o Izzy. E eles me ligaram para ir… Eles disseram Japão ou Austrália ou Tailândia, e eu disse que não ia voar milhares de milhas para tocar apenas uma ou duas músicas.

Isso realça os rumores recentes de que o baterista teria sido cortado da reunião do grupo logo antes de começar os shows, mesmo estando em perfeito estado físico para tocar.

Na entrevista, Adler ainda mencionou que os empresários do grupo não permitiam que ele tocasse mais músicas por noite, mesmo estando disposto. “Eu começava a tocar uma outra música, e eles simplesmente cortavam o som… ‘Se manda, já acabou’, diziam”.

E o fato mais curioso disso tudo: Steven só conseguiu conversar com Axl Rose durante dez segundos durante os shows da turnê.

Eu só conversei com Axl por literalmente dez segundos. A primeira noite eu toquei com eles em Cincinnati, eu consegui um soquinho e um pequeno sorriso, e isso era bom o suficiente para mim. E então no Dodger Stadium [em Los Angeles], eu pude dar a ele um pequeno abraço, um aperto de mão, falei que o amava e que ele era muito foda e disse ‘muito obrigado por me dar essa oportunidade, foi muito legal’. E ele seguiu o rumo dele. E eu com a minha vida.

 

Comentários