
John Lydon, ex-vocalista do Sex Pistols, voltou a dar declarações polêmicas: desta vez, chamando Donald Trump de “o Sex Pistols da política”.
Em entrevista ao tabloide britânico The Mirror (via NME), o músico, também conhecido por seu alter ego Johnny Rotten, compartilhou histórias e opiniões sobre figuras políticas como Trump e Nigel Farage, além de relembrar um encontro caótico com o presidente americano.
O episódio com Trump aconteceu durante o VH1 Music Awards, ocasião em que Lydon compareceu com sua esposa, Nora Forster, falecida em 2023.
Eu tinha um programa chamado Rotten Radio e fui convidado. Minha linda esposa estava comigo. Trump chegou com Jennifer Lopez, e Nora pisou no vestido dela, rasgando a cauda – eles ficaram furiosos. Foi um fiasco maravilhoso. Trump é o Sex Pistols da política.
Na mesma entrevista, Lydon acrescentou que não teve uma boa impressão do ex-presidente: “Eu o encontrei uma vez e não gostei dele”. Ainda assim, o artista, conhecido por suas opiniões imprevisíveis, manteve um tom ambíguo, reconhecendo que Trump causa o tipo de alvoroço que sempre o fascinou.
Em seguida, o ex-Pistol falou sobre o político britânico Nigel Farage, líder do partido Reform UK, a quem comparou de maneira cômica:
Nigel Farage é como alguém que você encontra em um parque de diversões, dizendo ‘quer comprar um desses relógios?’
Vai e volta de John Lydon com Trump
As falas recentes de Lydon somam-se a uma longa trajetória de contradições políticas. Desde 2017, o cantor tem alternado entre elogios e críticas a Trump e a outros nomes da direita. Naquele ano, durante o programa Good Morning Britain, ele surpreendeu ao defender o Brexit, Farage e o presidente americano, afirmando que Trump “aterroriza os políticos” — algo que, segundo ele, “é um prazer de se ver”.
Apesar de admitir que havia “muitos problemas com Trump como ser humano”, Lydon chegou a dizer que ele poderia ser “um possível amigo”. Pouco depois, reforçou suas declarações, descrevendo o magnata como “magnífico” e “um gato entre os pombos”, expressão britânica usada para definir alguém que provoca confusão onde quer que vá.
Mais tarde, tentando conter as reações, o músico disse ter sido “mal interpretado”. Em entrevista à Virgin Radio, explicou que sua fala não era um endosso pessoal, mas uma defesa da estabilidade.
A América tem um novo presidente e, goste-se dele ou não, é preciso apoiá-lo — caso contrário, o país será destruído. As atitudes contra ele são burras e erradas.
Lydon também rejeitou acusações de racismo contra Trump: “Ele tem problemas sérios com dinheiro e negócios, mas chamá-lo de racista é errado. Não há provas disso, e até que haja, defenderei que isso é injusto”, declarou.
Durante as eleições americanas de 2020, o vocalista confirmou que votaria em Trump, dizendo que Joe Biden era “incapaz de liderar o país”.
Faz todo sentido votar em alguém que fala sobre pessoas como eu. Trump não é político — e isso é algo maravilhoso. Estamos cansados das ideias intelectuais da esquerda. Vocês falam bobagens e não entendem o povo em geral.
Mais recentemente, porém, Lydon parece ter mudado de tom. Em entrevista à NME no início de 2024, ele fez questão de esclarecer sua posição: “Ele é um dos homenzinhos mais horríveis que já vi. Nunca vou gostar dele. Votaria nele, mas é só isso”, afirmou, rindo da própria incoerência.
John Lydon no Brasil
Vale lembrar que, em abril de 2026, o músico desembarca por aqui com sua banda Public Image Ltd para um show único em São Paulo, no dia 8. A apresentação acontece no Cine Joia e os ingressos estão sendo vendidos por aqui.