Planet Hemp fala ao TMDQA! sobre a descriminalização da maconha no Brasil
Foto por Rodrigo Braga

Nesta última semana, o Brasil recebeu uma notícia impactante: em votação, o STF formou maioria para descriminalizar o porte de maconha para uso pessoal no Brasil. A conquista representa um passo importante na luta pela legalização, algo que o Planet Hemp faz desde que surgiu como uma das grandes bandas de sua geração.

Apesar do momento de celebração, os dois vocalistas do grupo, Marcelo D2BNegão, adotam cautela ao falar sobre o tema em entrevista com o TMDQA!. No papo exclusivo, BNegão explica que encara este momento como “um passo importante”, mas, ainda assim, apenas um passo:

Quando eu começar a ver, por exemplo, as pessoas que estão presas pela quantidade que foi definida serem libertadas, aí eu vou começar a falar, ‘Pô, está rolando. A gente tem uma reparação aí’.

A declaração do vocalista faz referência a uma das conquistas importantes da decisão, que é a definição de um valor para diferenciar usuário de traficante. O STF estabeleceu 40g da droga como o máximo que um usuário pode portar, mas vale lembrar que isso não significa que a maconha esteja completamente legalizada no país.

Não é o momento de esperar, por exemplo, que sejam abertas lojas como as que vemos em outros países, que comercializam legalmente a maconha e seus derivados. Nesse sentido, Marcelo D2 explica que o Brasil ainda está “muito atrasado”:

A gente precisa entender que o mundo inteiro já está lá na frante. Enquanto Brasil, a gente pode falar [que a decisão] foi interessante, mas enquanto mundo, a gente está bem atrás. Muito atrasado. […] Acho que a gente ainda tem muito pra ganhar. [Mas] eu ainda vou estar vivo aqui para ver a legalização da maconha no Brasil.

Você pode ver a fala de D2 e BNegão pelo vídeo ao final da matéria!

Planet Hemp fala sobre descriminalização da maconha no Brasil

Fazendo eco à fala de BNegão, D2 também mencionou a questão da reparação, pedindo pela soltura de quem foi preso com menos de 40 gramas:

A maioria [é de pessoas negras] jovens, de periferia, sabe? Porque branco, playboy, não é preso com menos de 40 gramas. Já estava descriminalizado pra eles.

A dupla ainda fala em um “dano” causado pela ilegalidade, e um “caminho muito grande para repará-lo”. Vale ressaltar que, assim como os músicos mencionaram, diversos países como Canadá, Estados Unidos, Holanda, Uruguai, Alemanha e mais já têm um processo mais avançado de legalização da droga, cada um com suas próprias regras e restrições.

Será que um dia veremos esses pedidos realizados por aqui?

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