25 anos de
Imagens: Divulgação

Muito tem se falado sobre os precursores do Nu Metal, gênero que bombou nos anos 2000 e está de volta com força agora, mas grande parte das pessoas se esquecem injustamente de uma banda que já fazia esse som ainda nos anos 1990: o Limp Bizkit!

Ao longo dos anos, a banda ficou marcada pelas atitudes e opiniões polêmicas do vocalista Fred Durst, mas há quase exatos 25 anos o grupo lançava uma das pedras fundamentais do Nu Metal com o álbum Significant Other.

Divulgado em 22 de junho de 1999, o disco chegou ao topo da Billboard logo na primeira semana ao vender quase 700 mil cópias, desbancando astros do Pop que estavam estourados na virada de século, como Ricky Martin, Backstreet Boys e Britney Spears.

Tanto sucesso se deveu justamente aos novos estilos que a banda incorporou, mudando do Punk e Hardcore do disco de estreia, Three Dollar Bill, Y’all (1997), para uma mistura de Metal e ainda mais Hip Hop, receita que transformaria o Rock nos anos 2000.

Limp Bizkit tentou se distanciar de bandas do Nu Metal

Curiosamente, o Limp Bizkit decidiu para seu segundo disco romper com o produtor Ross Robinson, o mesmo que havia trabalhado em sucessos do KoRn e do Slipknot, e convidar Terry Date, produtor conhecido por álbuns do Pantera e Deftones.

Depois de conseguir muita reprodução nas rádios com músicas como “Counterfeit” e “Faith”, cover de George Michael, o grupo de Fred Durst queria se distanciar das outras bandas do emergente Nu Metal daquela época.

Para isso, eles recusaram a oferta da gravadora Interscope Records para descansarem depois da longa turnê The Family Values, e decidiram voltar para o estúdio imediatamente para compor Significant Other.

Durst tinha uma missão em mente: escrever letras mais maduras depois de sofrer críticas por algumas temáticas misóginas presentes no álbum de estreia. Recém separado de sua namorada, ele fez algumas músicas de amor inspiradas nela, como “Nookie” e “Re-Arranged”.

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As participações estreladas de Significant Other

Outra característica fundamental de Significant Other são as colaborações. Para o single “N 2 Gether Now”, o Bizkit recebeu Method Man, lenda do Wu-Tang Clan, e convidou DJ Premier do Gang Starr para produzir a faixa.

Jonathan Davis, do KoRn, aparece na música “Nobody Like You”, enquanto Scott Weiland do Stone Temple Pilots não gravou seus vocais no disco, mas compareceu ao estúdio várias vezes para servir como “mentor” de Fred Durst.

Ainda foram gravadas parcerias com Les Claypool (baixista do Primus) em “The Mind of Les”, e até mesmo com Serj Tankian (System of a Down) e com o rapper Eminem, mas essas duas últimas acabaram não entrando no álbum.

Outras faixas de destaque de Significant Other são “Just Like This” e claro, a polêmica “Break Stuff”, que é atualmente a mais reproduzida da banda nos streamings, chegando a quase 1 bilhão de plays.

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A polêmica com “Break Stuff” no Woodstock 1999

O fatídico show do Limp Bizkit na reedição fracassada do festival Woodstock, em 1999, aconteceu justamente durante a turnê de Significant Other. Você provavelmente conheceu essa história bizarra num documentário lançado pela Netflix em 2022.

Acontece que o público, que já estava insatisfeito com a organização do evento, não pensou duas vezes quando a banda tocou “Break Stuff” (“quebrem as coisa tudo”, traduzindo pro português claro), e o festival descambou para a violência e até casos de assédio sexual.

Durante a quebradeira, Fred Durst foi ao microfone e pediu para que as pessoas não se machucassem, mas continuassem com o vandalismo. Depois, o vocalista tentou se eximir de culpa alegando que é impossível enxergar qualquer coisa na multidão de cima do palco.

De qualquer maneira, o Limp Bizkit seguiu firme e forte e pavimentou o caminho para Chocolate Starfish and the Hot Dog Flavored Water, disco que viria em 2000 com os maiores hits da banda.

No disco que tem “Rollin’ (Air Raid Vehicle)”, “Take a Look Around”, “My Way” e “My Generation”, a banda continuou trabalhando com Terry Date e trouxe ainda mais produtores para colaborar – mas isso é história pra outra hora.

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