Tom Filho lança seu single de estreia
Divulgação

Há cerca de oito anos, Tom Filho recebeu um balde de água fria ao ouvir que “não tinha cara de artista” durante um reality show musical que ele acreditou que poderia ser a porta de entrada para realizar o sonho de ser cantor.

O comentário se tornou um trauma para Tom, que no dia seguinte da ocasião pensou em desistir da música. Mas dificilmente ele conseguiria fazer isso com algo que estava em sua vida desde pequeno, quando cantava na igreja depois de se inspirar nos avós.

Os anos passaram, Tom viveu experiências em outras áreas do mundo artístico e, ao ter certeza que tinha algo para compartilhar com o público, ele tomou coragem e lançou seu single de estreia, “Juro Que Tô Bem (Não)”.

Ao TMDQA!, o cantor baiano revelou alguns detalhes por trás do lançamento da sua primeira música e revelou o que os fãs podem esperar das próximas músicas que vão integrar o EP que ele pretende lançar ainda este ano. Sobre a inspiração para seu single de estreia, ele disse:

É meio doloroso falar isso porque ‘Juro Que Tô Bem (Não)’ na verdade é uma música que veio de uma situação muito dolorosa da minha vida. Eu acho que a gente está aqui na vida pra viver, ter relacionamentos e se relacionar com pessoas amorosamente, afetivamente, e nelas a gente vai vivendo experiências às vezes boas, às vezes não tão boas, às vezes dolorosas. E como eu queria há muito tempo ter algo pra falar, pra poder entrar na música, acho que chegou esse momento.

No papo, o artista, que também é apresentador e produtor de conteúdo com centenas de milhares de seguidores nas redes sociais, falou sobre como os números que conquistou impactaram em seu lançamento como cantor e detalhou como espera ser reconhecido em sua trajetória na música.

Leia a entrevista na íntegra a seguir e confira o clipe de “Juro Que Tô Bem (Não)”, de Tom Filho, ao final da matéria!

TMDQA! Entrevista Tom Filho

TMDQA!: Oi Tom, tudo bem? Pra gente começar esse papo eu queria saber um pouco mais sobre a sua trajetória e entender quando foi seu primeiro contato com a música.

Tom: Oi! Na verdade meu primeiro contato com a música foi desde que eu nasci. Os meus avós são músicos, eles tocavam no coral da igreja e tudo mais. Eu fui apresentado pra igreja já cantando. Meus avós cantaram pra mim e eu fui crescendo e, com quatro anos, eu me apresentei, já grandinho, pra todo mundo, cantando também.

Então eu fui crescendo e fui meio que desenvolvendo isso com os meus avós. Fui aprendendo as técnicas que eles já sabiam, que eles praticavam na igreja, os corais de fim de ano, eu participava de todos. Eu lembro que eu já estava em Salvador, então eu voltava pra Jequié no fim do ano só pra poder fazer o coral. Eu ficava na frente do coral. Então desde sempre eu fui crescendo e fui desenvolvendo isso. Desde muito, muito, muito, muito tempo.

TMDQA!: E antes de você se dedicar a música, eu vi que você apostou na criação de conteúdo e foi um dos apresentadores recentes de uma versão do Art Attack, um programa super conhecido da Disney. Em que momento você decidiu se lançar como cantor?

Tom: Eu passei por uma situação há oito anos em que eu estava nesse sonho de ser cantor. Sempre foi o meu primeiro amor. Eu participei de uma audição de um reality, na qual o jurado virou pra mim e disse que eu não tinha cara de artista. E depois daquele dia eu desisti total. Foi um trauma pra mim. Eu tinha juntado todas as minhas economias pra poder vir pra São Paulo, pra poder fazer parte desse reality musical.

E aí, oito anos depois, eu tive essa coragem de começar a fazer música. Mas eu tinha prometido pra mim há alguns anos que eu só ia entrar na música quando eu tivesse algo pra falar. Eu já estava na verdade no mundo da música, mas tinha dado essa pausa de oito anos, mas aconteceu e foi muito especial. Eu quero ser muito conhecido justamente por isso… por ser um artista que tem algo pra falar e não que só quer lançar um hit, entende?

TMDQA!: Falando sobre seu single de estreia, “Juro Que Tô Bem (Não)”, queria que você me contasse um pouco sobre sua inspiração para essa música.

Tom: É meio doloroso falar isso porque “Juro Que Tô Bem (Não)” na verdade é uma música que veio de uma situação muito dolorosa da minha vida. Eu acho que a gente está aqui na vida pra viver, ter relacionamentos e se relacionar com pessoas amorosamente, afetivamente, e nelas a gente vai vivendo experiências às vezes boas, às vezes não tão boas, às vezes dolorosas. E como eu queria há muito tempo ter algo pra falar, pra sim poder entrar na música, acho que chegou esse momento.

“Juro Que Tô Bem (Não)” faz parte de um projeto visual que está vindo aí, é um projeto grande e bem caro, no qual eu conto uma história que tem uma linha do tempo que vai se explicando no decorrer dos clipes sendo lançados. Então, o clipe de “Juro Que Tô Bem (Não)”, especificamente, é um clipe que conta uma história que as pessoas às vezes até não vão entender, porque justamente essa é a ideia. O projeto visual é um projeto que é picotado, e as pessoas vão entendendo no decorrer do tempo do que se trata.

Mas é uma história que deu errado, uma história triste, que deu errado com certeza.

TMDQA!: Você comentou na divulgação sobre os easter eggs presentes no clipe. É algo que as pessoas vão conectando aos poucos com os lançamentos? É essa a estratégia?

Tom: É, essa é a ideia sim. Eu revelei nas minhas redes sociais que o clipe de “Juro Que Tô Bem (Não)”, por exemplo, tem sete easter eggs e inclusive na letra a gente tem alguns easter eggs que dizem do que eu estou falando e sobre o que se trata. O clipe em si é um clipe que meio que traz esses easter eggs que as pessoas muitas vezes não vão entender de primeira, mas é essa a ideia.

Eu quero ser um artista que chamam de mastermind, que são aqueles artistas que gostam de falar através de mensagens subliminares. Eu acho muito interessante isso. Os artistas que eu acompanho e que sou muito fã trabalham muito isso, essa coisa de mensagem subliminar e falar através da música.

Assim como os artistas que eu admiro, eu nunca fui muito fã de falar sobre o que se trata muito especificamente; acho que é um trabalho de quem está consumindo o produto, o projeto e tudo mais. Enfim, eu acho que é algo divertido. Os easter eggs são uma coisa divertida que não morre ali, as pessoas vão consumindo e entendendo no decorrer do tempo.

TMDQA!: Você falou sobre isso de ser um trabalho das pessoas que estão ouvindo e eu acho que, ao mesmo tempo que você fica vulnerável, porque você está tratando de um assunto que pra você foi delicado, cada pessoa pode interpretar de uma forma e relacionar com um momento da vida dela própria, né?

Tom: Com certeza. Já estou recebendo teorias que fazem ou não sentido com a minha proposta. E é essa a ideia. Eu acho que pra mim é muito mais interessante. Eu odeio quando um artista chega para o público e fala, “Olha, eu estou falando sobre isso aqui. Isso aqui é sobre isso aqui”.

Eu acho que perde um pouco a vibe. Eu acho que também tira muito a visão que aquela pessoa que está consumindo aquele produto, ou aquela música, ou aquele trabalho, pode ter. Então eu acho que essa é a melhor parte pra mim, com certeza… dá trabalho fazer os easter eggs. Dá muito trabalho, é caro, mas vale a pena!

TMDQA!: Tom, “Juro Que Tô Bem (Não)” vai fazer parte de um EP de seis músicas e eu queria saber quais são as bandas e artistas que te influenciam e quais deles foram referências para esse primeiro single e para o EP no geral.

Tom: Então, na verdade, os artistas que eu sou muito fã não foram exatamente referências no sentido do estilo da música, justamente porque é um peso muito grande.

Eu sou muito fã da Billie Eilish, eu sou muito fã da SZA, eu sou muito fã do Jão e são três artistas diferentes, e que você é tão fã a ponto de ter medo de conseguir chegar muito perto ou fazer algo que se assemelha ao que eles fazem, porque a minha proposta sempre foi ser diferente. A minha proposta sempre foi ser um novo artista de fato, um novo som. E é de fato.

Eu juro que também é um som muito experimental, eu diria. É um som que pode agradar ou não. Então, tem seus amores, tem seus haters, é isso, essa é a ideia. Eu prefiro mil vezes fazer algo que me agrada, que eu acho que é diferente, que eu sempre quis. Eu prometi pra mim mesmo que eu ia fazer algo diferente, fazer algo interessante, e estou muito feliz com o resultado e com o que está por vir também.

TMDQA!: Você é um cara com bastante estilo, como a gente pode ver tanto no clipe como em suas publicações. Como você define sua relação com a moda? Isso é algo que você pretende manter sempre presente em seus lançamentos musicais?

Tom: Cara, eu sou muito apaixonado por estética, visual, de roupa mesmo. Eu gosto muito de me vestir bem. Eu já me vesti de uma forma muito mais elaborada quando eu trabalhava só com criação de conteúdo. Eu acho que hoje, trabalhando na música, eu não sei se eu quero servir tanto. Eu sempre penso em possibilidades e todas as vezes que, por exemplo, os meus artistas favoritos não se preocuparam 100% com a estética de roupas, sempre foi uma música, um trabalho, um projeto que trouxe algo memorável pras pessoas, entende?

Eu sei que as roupas são coisas que ficam na cabeça também, dependendo do que você vai fazer, do que você vai usar, mas eu acho que essa não é a minha proposta, pelo menos para esse projeto visual. Claro, eu quero me vestir bem ali e acolá e tudo mais, mas talvez essa não seria a proposta. Eu acho que eu quero mostrar muito mais da minha vulnerabilidade como artista. Eu acho que isso vai me conectar muito mais, do que o que eu estou vestindo.

Eu acho que no pop a gente tem muito isso, né? Na música pop isso é a prioridade dos artistas. E eu acho que, dessa vez, acho que não é a minha prioridade. Talvez eu sirva, não sei, pode acontecer, mas essa não é a minha prioridade.

TMDQA!: Com relação aos próximos lançamentos, o que o público pode esperar da sonoridade desta primeira fase da sua carreira?

Tom: O que eu posso dizer é que eu diria que a minha identidade é nostalgia. Eu gosto muito de trabalhar essa coisa da nostalgia. Se você perceber em todo DNA, identidade da música, você vai sentir muito essa coisa da nostalgia, essa coisa dos sintetizadores. Eu amo sintetizador, eu amo, eu acho que é algo que a gente vai ver muitíssimo por aí nos meus próximos trabalhos.

O meu próximo passo já está pronto, inclusive. A gente já tem o nome da música, a gente já tem a música pronta. E já estou pronto pra, enfim, caminhar para esse próximo passo. Mas sim, essa é a ideia: música pop com essa pegada nostalgia, com essa coisa dos sintetizadores. Eu amo isso e eu quero com certeza trabalhar nessa vibe, sabe?

TMDQA!: Pra você que já tem um número considerável de seguidores nas redes sociais, como isso pode te ajudar neste primeiro momento da sua carreira? Você já tem percebido o apoio desses fãs?

Tom Filho: Bom, eu acho que esse sempre foi o foco. Eu acho que como eu não consegui com o meu primeiro sonho, com meu primeiro amor, que era a música há oito anos, eu fui me identificando com a fotografia, por exemplo, que é algo que está muito próximo da estética visual.

Eu sempre fui apaixonado por clipes e a ideia era chegar perto. Eu comecei com a fotografia e fui conquistando um público no decorrer do tempo, e com o tempo também foi chegando algo muito mais importante que era me conectar com as pessoas. Então eu mudei o meu conteúdo.

Hoje, por exemplo, eu faço humor nas minhas redes sociais. Eu posto muita coisa, muita bobagem, mas eu sinto que hoje eu me conecto muito mais e essa sempre foi a minha intenção. Consegui o meu público, consegui me conectar com o meu público, para que assim eu possa, enfim, partir para uma profissão que eu quero fazer um dia, que seria a música, com certeza.

Eu acho que com certeza isso é a coisa mais importante do mundo pra mim. Eu só tive resultados expressivos na minha primeira música porque eu já tinha um público que estava comigo, estaria comigo independente do que eu fizesse. Então isso foi muito importante.

TMDQA!: Tom, muito obrigada pelo papo. Eu te desejo muito sucesso e deixo o espaço livre para você deixar um recado aos nossos leitores.

Tom Filho: Cara, muito obrigado! É muito bom a gente ver que tem pessoas que estão disponíveis pra ouvir outras coisas, pra ouvir novos artistas. A gente precisa disso, a gente precisa de oportunidade, de portas. Eu acredito muito no meu potencial, no meu futuro, mas eu acho que tudo faz sentido quando a gente vê que uma pessoa estende a mão assim pra gente, abre portas.

Então, muito obrigado pra galera que está lendo, que está consumindo essa entrevista. Eu espero que vocês possam também consumir a minha música. Muito obrigado a você por tirar esse tempinho pra conversar comigo e entender um pouco mais sobre esse projeto. Pra mim é muito importante e, enfim, espero que vocês gostem. “Juro Que Tô Bem (Não)”, disponível em todas as plataformas digitais. Sempre quis falar isso!

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