Foto por Rodolfo Magalhães

Rapper é o novíssimo EP de MC Soffia. O trabalho chega via selo Boia Fria Produções, após o single/clipe “Novinha da Lancha“, e marca uma fase importante na carreira da cantora paulista.

Segundo a artista, que despontou ainda criança, seu amadurecimento vem sendo acompanhado pelo público lançamento a lançamento. Agora com 18 anos, MC Soffia explana de modo especial o que motivou a feitura do novo registro — produzido por Lukinhas e Gondim.

Estou sempre inovando, cada vez que escrevo uma música o objetivo é que meu público se identifique com o que eu penso, a partir do desejo deles. […] Pensei em músicas que vão causar nas pistas, a galera vai dançar muito, divertir-se e se identificar.

 

Gabriellê

Gabriellê
Foto por Sthefany B.

Nome promissor no R&B brasileiro, Gabriellê lança seu álbum de estreia, Bugada, via selo Gaba Music. O disco traz participações de nomes como Brisa Flow, Ryane Leão, Ingrid Martins e Lili Black, e tendo como fio condutor escancarar o racismo sofrido pela mulher negra.

Com produção de Filipe Gomes e Arielly Porto, Bugada propõe uma profunda reflexão sobre o que o sistema impõe às pessoas negras e periféricas. Ao longo do trabalho, Gabriellê expõe os efeitos do racismo como a depressão, ansiedade e altos índices de suicídio dentro da juventude negra, como conta a cantora:

Esse disco é sobre matar o algoz da nossa própria mente. É sobre ser a falha do que os outros esperavam que nós fossemos e assumir o lugar de protagonistas das nossas próprias existências. É dar um reset. É insistir na teimosia de ser feliz, mesmo quando o mundo e as regras não jogam a nosso favor. É honrar o compromisso com nossos ancestrais, que deram a vida e sangue para que hoje nós possamos sonhar e realizar.

 

Ana Preta

Ana Preta
Foto por Felipe Romão

Ana Preta não brinca! A artista divulgou recentemente o seu disco de estreia, auto-intitulado. Com rimas fortes e flow afiado, a cantora, compositora e produtora paulista vai do romance ao confronto, passando ainda por temas como o racismo.

Ao longo das 11 faixas que compõem o registro — todas de sua autoria —, a artista visita variadas referências da música preta de ontem e de hoje. Para somar formas, o álbum Ana Preta traz participações de Thaíde, Arnaldo Tifu, Funk Buia, Déborah Crespo, Rose MC e Ieda Hills.

Com vários anos na estrada e experiência de sobra, Ana Preta não se intimida ao colocar na rua este que é seu primeiro — e muito suado — álbum oficial e avisa: “Eu sou uma preta nega linda, com pouco eu faço muito ainda”.

Anis de Flor

Anis de Flor
Foto por Matheus Trindade

Mais uma estreia na nossa lista! Anis de Flor apresenta FÉRTIL, o seu primeiro disco de estúdio. Fruto do aquilombamento físico, psíquico e espiritual, o debut nasceu da necessidade de narrar e transmutar as suas vivências e experiências como mulher negra e indígena no sul do Brasil.

Editado pela Lab Fantasma e produzido por Dessa Ferreira, o álbum é também um espaço que carrega em si a potência da denúncia. Realizado por uma equipe protagonizada por pessoas negras, o registro une afrobeat e afrobrasilidades, e conta com participações de Marissol Mwaba, François Muleka e Alegre Corrêa. Sobre o lançamento, Anis de Flor comenta:

Com ‘FÉRTIL’ eu aposto muito na força de expressão, na escolha de não mais calar e sim, dar voz à mim mesma, à minha jornada e aos lugares que muitas vezes me são negados. Quando comecei a escrever, não fiz isso com a intenção de transformar em música, mas aos poucos fui entendendo que uma coisa não se separava da outra, principalmente quando você reconhece sua existência como política, e se dá conta de que compartilhar suas impressões sobre as coisas pode ser acalanto e força para quem ouve e se identifica.

 

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