Luisa e os Alquimistas
Foto por Ruda Mello

Perto de lançar um novo álbum, Luísa e os Alquimistas segue preparando o terreno para a chegada do trabalho com ótimos singles. Recentemente, foi a vez de conhecermos a faixa “Pedacinho do Céu“, que traz uma pegada de som de paredão.

A canção foi feita para dançar e rebolar, e reforça a chegada de uma nova fase da banda. Um dos nomes mais versáteis da música brasileira, o grupo potiguar vem apresentando novas facetas artísticas e costurando caminhos estéticos que valorizam a sonoridade eletrônica.

Com produção musical assinada pelos alquimistas Pedro Regada e Gabriel Souto, “Pedacinho do Céu” mistura uma atmosfera tropical, sensual e dançante. A vibe dialoga com as composições da frontwoman, Luísa Nascim — que traz o “speed flow” como um dos elementos de destaque na produção. Sobre as influências que permeiam a novidade, a cantora comenta:

Nessa faixa podemos encontrar as referências do típico som de paredão, principalmente da Paraíba, que é a cidade natal do alquimista Regada, e um dos produtores da faixa. Esse single chega com a estética dos anos 2000 com uma sonoridade pop mesclada com as múltiplas vertentes do brega, além do indie e o rock.

Essa é a segunda amostra do novo disco de Luisa e os Alquimistas, que será intitulado Elixir. Assim como no single anterior, “Guapetona”, em “Pedacinho do Céu” Luísa também fala sobre uma paquera, através de uma poética que explora as gírias do Rio Grande do Norte.

Gaivota Naves

Gaivota Naves
Foto por Arnaldo Saldanha

Com mais de uma década de carreira, consolidada junto às bandas Joe Silhueta e Rios Voadores, a compositora, cantora, letrista e atriz Gaivota Naves é conhecida na cena autoral e independente por seu timbre vocal potente e sua atuação performática.

A artista agora investe em seu projeto solo, onde relata o impulso de transformar a jornada individual em um momento de criação. Os caminhos dessa nova fase são abertos pela música “DOIS“, primeiro single do EP de estreia CONCRETUTOPIA – Neoconcreto.

A faixa recebeu um videoclipe dirigido por Luna Colazante. A estética do filme bebe da fonte do expressionismo alemão, como o cinema de vanguarda da diretora ucraniana Maya Deren, o estilo cinematográfico e a fotografia experimental de Man Ray, bem como referências brasileiras, como o filme documentário de Vladimir Carvalho, “Conterrâneos Velhos de Guerra”, e “Deus e o Diabo na Terra do Sol”, de Glauber Rocha.

A narrativa de “DOIS” vem de um local da não compreensão. Do foco, do desfoco, do ir, do ficar, do pertencimento ou do não pertencimento. Fundamentado nisso, apresenta uma cidade — Brasília — disforme e marcada pelos seus ângulos retos, em uma dor sobre deixar ir algo que lhe é importante, mas que ao mesmo tempo já não faz bem, reflete Gaivota:

Às vezes, sentimos nossa alma com ângulos muito agudos. O clipe vai se desenvolvendo nesta jornada, que é um convite a caminhar pela cidade, pela história, pela memória, e, por essa cidade que vai se abrindo e se fechando através de uma perspectiva sentimental. ‘DOIS’ carrega consigo algo muito lindo, da câmera pessoa, que a Maya Deren traz, do corpo como um pilar para uma organicidade dentro da câmera.

CONCRETUTOPIA – Neoconcreto nasce da vontade de transformar, de ocupar o espaço; trata-se de uma reapropriação. O princípio de tudo parte da música “DOIS”, o primeiro single e a música mais intimista. A canção aborda a tomada de consciência da unicidade, do eu para além do eu, da vontade de existir e pertencer no mundo, na cidade, enquanto ser humano, potência, narrador e autor da própria história.

Marina Mathey

Marina Mathey
Foto por Ferrerin

Boneca Pau Brasil” é o mais novo single da artista multimídia Marina Mathey. A canção traz ecos de inspiração nos movimentos modernistas brasileiros, numa provocação crítica e de revisão do legado deixado pela Semana de 22 — evento histórico e que este ano completa seu primeiro centenário.

A faixa dá título ao álbum de estreia da carreira autoral de Marina, que será lançado em breve. Segundo a cantora, a escolha de “Boneca Pau Brasil” como primeiro single se deu pela história da música, a primeira composta por ela pensada especialmente para este trabalho:

Quando escrevi esta letra estava inspirada na obra da poeta Ave Terrena e a partir daí me debrucei sobre alguns temas específicos, como essa ideia do extrativismo sexual, do corpo travesti e como isso se intersecciona dentro da cultura brasileira.

Depois que a compus, pensei também numa conexão dela com o manifesto da poesia pau-brasil, essa ideia da antropofagia e acredito que por isso a letra também foi tomando essa perspectiva mais crítica e não tão celebrativa do modernismo brasileiro.

A novidade chegou acompanhada por um videoclipe dirigido pela própria artista em parceria com Christian Pentagna. De acordo com Marina, o intuito do filme foi o de criar “uma boneca pós cirúrgica, toda transformada e operada, o que revela um processo paradoxal: o quanto a gente se transforma para agradar os outros? Quanto disso é pelo nosso próprio agrado?”.

“Boneca Pau Brasil” tem produção musical de Amanda Magalhães, que também assina a direção musical do disco homônimo. Na produção do single, Marina Mathey dividiu os processos inventivos com Amanda, e o resultado é uma sonoridade fluida e irreverente. O arranjo é de Marina em parceria com Rodrigo Zanettini.

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