Max Cavalera e Iggor Cavalera trazem turnê de Roots para o Brasil
Foto por Jim Louvau

A reunião do Pantera segue dando o que falar e Max Cavalera fez comentários sobre o novo projeto de Phil Anselmo e Rex Brown recentemente em uma entrevista.

Na conversa com a Metal Hammer (via Blabbermouth), o brasileiro foi questionado sobre o tema uma vez que tem feito algo relativamente parecido nos últimos tempos, saindo em turnê com o irmão Iggor Cavalera para tocar clássicos do Sepultura. Em sua resposta, ele comparou os dois projetos e explicou:

É uma questão delicada, cara. Por um lado, [acho legal]. Mas aí às vezes eu penso que se fosse como se eu e o Igor tivéssemos morrido e alguém continuasse sem a gente, eu não sei como eu me sinto sobre isso. Não tenho certeza de que eu gostaria disso. É algo difícil. Ao mesmo tempo, sabe, as pessoas querem ouvir essas músicas. Os fãs merecem ouvir essas músicas.

Apesar de deixar clara essa opinião de que os fãs é que devem ser priorizados em projetos como esses, Max também ressaltou que essa iniciativa não muda em nada sua visão de uma possível reunião com o Sepultura:

Não [vai rolar]. Estou bem com o que fizemos e muito feliz com a reação. É uma questão diferente entre a gente e o Pantera; eu não tenho certeza de quem fundou o Pantera e tudo mais, mas o Sepultura era eu e o Igor. Mas se eles fizerem da forma como nós fizemos, bom, tudo bem, sabe? Acho que fizemos justiça com as músicas, as tocamos da melhor forma que elas podem ser tocadas e as pessoas estavam completamente satisfeitas quando vieram nos ver. Nesse ponto da vida, eu estou satisfeito tendo um pé no passado tocando esses discos antigos e outro no futuro fazendo coisas como [o novo disco do Soulfly,] ‘Totem’ e o Killer Be Killed. Eu quero ter as experiências dos dois lados.

Em tempo, Totem, novo disco do Soulfly, chegou às plataformas digitais nesta sexta-feira.

Max Cavalera já havia falado sobre reunião do Pantera

Vale lembrar que, no mês passado, Max já havia conversado com o podcast Talk Toomey sobre a possível reunião do Pantera. Na ocasião, ele também comparou a situação com a que vive ao lado do irmão e disse:

Você meio que pode [fazer as mesmas críticas] sobre as nossas coisas porque não são os quatro caras originais juntos, mas é o mais perto que vai chegar disso e é muito bem feito. Mas, sim, estou empolgado. Os discos [do Pantera] são tão bons, eles têm tantos fãs, e eles devem ser ouvidos. E descansem em paz, Vinnie e Dime, mas se for feito do jeito certo com o coração no lugar certo, porra — eu estou muito dentro. Eu acho que seria ótimo.

Essa nova geração, eles abraçam essas coisas. Então essas músicas não ficam ultrapassadas. Não é o tipo de coisa que com o tempo só perde a validade, fica fora de moda. Não acontece isso com essas músicas. Então, acho que todos esses discos são assim. E, claro, o Pantera está na mesma veia com o ‘Far Beyond Driven’, ‘Cowboys From Hell’ — são uns discos bons pra caralho, cara. As pessoas querem ouvi-los. Acho que é legal. Deve ser divertido.

Por enquanto, ainda não há nenhuma novidade sobre as datas dos shows do Pantera, que terão Zakk Wylde (Ozzy Osbourne, Black Label Society) na guitarra e Charlie Benante (Anthrax) na bateria, mas a expectativa é de que as apresentações aconteçam já em 2023.

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