João Gordo no Mais Que 8 Minutos
Reprodução/YouTube

Sempre cheio de histórias pra contar e sem papas na língua, João Gordo foi convidado recentemente para participar do podcast Mais Que 8 Minutos, de Rafinha Bastos, e trouxe alguns relatos fortes sobre a sua relação com a música.

Logo no começo do programa, o vocalista do Ratos de Porão voltou às suas origens e lembrou dos tempos de colégio, exaltando o Rock, o Heavy Metal e o Punk como responsáveis por terem “invertido” os papéis na sua vida; até então, ele lidava com piadas por ser “o gordinho da lancheira cor-de-rosa” e, depois disso, conta que foi ele quem passou a praticar bullying.

Questionado sobre o exato momento em que criou esse forte laço pela primeira vez, Gordo respondeu:

Nos anos 70, o Rock and Roll — antes da Disco — era uma realidade. Você escutava Rita Lee no rádio, escutava Raul Seixas, escutava Zé Rodrigues, escutava um monte de coisa que era Rock. […] Na rádio tocava Rock, na rádio AM. Tocava Suzi Quatro, tocava Led Zeppelin, tinha a rádio Excelsior — ‘Excelsior, a máquina do som’ — e rolava o Rock.

Depois que pintou a Disco, aí fodeu tudo. Na Globo tinha um programa, que era de sábado, e chamava Rock Concert. Duas horas da tarde, quem apresentava era o Nelson Motta. Era uns bagulhos gringos, de banda gringa lá dos Estados Unidos, uns shows ao vivo. Sábado duas da tarde! […] Então, naquela época, já tinha assistido [ao] Kansas, [ao] UFO. Eu gosto de UFO desde que eu sou criança!

No ginásio eu comecei a conhecer os caras que tinham os discos, eram roqueiros. Aí via os caras mais velhos andando com o disco do Queen debaixo do braço, o ‘News of the World’, aquele do robô que era uma capa impactante, os Led Zeppelin, KISS… Aí quando eu conheci KISS meio que fodeu, né. Comecei a desenhar Gene Simmons em tudo que é lugar, nos cadernos e tudo. E meu pai, PM, meio doido, me enchia de porrada. Eu pintava as camisetas, ele ia lá e rasgava.

Após brincar com um fundinho (fundão?) de verdade sobre como o Rock “fodeu tudo” em seus estudos, o vocalista deixou claro que nem imaginava que poderia construir uma carreira na música mas voltou a declarar sua paixão pelo Punk.

Somando a isso, trouxe uma polêmica fala sobre como lidou com as coisas quando, de fato, se viu transformado em um “roqueiro profissional”:

Você perguntou pra mim se eu achava [que ia viver disso]. Eu nunca achei. No momento que você vira ‘roqueiro profissional’, o objetivo é só se drogar e ouvir música. A banda é uma consequência disso tudo, eu acho. Abriu o inferno pra mim!

Você pode ver as falas de João Gordo pelo vídeo ao final da matéria.

João Gordo

Em diversos momentos do papo, incluindo quando aborda esse tema de suas origens no Rock, Gordo destaca que mais histórias do tipo estão disponíveis em seu livro.

Você pode encontrá-lo neste site.

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