Lucas Gonçalves
Foto por Davi Guedes

Os últimos dois anos foram bastante produtivos para Lucas Gonçalves. Afastado dos palcos devido à pandemia da COVID-19, ele, que integra as bandas Maglore e Vitreaux, aproveitou para produzir e lançar seus dois primeiros álbuns solos.

O mais recente deles é Verona, que chegou em Setembro de 2021. Dentro da viagem por estradas de terra, rodovias e paisagens que Lucas Gonçalves propõe nas letras e nos climas do álbum, está escondida uma outra jornada: a dele com os amigos Davi Guedes, Felipe Vieira e Pedro Rocha rodando de carro por Passa Quatro (MG) e adjacências em busca de cenários que pudessem compor a foto de capa do disco.

Essa aventura ainda resultou na produção do videoclipe de “Subir a Serra (saudade é que nem neblina)“, dirigido por Davi Guedes. O lançamento veio no último 23 de Março – dia, aliás, em que Lucas completou 30 anos.

O artista passou boa parte da infância e adolescência em Passa Quatro, que acabou se tornando uma espécie de ‘tema’ de Verona. Logo, era natural que o clipe trouxesse imagens desta região tão importante na história do músico e compositor. Segundo ele, algumas locações foram planejadas, mas outras foram aparecendo conforme eles rodavam o entorno da cidade:

O Davi começou a fazer uns takes durante a nossa procura pela paisagem. Alguns a gente fez perto do alto da serra, mas descendo um pouquinho, em direção ao Vale do Paraíba. Tinha alguns lugares que eu já sabia que íamos parar, lugares da minha infância, ou que às vezes parávamos para beber água…

Além de paisagens naturais deslumbrantes e estradas que carregam de Opalas a caminhões, o clipe traz cenas do mítico Balcão do Vinagre (mais conhecido como Bar do Paulão), um ponto boêmio clássico de Passa Quatro que Lucas frequenta até hoje, e onde ele aprendeu a escutar parte do cancioneiro que formou seu gosto musical.

O vídeo de “Subir a Serra (saudade é que nem neblina)” tem, portanto, os mesmos ingredientes que produziram o álbum e a sua capa: Passa Quatro, seus lugares, as memórias, os amigos e a música.

Nath Rodrigues

Nath Rodrigues
Foto por Studio Tertúlia

A cantora, compositora e multi-instrumentista mineira Nath Rodrigues começa a trilhar o caminho em direção ao seu novo álbum com o single “Verso de Céu“. A música marca o primeiro lançamento da artista pelo selo Macacolab – braço da produtora A Macaco.

Composta em parceria com a também musicista Táskia Ferraz, a novidade faz um brinde ao xote, ritmo musical dançante que percorre os forrós pelo país. Segundo Nath, “essa catarse corporal é um pouco do que o nosso tempo tem pedido”:

A Táskia me apresentou um trechinho dessa canção e me sugeriu que a completasse. Ouvindo a harmonia e também o ritmo, que já era um xote, fiquei com vontade de contar uma história, de tramar um enredo e de criar imagens. É minha forma favorita de criar.

Para construir a crônica de “Verso de Céu”, ela escolheu como personagem Idalina, figura simbólica nos cânticos de capoeira. “Idalina é uma mulher encantada, é do corre, é festiva, é um pouco de mim e das pessoas que convivo, principalmente mulheres”, explica a cantora.

Seguindo a ideia do produtor musical CIDO, Nath incorporou ao xote da canção um saxofone tenor, trazendo um refresco lúdico ao arranjo. E é essa melodia que embala Idalina a descobrir os encantos da cidade ao longo da faixa.

Intitulado Fio, o segundo disco solo de Nath Rodrigues está previsto para chegar ainda este semestre. A artista conta que o single “Verso de Céu” faz a ponte de transição entre o debut e o novo álbum:

Ainda que eu não tenha planejado conscientemente, ‘Verso de Céu’ é o fio conector entre os dois álbuns. Ela abre as portas para apresentar como as referências do meu último trabalho se transformaram e propuseram coisas novas.

Mariana Cavanellas

Mariana Cavanellas
Foto por Rafa Chernicharo

Perto de lançar a realtape Kintsugi, a cantora e compositora mineira Mariana Cavanellas divulgou o segundo single do trabalho, “Tão Bom“. A faixa, que traz os beats de Faew, já está disponível nas principais plataformas digitais.

Com prelúdio de Baden Powell e sample de “Curi Curi”, de Milton Nascimento, a música fala sobre a esperança no afeto e aponta a importância de se ter um porto seguro. “Pisar no freio e abraçar os amigos e amigas, e também os familiares, é nutriente pra se manter viva“, afirma a cantora.

Muitas vezes passamos por situações tão difíceis que só quem é íntimo saberá nos fortalecer, os olhos que veem de fora não sabe quase nada, aliás, julgar sabem muito bem.

No período mais caótico da minha vida a ‘nave espacial’ chegou e conseguiu me relaxar e me colocar em um estado de espírito do descanso: com muito carinho e nenhuma cobrança. Estúdio é isso: curso de cura. Individual e coletiva.

Fundadora das bandas Rosa Neon e Lamparina e A Primavera, Mariana Cavanellas é um nome de tamanha importância para a cena cultural de Belo Horizonte. A artista vem deixando obras interessantíssimas para o mundo. Versátil, independente e experimental, Cavanellas já gravou com FBC, Djonga, Flaira Ferro, Marina Sena, Hot e Oreia e Tropkillaz.

Kintsugi tem lançamento marcado para Abril. Vale a pena ficar de olho!

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