LimeWire
Crédito: reprodução

Quem viveu a adolescência nos anos 2000 deve se lembrar muito bem do LimeWire, serviço de compartilhamento ilegal de arquivos digitais que, assim como alguns outros, fazia bastante sucesso na época.

Pois saiba que ele está de volta, mas com características um tanto modificadas. Para começo de conversa, o novo LimeWire, com lançamento programado para Maio, será uma plataforma legalizada, segundo informou a Line of Best Fit.

Além disso, seu conteúdo será voltado totalmente para o mercado de NFTs — algo que tem gerado muito lucro para diversas pessoas e empresas. Sendo assim, o serviço vai permitir que fãs e artistas criem e vendam ativos digitais em tokens não-fungíveis focados no setor de músicas.

Desenvolvido sob a liderança dos irmãos Paul e Julian Zehetmayr, o LimeWire versão 2022 será usado tanto por consumidores de NFT como por quem ainda não conhece a tecnologia. Assim como acontece nos famosos marketplaces de artes digitais, a ideia é comercializar NFTs como fotos, vídeos e álbuns com músicas exclusivas.

Pela legalidade do processo, o pagamento poderá ser feito com cartão de crédito, criptomoedas ou transferência bancária através da plataforma da Wyre, também usada pela OpenSea. Apesar de estrear só daqui a dois meses, já é possível colocar o nome na lista de espera da LimeWire para ter acesso antecipado à comunidade.

Será que vale para matar a saudade?

Fechamento do LimeWire

O LimeWire permitia a troca de arquivos entre pessoas (no sistema peer-to-peer) quando ainda nem se sonhava com as facilidades hoje permitidas pelos serviços de streaming ou plataformas de vídeo.

Naquele tempo, quem queria escutar música ou assistir alguma série/filme utilizava a barra de busca no serviço para encontrar arquivos disponíveis nos computadores de outros usuários, sem qualquer consentimento das companhias donas daqueles conteúdos.

Em 2010, o LimeWire foi derrubado por uma decisão do juiz Kimba Wood, que alegou que o serviço e seu fundador, Mark Gorton, infringiam leis de copyright. No ano seguinte, Gorton concordou em pagar a 13 gravadoras um total de US$105 milhões (mais de R$500 milhões) em acordo feito fora dos tribunais.

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