Uma das mentes mais brilhantes e complexas da música, Nick Drake lançava há 50 anos a sua obra prima, intitulada Pink Moon.

Em fevereiro de 1972, Nick precisou de apenas dois dias de gravação que resultaram em 11 faixas curtas e 28 minutos de duração com apenas voz, violão e piano, fazendo nascer ali um verdadeiro clássico.

O momento da vida pessoal de Drake foi completamente refletido no trabalho, trazendo à tona letras emocionantes e um tanto quanto confessionais nos arranjos de violão que deixavam ainda mais evidente o já conhecido talento como instrumentista do artista.

Nick Drake e o confessional Pink Moon

Aos 24 anos e após os lançamentos de Five Leaves Left (1969) e Bryter Layter (1970), Nick Drake atravessava problemas sérios relacionados à depressão, incluindo visitas ao psiquiatra e o uso constante de medicamentos que foram levando o artista para um caminho de isolamento, culminando com a recusa da realização de shows e demais ações de divulgação do álbum.

Nick expôs no soturno disco muitas de sua visões pessoais retratadas através de letras que funcionavam ora como uma análise de sua própria vida, ora como um pedido de socorro de uma aflição sem fim em busca do auto reconhecimento, ora como um bom papo de amigos sobre qualquer situação do cotidiano.

Cinco décadas depois, Pink Moon ocupa um merecido patamar de clássico influenciando desde Robert Smith, do The Cure, até nomes atuais como Jack Bugg e as gerações mais novas que revisitam a obra como referência obrigatória do estilo folk.

O que ficou eternizado é que Pink Moon é realmente um registro honesto de uma mente inteligente que por muitas vezes se segurou na música para atravessar todas as suas próprias correntezas, expondo seus relatos através de dedilhados e frases que até hoje emocionam.

50 anos de Pink Moon

Músicas como a faixa-título, “Place To Be”, “Things Behind The Sun” e”Which Will” servem como um grade espelho de questionamentos em que a figura da grande lua rosa nos leva a refletir diversos aspectos da nossa própria vida, assim como claramente Nick a usou para jogar na mesa várias de suas angústias através das analogias contidas no disco.

A interpretação pessoal das letras acaba sendo um dos grandes mistérios que podem ser desvendados tantos anos depois de diferentes maneiras a cada audição e isso é apenas mais um dos motivos para que esse álbum seja tão atemporal.

Infelizmente, o cantor e compositor nos deixou aos 26 anos, de forma precoce, dois anos depois do lançamento de Pink Moon.

Ouça o disco na íntegra abaixo!

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